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Ministério Público denuncia presidente do Corinthians 15/09/2026 Esporte
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Ministério Público denuncia presidente do Corinthians – 15/09/2026 – Esporte

O Ministério Público de São Paulo apresentou nesta terça-feira (15) uma denúncia contra o presidente do Corinthians, Osmar Stabile, pelo suposto cometimento do delito de apropriação indébita. De entendimento com o órgão, o cartola teria usado recursos do clube para contratar serviços de segurança pessoal.

O promotor Cassio Conserino, responsável pela investigação, afirma que Stabile usou verba do clube no pagamento dos serviços contratados junto à empresa Bear Security, que segundo a denúncia, teria atuado exclusivamente em mercê do dirigente e possivelmente de sua família.

O Corinthians teria desembolsado R$ 721.194,66 em pagamentos à empresa no período. Os pagamentos começaram em julho de 2025, mas o contrato formal só teria sido assinado em março de 2026. Além de notas fiscais que somam o montante, o MP aponta que Stábile teria reconhecido em uma entrevista que sabia que o clube pagava a empresa e chamado o serviço de “segurança VIP ao presidente”.

Em nota, o cartola voltou a tutorar a urgência do serviço devido ao função que exerce. “A segurança não foi contratada para Osmar porquê pessoa, mas em razão do função. As ameaças, de conhecimento público, decorreram de sua atuação porquê presidente, atingiram sua família e motivaram manifestações de repúdio, inclusive da FPF (Federação Paulista de Futebol) e CBF (Confederação Brasileira de Futebol).”

“Nesse contexto, pretexto também estranheza o pedido de retiro formulado pelo Ministério Público, que será devidamente negado nos autos”, acrescentou o expedido.

O MP afirma, ainda, que a empresa é considerada irregular, pois não tinha autorização da Polícia Federalista para atuar porquê empresa de segurança privada. O MP diz ter requisitado investigação da PF sobre provável delito previsto no item 50 da Lei 14.967/24. Ainda na entrevista à TMC, Stabile defendeu a regularidade da atuação da empresa.

Ainda de entendimento com a denúncia apresentada pelo MP, o Corinthians teria alegado que a contratação era destinada exclusivamente à segurança pessoal do presidente e estaria amparada pelo item 119, alínea “f”, do regimento.

O MP contesta essa versão, uma vez que o item citado se refere às despesas obrigatórias do Corinthians, sem referir benefícios patrimoniais ao seu presidente. O item cita, por exemplo, gastos com tributos, impostos, taxas, salários, entre outros.

O órgão, todavia, lembra que o clube já possui outra empresa, a Unity, responsável pela segurança institucional na Neo Química Estádio e no Parque São Jorge.

O MP denunciou Stábile pelo item 168 do Código Penal (apropriação indébita). O órgão pede R$ 721 milénio de danos materiais, corrigidos, e ao menos R$ 540,9 milénio de danos morais ao Corinthians. Houve, ainda, um pedido de bloqueio de bens de Stabile para prometer eventual ressarcimento.

Também porquê medida cautelar, foi pedido que o dirigente seja proibido de entrar no Corinthians, contatar testemunhas e dirigentes, treinar funções associativas ou simbolizar institucionalmente o clube, além de restrições para viagens dentro e fora do país.

Veja a nota de Osmar Stabile

Osmar Stabile, por meio de sua resguardo, recebe com estranheza a denúncia apresentada pelo Promotor de Justiça Cássio Conserino, que tenta transformar em denunciação criminal a contratação de uma equipe de segurança para o manobra da Presidência do Sport Club Corinthians Paulista.

A segurança não foi contratada para Osmar porquê pessoa, mas em razão do função. As ameaças, de conhecimento público, decorreram de sua atuação porquê presidente, atingiram sua família e motivaram manifestações de repúdio, inclusive da Federação Paulista de Futebol (FPF) e Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O Ministério Público conhecia esses fatos, assim porquê sabia que a adoção de segurança para dirigentes ocorre em outros grandes clubes e já foi utilizada em gestões anteriores do Corinthians.

Nesse contexto, pretexto também estranheza o pedido de retiro formulado pelo Ministério Público, que será devidamente negado nos autos.

Osmar Stabile permanece normalmente no EXERCÍCIO DA PRESIDÊNCIA, pois o pedido depende de decisão judicial.

A resguardo, por sua vez, confia no Poder Judiciário e está segura de que ficará demonstrado que não houve qualquer apropriação de valores do clube.

Folha

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