Memórias de raoni, livros de latino americanas e mais 02/07/2025

Memórias de Raoni, livros de latino-americanas e mais – 02/07/2025 – Ilustrada

Celebridades Cultura

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A maior autora viva do Uruguai, Cristina Peri Rossi, uma vez afirmou que “desde garoto tinha o libido veemente de redigir contra vento e maré” —um libido que a acompanhou por toda a vida.

Hoje, aos 83 anos, Rossi mora em Barcelona, onde passou a morar depois de seu trabalho invocar a atenção da repressão que comandava seu país natal na dezena de 1970. Seu “caráter transgressor”, uma vez que define a colunista Sylvia Colombo, finalmente pode ser contemplado no Brasil com o lançamento de três de seus livros.

Apesar de inéditas por cá, as obras podem tanger familiares por uma história que é geral a toda a vizinhança latina: a de pessoas caladas por um regime.

Leila Guerriero, que chega ao Brasil com seu livro-reportagem “A Chamada”, mergulha na ditadura militar argentina através da guerrilheira torturada Silvia Labayru.

Diante de um governo que hoje afirma que o impacto da repressão é exagerado pelo público, “a obra de Guerriero reforça que ainda há muito que se desvendar sobre a ditadura e que há relatos de sobreviventes que faltam ser escutados”, escreve a repórter Mayara Paixão.

A argentina Beatriz Sarlo foi precípuo nesse debate intelectual. Hoje com seu nome em um testamento disputado, a sátira dedicou sua curso à recuperação e reordenação da história de seu país, mesmo sabendo das dificuldades de executar essa tarefa.

“O pretérito é sempre conflituoso. A ele se referem, em concorrência, a memória e a história, porque nem sempre a história consegue confiar na memória”, escreveu Sarlo.


Acabou de Chegar

“As Filhas de Safo” (trad. Nara Vidal, Autêntica Contemporânea, R$ 79,80, 272 págs.), de Selby Wynn Schwartz, passa por mais de 40 personagens históricas feministas que se relacionaram com mulheres e combateram o patriarcado na Europa dos séculos 19 e 20, uma vez que Virginia Woolf, Gertrude Stein e Isadora Duncan. A amarração entre todas, uma vez que aponta o crítico Guilherme Gontijo Flores, se dá pela poeta grega arcaica Safo de Lesbos, que inspirou os termos “sáfica” e “lésbica”.

“O que Sei de Você” (trad. Letícia Mei, DBA, R$ 84,90, 272 págs.), de Éric Chacour, narra um romance entre dois homens árabes no Egito dos anos 1980. Para além da “temática fabuloso”, uma vez que escreve o crítico Diogo Bercito, o livro se destaca pelo modo uma vez que trata da imigração e do que acontece com as pessoas em seguida saíram de sua terreno natal.


“Pensar com as Mãos” (WMF Martins Fontes, R$ 64,90, 256 págs.) é uma reunião de ensaios sobre trova da escritora Marília Garcia. O compilado de seus textos já publicados em revistas, sites ou jornais incorpora, segundo a sátira Ana Luiza Rigueto, a procura reflexiva e pessoal típica da autoria da poeta-ensaísta.


E mais

Em seu novo livro “Memórias do Cacique” (Companhia das Letras, R$ 89,90, 296 págs.), Raoni Mẽtyktire, uma das lideranças indígenas mais importantes do mundo, narra suas vivências, desde encontros com presidentes até uma expedição em procura de Che Guevara. Em relatos sem data, uma vez que os indígenas não contam o tempo uma vez que os brancos, Raoni faz um registro etnográfico e cosmológico da história de seu povo.

Uma vez que escreve o repórter João Gabriel, o livro de Raoni marca o início de seu “último ato”. Perto de sua nona dezena de vida, o pajé conjecturou com a Folha uma vez que será o horizonte em seguida sua despedida e, pela primeira vez, citou nomes para sucedê-lo, entre eles dois de seus netos de consideração.

Em “O Problema Não É Você” (trad. Livia de Almeida, Sextante, R$ 59,90, 256 págs.), a psicóloga Ramani Durvasula discute com a repórter Giulia Peruzzo as razões de pessoas narcisistas trazerem sofrimento às pessoas em seu entorno.


Além dos Livros

O cordel, gênero de folhetos coloridos e ilustrações em xilogravura, resiste ao preconceito e tem até uma Liceu própria. Uma vez que conta a jornalista Giovana Kebian, a Liceu Brasileira de Literatura de Cordel ocupa um endereço no meio do Rio de Janeiro, onde reúne muro de 150 milénio folhetos e 12 milénio títulos de autores de todo o país. Com plenárias mensais, a associação mantém viva a tradição da literatura de cordel.

A agenda de eventos na capital paulista só cresce. Em julho, São Paulo se prepara para receber a Redondel da Termo, que toma 27 livrarias de rua da cidade. O Tela das Letras destaca encontros com Aline Bei na Livraria Simples, Lilia Guerra na Livraria da Vila e Marcelo Leite na livraria Na Nuvem.

Nesta última semana, o noticiarista amazonense Milton Hatoum se candidatou pela primeira vez a uma vaga na ABL. O responsável de clássicos recentes uma vez que “Dois Irmãos” e “Cinzas do Setentrião” se inscreveu para ocupar a cadeira deixada pelo jornalista Cícero Sandroni. Ele chega à eleição uma vez que predilecto sobre os outros candidatos, Eduardo Baccarin-Costa e José Marques de Abreu.

Folha

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