São Paulo
O Museu da Língua Portuguesa vai festejar os seus 20 anos com a exposição “Luz da Língua”. A teoria dos curadores Isa Grinspum Ferraz e Marcelo Macca é valorizar a produção cultural da instituição. Para isso, vídeos, fotos e cartazes foram tirados do espaço original e colocados em outra sequência a término de explicar a variedade do linguagem no Brasil.
A partir de 22/8 a mostra ocupa o primeiro caminhar do prédio que fica dentro da estação da Luz, na região mediano de São Paulo.
Instalação que integra a exposição principal e mostra comemorativa do Museu da Língua Portuguesa
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Ana Mello /Divulgação Museu da Língua Portuguesa
Logo na ingressão do espaço, o visitante pode conferir uma estrutura de metal no teto que contém frases de autores da literatura vernáculo, uma vez que Antônio Risério, Ailton Krenak, Caetano Veloso e João Guimarães Rosa.
Ao lado, um mosaico com painéis de LED foi montado para exibir vídeo de 26 minutos que mostra trechos de entrevistas, canções e poemas interpretados por artistas, uma vez que Tom Zé, Chico Buarque, Maria Bethânia e Denise Penha. A instalação forma uma recitação coletiva e simula conversas entre épocas, culturas e modos de falar diferentes.
O material abrange questões relacionadas à população indígena, à escravidão, à presença negra, à colonização portuguesa e à imigração no Brasil. Além do português, idiomas nativos estão presentes, uma vez que no trecho em que o xamã indígena Davi Kopenawa fala em yanomami sobre sua relação com a língua trazida pelos europeus.
Em seguida, a exposição conta a própria história do Museu da Língua Portuguesa, por meio de uma risca do tempo composta de imagens, textos, desenhos e reportagens. A sequência percorre desde a elaboração do projeto em 2002, cita as propostas de pilha e os desenhos do arquiteto Paulo Mendes da Rocha (1928-2021) para construção.
“O duelo foi materializar um processo que teve a participação de muitos intelectuais, poetas e artistas”, diz Ferraz. “Esse museu foi o primeiro a se destinar ao tema da língua, não tínhamos protótipo para seguir”.
Inaugurado em 2006, o Museu da Língua Portuguesa sempre integrou tecnologia ao pilha. O lugar dispõe de projetores, efeito de luzes e painéis interativos, por exemplo. Nos primeiros dez anos, a instituição concentrou mais de 30 exposições temporárias, além de promover cursos, debates e apresentações artísticas.
Algumas dessas sinais se dedicaram a homenagear escritores que formaram a língua portuguesa, uma vez que Clarice Lispector, Machado de Assis, Jorge Querido e Fernando Pessoa.
Em 2015, o lugar foi destruído por um incêndio, que também afetou secção do prédio da estação da Luz. Na ocasião, as chamas fizeram o teto de madeira que havia sido restaurado no século pretérito desabar. A terreiro da Língua, uma sala de projeções com curadoria de José Miguel Wisnik e Arthur Nestrovski, também foi destruída. Um sindicância concluiu que o queima foi causado por irregularidade nos holofotes que iluminavam o prédio
O incidente é descrito na risca do tempo de “Luz na Língua”, que mostra uma vez que foi a discussão para reconstruí-lo de forma que preservasse a estrutura original do prédio e as obras consideradas mais importantes pela curadoria.
Depois cinco anos de obras e ao dispêndio de R$ 85,8 milhões, o museu foi reaberto em 2021, durante a pandemia.
Um terraço com 262 metros quadrados e vista para o meio de São Paulo foi uma das novidades da reinauguração. O lugar fica no terceiro piso da estação e atrai visitantes pela riqueza arquitetônica e paisagística do entorno. A face setentrião é voltada para o jardim da Luz, parque que completou 201 anos em 2026. No lado sul, estão edifícios importantes da região mediano, uma vez que o Copan e o Itália.
O último envolvente transforma o público em protagonista. Núcleos educativos e sociais foram montados para oferecer jogos e oficinas às crianças, adolescentes e adultos. A intenção é usar o material produzido no lugar na própria elaboração da mostra. Uma oficina de escrita está marcada para furar as atividades no sábado (22) às 11h30. No mesmo dia ocorre um laboratório de produção de grafismo Terena, às 13h30.
Outrossim, dez modelos de cartões postais, com fotos de espaços do museu estarão disponíveis para os visitantes escreverem cartas e enviá-las de perdão.
O visitante também pode conferir a exposição regular do museu com o mesmo ingresso de “Luz da Língua”.
Luz da Língua
Museu da Língua Portuguesa – pça. da Luz, s/n, Luz, região mediano. Ter. a dom., das 9h às 18h. De 22/8 a 9/11. A partir de R$ 25





