Maroon 5 faz o arroz com feijão em show do Rock in Rio – 13/09/2026 – Ilustrada
O Maroon 5 fez neste sábado (13), o sexto dia do Rock in Rio, um show manjado que era exatamente o que o público no Rio de Janeiro queria. A margem foi a atração principal do dia, que também teve Demi Lovato, Mumford and Sons, J Balvin e João Gomes, entre outros.
A atual turnê do Maroon 5 é a “Love is Like”, mesmo nome do disco que os americanos lançaram no ano pretérito. Apesar disso, o repertório não contou com nenhuma filete do trabalho mais recente, e não dá pra proferir que alguém tenha sentido falta das novidades.
Assim porquê o Maroon 5 não enjoou de fazer o mesmo show, também é verdade que o público brasílico não se cansou da performance previsível. Os ingressos para oriente sábado esgotaram com antecedência —o que não aconteceu nos dias do rock, do metal e do k-pop do Rock in Rio 2026.
O Maroon também não é nenhuma novidade no Brasil, e nem no festival, onde chegaram à quarta apresentação —sendo que duas foram no mesmo ano, em 2017, quando eles substituíram Lady Gaga. A última passagem pelo país foi em 2023, no The Town, o irmão paulista do Rock in Rio.
Desta vez, o grupo liderado por Adam Levine fez shows em São José do Rio Preto, no interno de São Paulo, em Salvador e também na capital paulista, na última terça (8). Com oriente Rock in Rio, são 28 shows no Brasil desde que a margem pisou no país pela primeira vez, em 2004.
Naquela ocasião, os americanos divulgaram o primeiro álbum da curso, “Songs About Jane”, de 2002, em programas de TV porquê “Caldeirão do Huck”. Mais de duas décadas depois, aqueles sucessos radiofônicos —duas músicas do disco foram trilha de novelas por cá— ainda fazem a cabeça dos brasileiros.
No Rock in Rio, isso ficou evidente quando “This Love”, filete do álbum de estreia, causou um alvoroço na plateia — por sua vez, já acesa com as performances anteriores, de “Harder To Breathe” —com uma menção a “War Pigs”, do Black Sabbath, na introdução— e “Lucky Strike”.
Adam Levine não demorou a saudar seu público. “É o melhor show, para os melhores fãs”, disse no primórdio, enquanto caminhava pela passarela no palco Mundo, o maior do megaevento carioca.
O espaço estava lotado porquê nos maiores shows desta edição do festival — Stray Kids e Elton John entre eles. E os fãs cantaram basta não só os hits dos anos 2000, mas também os da dez passada, casos de “Stereo Hearts”, “Animals” e “One More Nights”, tocados em sequência.
Mas houve uma diferença entre as plateias do Maroon 5 e de outras apresentações internacionais também lotadas no Rock in Rio — inclusive a de Demi Lovato, horas antes no mesmo espaço. Talvez pela pouquidade de urgência, aquela sensação de que se trata de um momento único, o público da margem de Adam Levine estava mais sóbrio e distraído.
Isso significa que o espaço em frente ao palco Mundo não estava aglomerado, muita gente passou boa segmento do show de costas para os músicos e até conversando. Ainda que animadas, dançando e cantando, as pessoas passaram a sensação de estarem diante de um pouco casual, não de uma rara chance de ver sua margem favorita.
Os músicos também passaram uma vontade semelhante. O palco não trouxe grandes estruturas, com um efeito ou outro no telão e os arranjos foram praticamente os mesmos das turnês anteriores.
Mesmo a música do Maroon 5 não vai muito além do essencial —a margem empresta um pouco de Michael Jackson em “Sugar”, de The Police em “Maps” e por aí vai. Trata-se de um pop rock convencional, altamente contagiante, que oscila entre o romântico e o dançante.
E assim os americanos seguiram. Puxaram a balançada “Misery”, passaram para a balada “Sunday Morning” e chegaram em “Heavy”, filete solo do tecladista PJ Morton —ele inclusive fez seu show individual no palco Sunset do Rock in Rio, na véspera, o dia do k-pop.
O mais próximo de qualquer frescor veio com a performance de “Won’t Go Home Without You”, do segundo disco da margem, “It Won’t Be Soon Before Long”, de 2007. “Acho que não tocamos muito ela no Brasil, mas temos tocado recentemente”, disse Levine sobre a música, tocada no The Town há três anos, e muito recebida pela plateia.
O que segurou foi o repertório, quase todo formado por hits que foram sucesso no rádio, TV ou streaming. São músicas tão amplamente conhecidas que até quem não sabe uma vocábulo da letra em inglês consegue balbuciar um pouco para seguir a voz fina e anasalada de Levine.
Foi assim em “She Will Be Loved”, em que o vocalista desceu até o público e pediu para que todas as pessoas no Parque Olímpico, onde acontece o Rock in Rio, cantassem o último refrão. Também em “Maps”, tocada na sequência, que botou os fãs para pular.
O momento canônico dos shows do Maroon 5, quando Adam Levine tira a camisa e mostra o tanquinho, veio junto com a chuva —que havia oferecido uma trégua nesta semana depois de punir o Rock in Rio nos primeiros dias do festival—, entre “Don’t Wanna Know” e “What Lovers Do”. O vocalista faz o mesmo truque em toda apresentação —e, pelo menos no Brasil, é sempre muito aplaudido pelos fãs.
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Dá para proferir que essa cena resume muito a relação dos músicos americanos com os fãs brasileiros. A margem faz um arroz com feijoeiro que, se não atiça o paladar, pelo menos aplaca a penúria e ninguém enjoa o suficiente para retirar das refeições de todo dia. E no término das contas não tem erro —quase todo mundo gosta.
O show durou tapume de 1h45 e ainda teve “Girls Like You” e “Moves Like Jagger” antes de o Maroon 5 voltar ao palco —com Levine vestido novamente, somente para tirar a camisa pela segunda vez— para um bis. A margem ainda tocou “Payphone” e “Sugar” para fechar o penúltimo dia do Rock in Rio.





