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Moana é importante para gente como eu, diz The Rock
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Moana é importante para gente como eu, diz The Rock – 08/07/2026 – Ilustrada

Foi em 2016 que a Disney lançou “Moana: Um Mar de Aventuras”, animação em que a protagonista era uma juvenil de uma ilhéu do Pacífico, que salvava seu povo da míngua e da sede. Uma dezena mais tarde, em tempos em que a pressão por representatividade racial e feminina se tornou ainda maior, o estúdio reaproveita o potencial de marcar pontos diante da chamada sensibilidade “woke” requentando o material, mas em uma versão com atores de músculos e osso.

O novo “Moana”, que estreia nos cinemas nesta quarta (8), tem trama semelhante: a personagem-título é uma pequena que em breve deverá assumir a liderança de seu povo, em uma ilhéu isolada por arrecifes —os nativos evitam ao supremo se alongar do litoral por pavor do ignoto para além das formações rochosas.

Um dia, diante da escassez de chuva e vitualhas no sítio, a jovem percebe que terá de ir muito mais longe no oceano para pedir ajuda ao grandalhão Maui, um semideus que pode auxiliá-la a derrotar um monstro marítimo e restituir à população da ilhéu uma vida sem privações.

O ator Dwayne Johnson, também espargido porquê The Rock, tinha dublado Maui na versão animada e agora assume o personagem por completo. Apesar de nascido nos Estados Unidos, o planeta tem progénie samoana —o elenco conta com muro de 200 atores de origem étnica de ilhas do Pacífico. Inclusive a australiana Catherine Laga’camareira, escolhida para viver a protagonista.

Johnson esteve no Rio de Janeiro na semana passada para vulgarizar o longa-metragem. “Na cultura samoana, nós temos o hábito de valorizar muito a família, de fazermos o que estiver ao nosso alcance por ela. E isso, me parece, é muito semelhante com hábitos da cultura brasileira”, disse o ator, em conversa com a prelo, ressaltando sua conexão com o Brasil, ainda que seja somente sua segunda passagem pelo país.

O filme é somente mais uma das diversas adaptações com atores de produções animadas que fizeram sucesso no pretérito —entre produções recentes estão as live-actions “A Pequena Sereia”, de 2023, e “Lilo & Stitch”, no ano pretérito.

A prática costuma ser vista porquê prova de uma dificuldade da segmento dos grandes estúdios de Hollywood em produzir material verdadeiramente inédito hoje em dia. Mas Johnson diz confiar que, no caso de “Moana”, a prestígio de subsistir uma versão com elenco humano ultrapassa questões de ordem criativa.

“Diante de um resultado muito querido, os fãs costumam ter pavor de novas versões. Dizem que não é preciso transformar em live-action, e eu entendo isso. Mas acho que mostrar humanos em algumas situações é importante”, ele diz. “Quando eu era jovem, você quase não via gente de pele mais escura entre as grandes estrelas. Para pessoas porquê eu, e agora as minhas filhas, por exemplo, é muito importante ter esse tipo de representação na tela.”

Além da questão racial, o filme tem também certa atualidade na forma porquê mostra a fragilidade masculina —Maui, embora seja um semideus, em perceptível momento revela a Moana ter pavor e limitações diante de incertezas.

“Aprendi muito sobre mim mesmo. A cena mais significativa para mim é aquela em que Maui mostra sua vulnerabilidade para Moana. É importante para o personagem, mas foi importante para mim pessoalmente. E também acho que deve ser para todos os homens em universal”, diz Johnson.

O ator afirma que Maui foi em grande segmento inspirado em seu próprio avô. “Ele era um varão potente, mas que, diferentemente de mim [na vida real], tinha uma grande cabeleira”, diz o ator careca, rindo. “Era durão, mas também um varão terno, que não tinha pavor de chorar na frente dos outros. Não tinha problemas com a masculinidade dele.”

Dirigido por Thomas Kail, o live-action traz novas versões de algumas das músicas lançadas na animação de 2016, porquê “How Far I’ll Go”, indicada para o Oscar de 2017, além de uma melodia feita mormente para o novo longa, “Along the Way”. E destaca a novata Laga’camareira porquê uma promessa estelar, mesmo em filmes que não priorizem discussões sobre etnia.

“Foi tão bom poder vê-la conseguir fazer coisas tão difíceis, porquê trovar e dançar tantas coreografias, dando corpo a essa personagem. E ela tem bom ‘timing’, é difícil porque grande segmento das cenas somos só eu e ela em um embarcação. E, apesar de toda a pressão que recaía sobre ela, e mesmo ela sendo ainda muito jovem, conseguiu fazer tudo muito muito”, diz o ator, que reconhece que ele próprio, apesar da maior experiência profissional, também teve desafios parecidos.

“No meu caso, também foi muito difícil, principalmente ter que trovar e dançar. E ainda usar aquela peruca de cabelos longos, que esquentava infernalmente a cabeça.”

Folha

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