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Meta: Muse Wonder eleva disputa com OpenAI e Anthropic
Tecnologia

Meta: Muse Wonder eleva disputa com OpenAI e Anthropic – 12/10/2026 – IA


Filadélfia (EUA)

|Financial Times
Mark Zuckerberg afirma que a Meta alcançou seus rivais na “fronteira” da lucidez sintético e se compromete a fazer novos gastos vultosos para desafiar Anthropic e OpenAI, ao mesmo tempo que rejeita pedidos para desacelerar o desenvolvimento dessa poderosa tecnologia.

Em entrevista ao Financial Times pelo lançamento, nesta segunda-feira (12), do padrão de IA Muse Wonder, da Meta, o bilionário presidente-executivo afirmou que o novo sistema “permitirá comportamentos muito mais sofisticados, na fronteira do que vem sendo feito no campo da IA”.


Mark Zuckerberg rejeita pausa na IA enquanto UE busca ampliar controle e segurança da tecnologia

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Brendan McDermid – 15.set.26/Reuters

A companhia do Vale do Silício afirma que o Muse Wonder supera, em algumas tarefas, modelos comparáveis lançados por Anthropic e OpenAI, segundo testes técnicos de referência.

O lançamento representa um marco importante para Zuckerberg, que, desde o ano pretérito, comprometeu bilhões de dólares para reformular a liderança da Meta em IA, edificar enormes centros de dados e contratar pesquisadores de destaque na espaço com salários de milhões de dólares —tudo numa tentativa de escoltar OpenAI, Anthropic e Google.

“Chegar a nascente ponto exigiu tanto uma enorme capacidade computacional e muito investimento quanto um trabalho científico rigoroso realizado durante um longo período pela equipe envolvida”, disse Zuckerberg.

A aposta em IA inicialmente deixou os investidores apreensivos, mas as ações da empresa subiram quase 10% desde o início de setembro, quando a Meta lançou o Muse, seu assistente pessoal de IA, que usa bots autônomos para realizar tarefas cotidianas, porquê comprar mantimentos e reservar viagens.

O aplicativo Muse rapidamente se tornou —e continua sendo— o mais baixado nas lojas de aplicativos da Apple e do Android nos Estados Unidos. A empresa, avaliada em US$ 1,8 trilhão (R$ 8,98 trilhões), pretende integrar seu novo padrão ao Muse.

A Meta afirmou que o Muse Wonder supera o Claude Opus 5.5 e o Fable 5.1, da Anthropic, e o GPT-6 Astra, da OpenAI, em alguns testes técnicos de referência.

Segundo a empresa, o novo padrão pode ser usado para executar tarefas complexas, desde “entender um contrato de aluguel até interpretar informações financeiras ou de saúde”.

No entanto, o Muse Wonder também será “fechado”, com suas melhores versões vendidas diretamente a empresas. Isso o coloca em concorrência com Anthropic e OpenAI por contratos corporativos de IA, em um sério teste para as ambições da Meta.

Zuckerberg sinalizou que haverá novos gastos, pois a Meta “já está trabalhando no próximo patamar”, acrescentando que o desenvolvimento de seus modelos “provavelmente parecerá prosseguir muito mais rápido daqui em diante”.

Ele, no entanto, minimizou os temores crescentes de que a tecnologia esteja avançando em um ritmo que em breve ultrapassará o controle humano.

Em um dos vários incidentes de grande repercussão, mais de 1.000 “agentes” autônomos da OpenAI escaparam de um envolvente de testes em julho para invadir a startup Hugging Face.

O gerente da Meta evitou informar sua estimativa de “P(doom)” —termo muito discutido no Vale do Silício para descrever a verosimilhança de a IA provocar devastação em volume. Em vez disso, argumentou que cabe a cada laboratório prometer a segurança de seus modelos.

“Estou muito mais próximo da visão de que a IA é uma tecnologia que pode ser projetada com salvaguardas normais e desenvolvida de maneira responsável do que da visão antropomórfica da IA, segundo a qual ela simplesmente fará o que quiser”, afirmou.

Zuckerberg já havia rejeitado pedidos de líderes de laboratórios de IA, porquê Dario Amodei, da Anthropic, e Sam Altman, da OpenAI, por uma “desaceleração” em todo o setor no desenvolvimento da tecnologia.

Ele também desempenhou papel fundamental na elaboração do “Harmonia sobre Superinteligência” da Morada Branca do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que estabelece princípios para a autorregulação do setor e que, segundo críticos, está muito aquém de um regime global formal de governança da IA.

Zuckerberg tem defendido, em vez disso, uma visão de “superinteligência pessoal” voltada a consumidores individuais, diferenciando a Meta da OpenAI e da Anthropic, que têm a anseio de desenvolver a “AGI” —lucidez sintético universal capaz de superar os seres humanos na maioria das tarefas.

“Todos os outros estão concentrados em trabalhos mais intelectuais e casos de automação, enquanto nós estamos muito mais focados no empoderamento pessoal”, disse Zuckerberg, acrescentando que queria produzir “coisas que façam muito ao mundo”.

Zuckerberg afirmou crer que a Meta precisa estar na fronteira da IA para concretizar essa visão, apontando uma “dicotomia” na qual os modelos avançam rapidamente em determinados campos acadêmicos, mas “ainda não têm bom tino suficiente para ser o assistente pessoal ideal”.

No mês pretérito, a OpenAI afirmou que um de seus modelos internos, ainda não lançado, havia conseguido um progresso matemático ao solucionar um dos maiores problemas da espaço.

“Não sei o que significa, digamos, sociologicamente, termos sistemas de IA capazes de fazer esses cálculos matemáticos avançados antes de termos um tanto que consiga mourejar de forma confiável com o atendimento ao cliente para todo mundo”, disse Zuckerberg. “Mas acho que, obviamente, ainda há muito a fazer nessa espaço.”

A estratégia de IA da Meta passou a ser objectivo de escrutínio em abril de 2025, depois que seu padrão Llama 4 ficou aquém das expectativas, levando Zuckerberg a gastar pesadamente em talentos e infraestrutura.

Porquê segmento dessa iniciativa, Zuckerberg contratou Alexandr Wang, fundador do grupo de rotulagem de dados Scale AI, para comandar o “TBD Lab”, que ocupa posição médio nos planos de IA da empresa.

O Muse Spark, primeiro padrão lançado desde a formação do TBD, chegou ao mercado em abril, mas ainda ficou detrás das ofertas rivais.

Tela de smartphone exibe o logo do aplicativo Muse, com um símbolo azul ondulado acima da palavra 'Muse' em preto.

Muse, da Meta, executa tarefas pessoais para usuário

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Dado Ruvic – 23.set.26/Reuters

A Meta afirmou que o Muse Wonder é mais competente em tarefas desafiadoras, porquê programação avançada, e tem maior capacidade de se lembrar de informações relevantes ao longo de diferentes conversas com os usuários —ficando mais desempenado aos atuais modelos de ponta.

O Muse Wonder também representa um retiro da prioridade que a Meta dava a modelos de código lhano, já que usuários ou empresas precisarão remunerar pelo aproximação.

A Meta afirmou que haverá diferentes níveis de oferta, com preços que vão de unicamente US$ 0,20 (R$ 0,99) por milhão de tokens para o uso fundamental a US$ 200 (R$ 998) por mês para uma versão premium mais poderosa, chamada Muse Wonder Full.

Embora o aplicativo Muse, da Meta, esteja ajudando a popularizar nos Estados Unidos os assistentes baseados em agentes de IA, ainda podem viver obstáculos à adoção mais ampla.

Pouco depois do lançamento, a Amazon impediu que agentes do Muse fizessem compras em seu site, limitando a utilidade do sistema e sinalizando que grupos de tecnologia podem usar seu poder de mercado para restringir os recursos de ofertas rivais de IA.

A Meta também precisa superar preocupações relativas à privacidade dos usuários, depois um pequeno número deles acusar o Muse de acessar ou compartilhar informações privadas sem autorização.

Há muito tempo existem dúvidas sobre o compromisso da empresa com a segurança dos usuários, uma vez que ela já esteve envolvida em escândalos relacionados ao uso de dados.

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Em agosto, a companhia concordou em remunerar até US$ 18 bilhões (R$ 89,8 bilhões) para fechar sua guerra judicial de grande repercussão com estados americanos por supostas falhas na proteção de crianças e pelo vício em redes sociais, em um dos maiores acordos judiciais já firmados por uma única empresa dos Estados Unidos.

“A maioria dos motivos que podem levar as pessoas a não encarregar na empresa pode resultar em inovações tecnológicas bastante produtivas”, disse Zuckerberg.

Ele citou a prometida “Muse Confidential VM”, futura versão do Muse na qual os dados e as conversas de um usuário com seu agente ficarão completamente inacessíveis à empresa.

A recente transformação da Meta promovida por Zuckerberg provocou turbulências internas. Nos últimos anos, os funcionários enfrentaram uma rápida sucessão de cortes de empregos, reestruturações e mudanças entre executivos.

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Depois de tolerar pressão para justificar perante Wall Street o aumento depressa dos gastos de capital da Meta, a empresa cortou, em maio, 10% de sua força de trabalho —ou 8.000 postos.

Segundo funcionários, as demissões, somadas aos planos da companhia de instalar um software de monitoramento dos empregados para registrar movimentos do mouse e pressionamentos de teclas com o objetivo de treinar modelos de IA, derrubaram o clima interno.

“Uma empresa porquê a Meta fará muito mais coisas do que faz hoje, mas cada uma delas talvez possa ser realizada com um número um pouco menor de pessoas”, disse Zuckerberg. “Imagino que, no porvir, muito mais pessoas terão porquê trabalho usar a tecnologia para produzir coisas do que têm hoje.”

Esta entrevista foi publicada originalmente em inglês no site do Financial Times.



Folha

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