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Mortalidade materna: Brasil ainda perde centenas de mulheres por ano

O Brasil ainda perde centenas de mulheres por ano durante a gravidez ou em um período de 42 dias em seguida o termo da gravidez. 

A razão de mortalidade materna no país é de 56,4 a cada 100 milénio nascidos vivos, segundo os últimos dados disponíveis, de 2024. Isso significa que, unicamente neste ano, foram registrados 1.347 óbitos. A meta do país é chegar a 30 mortes a cada 100 milénio nascidos vivos até 2030. 

Os dados são do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM-Datasus), consultados no Observatório da Saúde Pública. A maioria dessas mortes, nove em cada dez, é evitável, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) 

O dia 28 de maio é o Dia Pátrio de Redução da Mortalidade Materna, data que tem porquê objetivo substanciar a prestígio de ações sobre a saúde das mulheres em sua integralidade e de substanciar os direitos da gestante e puérpera.  

A superintendente da Unidade da Saúde da Mulher da Maternidade Escola Universidade Federalista do Rio de Janeiro (UFRJ), Maria Isabel Peixoto, reforça que um atendimento de qualidade oferece mais segurança à gestante. 


Rio de Janeiro (RJ), 26/05/2026 – A chefe da Unidade da Saúde da Mulher da Maternidade Escola UFRJ, Maria Isabel Peixoto posa para foto na instituição, na zona sul do Rio de Janeiro.
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 26/05/2026 – A chefe da Unidade da Saúde da Mulher da Maternidade Escola UFRJ, Maria Isabel Peixoto posa para foto na instituição, na zona sul do Rio de Janeiro.
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

 A superintendente da Unidade da Saúde da Mulher da Maternidade-Escola UFRJ, Maria Isabel Peixoto, destaca prestígio do pré-natal muito feito – Foto Tomaz Silva/Escritório Brasil

“A gente sabe que com um pré-natal muito feito, de qualidade, de preferência o mais precoce provável para pegar todas as variáveis, conseguimos, na grande maioria das vezes, entregar uma paciente pronta para um parto monitorizado num lugar com boa assistência e com um desfecho favorável”, diz.  

A unidade é referência no atendimento principalmente de casos de elevado risco. “Cá na maternidade a gente consegue fazer um trabalho de boa qualidade para perpetuar o conhecimento e dar boa assistência aos pacientes”, reforça.

As quatro principais causas de morte materna no Brasil, entre as obstétricas diretas, são as síndromes hipertensivas, hemorragias, infecções puerperais e complicações do monstro. As causas obstétricas diretas são responsáveis por 66% das mortes maternas no país. 

A técnica de enfermagem Fernanda Lopes de Almeida, 41 anos, é uma das pacientes da maternidade. Prenha de 18 semanas, ela é acompanhada por pretexto de um quadro de hipertensão e pelo histórico de diabetes gestacional em gravidez anterior. 


Rio de Janeiro (RJ), 26/05/2026 –  A grávida que faz tratamento na Maternidade Escola UFRJ, Fernanda Lopes de Almeida posa para foto na instituição, na zona sul do Rio de Janeiro.
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 26/05/2026 –  A grávida que faz tratamento na Maternidade Escola UFRJ, Fernanda Lopes de Almeida posa para foto na instituição, na zona sul do Rio de Janeiro.
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Fernanda Lopes de Almeida é acompanhada na Maternidade-Escola UFRJ – Foto Tomaz Silva/Escritório Brasil

Na maternidade, foi orientada a mudar os hábitos de sustento, fez exames e faz comitiva permanente. “Sou muito muito atendida, me sinto segura”, diz. “Foi difícil essa adaptação [da alimentação] e até a conscientização. Agora, acho que estou curtindo muito melhor a gravidez, uma período mais tranquila”.

Equipe múltipla

Além dos médicos, uma equipe de diferentes profissionais é importante para prometer o atendimento adequado às mulheres, defende o enfermeiro obstétrico Renné Costa, membro do Parecer Federalista de Enfermagem (Cofen). 

“A gente precisa crer muito na multidisciplinaridade das profissões. Cada uma no seu quadrilátero, cada uma fazendo o seu papel, mas todo mundo centrado nos objetivos que, nesse caso , são a mãe e o bebê”.

Renné Costa diz que tem presenciado e participado de muitas experiências positivas no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS). 

Porquê enfermeiro obstétrico, Renné Costa já fez mais de 5 milénio partos desde 2009, a maioria no Hospital Municipal de Viçosa, em Alagoas. Com pouco mais de 26 milénio habitantes, Viçosa é referência nessa espaço para mais nove municípios alagoanos.


Rio de Janeiro (RJ), 27/05/2026 –  A mortalidade materna no Brasil está muito diferente do que foi há 20 anos. E a mudança foi para melhor. A análise é do enfermeiro obstétrico Renné Costa, membro do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen).
Formação de enfermeiros obstétricos contribui para redução da mortandade materna.
Foto: Renné Costa/Arquivo pessoal
Rio de Janeiro (RJ), 27/05/2026 –  A mortalidade materna no Brasil está muito diferente do que foi há 20 anos. E a mudança foi para melhor. A análise é do enfermeiro obstétrico Renné Costa, membro do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen).
Formação de enfermeiros obstétricos contribui para redução da mortandade materna.
Foto: Renné Costa/Arquivo pessoal

Para Renné Costa, formação de enfermeiros contribui para redução da mortandade materna – Foto Renné Costa/Registro Pessoal

Quando ele chegou ao Hospital Municipal de Viçosa, eram realizados no lugar entre 80 e 90 partos por ano. “Depois do meu trabalho lá, a gente passou a fazer 600 partos por ano”. O enfermeiro atribui essa expansão à autonomia dada à enfermagem, ao enfermeiro obstétrico, que pode testemunhar ao parto de reles risco amparado pela Lei 7.498 de 1986, a lei do tirocínio profissional da enfermagem.

Ele defendeu que experiências porquê essa deveriam ser multiplicadas pelo Brasil. Nos mais de 5 milénio partos que realizou, Renné Costa não perdeu nenhuma gaiato e nenhuma mulher.

Seguimento em seguida o parto 


Rio de Janeiro (RJ), 27/05/2026 –  Dra. Inessa Bonomi, A fase pós-parto, chamada puerpério, é uma parte nevrálgica dentro da questão da mortalidade materna, afirmou à Agência Brasil a ginecologista e obstetra Inessa Beraldo de Andrade Bonomi.
Foto: PlayP/Divulgação
Rio de Janeiro (RJ), 27/05/2026 –  Dra. Inessa Bonomi, A fase pós-parto, chamada puerpério, é uma parte nevrálgica dentro da questão da mortalidade materna, afirmou à Agência Brasil a ginecologista e obstetra Inessa Beraldo de Andrade Bonomi.
Foto: PlayP/Divulgação

A médica Inessa Bonomi lembra que a período pós-parto, chamada puerpério, é muito importante na questão da mortalidade materna – Foto PlayP/Divulgação

A ginecologista e obstetra Inessa Beraldo de Andrade Bonomi, vice-presidente da Percentagem Pátrio Especializada em Gravidez de Elevado Risco da Federação Brasileira das Associaçaões de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), ressalta que o comitiva em seguida o parto é também chave para a redução da mortalidade materna. 

“A mulher vai para lar e, muitas vezes, ela acaba sendo menos olhada pelos serviços da rede de saúde e também pela família”, diz. 

O olhar um pouco menos atilado para essa mãe pode fazer com que sinais de risco sejam percebidos tardiamente. Essas complicações que surgem no período do puerpério muitas vezes se agravam, se complicam.

A ginecologista e obstetra assegura que os sinais de alerta no pós-parto, no puerpério, não podem ser naturalizados. Entre esses sinais estão sangramento vaginal além do habitual, febre, falta de ar, dor no peito, dor de cabeça intensa e que não passa com o uso de analgésico, diferença visual (escotomas ou pontinhos de luz que a paciente passa a enxergar), pressão que permanece subida e se mantém com picos hipertensivos.

A recomendação da profissional é que essas pacientes voltem mais precocemente para a consulta puerperal. Nos primeiros sete dias e, no sumo, dez, elas devem retornar ao meio de saúde ou ao consultório do ginecologista e obstetra para que sejam avaliadas e se consiga fazer um comitiva das condições clínicas pré-existentes que elas têm.

A Febrasgo ressalta que um ponto que não pode permanecer fora do comitiva puerperal é a saúde mental. O sofrimento psíquico no pós-parto pode se manifestar de várias formas: com tristeza intensa, impaciência, insônia, pânico de cuidar do bebê, sensação de incapacidade, exaustão extrema e dificuldade de vínculo com o recém-nascido.

Em casos mais graves, podem surgir ideias de autoagressão, risco de violência contra si mesma ou contra o bebê e sintomas psicóticos, situações que exigem atenção imediata. Segundo Inessa Bonomi, olhar para a saúde mental é importante para prevenir desfechos graves no puerpério.

Rede Alyne 

No contexto federalista, em 2024, o governo federalista lançou programa para reduzir a mortalidade materna em 25% até 2027. Em relação a mulheres pretas, a intenção é reduzir a mortalidade em 50% no mesmo período. Chamado de Rede Alyne, a iniciativa é uma regeneração da antiga Rede Cegonha, de cuidados a gestantes e bebês na rede pública.

A iniciativa homenageia a jovem negra Alyne Pimentel, que morreu aos 28 anos, prenha de seis meses, por falta de atendimento adequado na rede pública de saúde do município de Belford Roxo (RJ), em 2002. Alyne também era mãe de uma gaiato de 5 anos. 


Rio de Janeiro (RJ), 12/09/2024 - Alyne Pimentel morreu aos 28 anos, grávida de 6 meses, por negligência médica. Foto: Reprodução/Centro Brasileiro de Estudos da Saúde
Rio de Janeiro (RJ), 12/09/2024 - Alyne Pimentel morreu aos 28 anos, grávida de 6 meses, por negligência médica. Foto: Reprodução/Centro Brasileiro de Estudos da Saúde

Alyne Pimentel morreu aos 28 anos, prenha de seis meses, por negligência médica – Foto Reprodução/Núcleo Brasiliano de Estudos da Saúde

A meta da Rede Alyne é beneficiar mulheres com zelo humanizado e integral, observando as desigualdades étnico-raciais e regionais. 

Fonte EBC

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