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Musical Feliz Ano Velho, em SP, tem trilha sonora de
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Musical Feliz Ano Velho, em SP, tem trilha sonora de rock – 30/09/2026 – Teatro


São Paulo


No dia 7 de dezembro de 1982, data de lançamento de “Feliz Ano Velho” no Sesc Pompeia, o livro de estreia de Marcelo Rubens Paiva, colunista da Folha, foi apresentado por leste jornal porquê uma obra destro, rápida e em procura de uma linguagem moderna.

Na temporada final da ditadura militar (1964-1985), o noticiarista inovou ao usar frases curtas, gírias e palavrões para recontar o seu drama recente: aos 20 anos, ele ficou tetraplégico ao pular em um comporta em Campinas, no interno de São Paulo, e desancar a cabeça no fundo do reservatório.


Cena de ‘Feliz Ano Velho’, adaptação para os palcos do livro de Marcelo Rubens Paiva

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Adriano Vizoni – 16.set.26/Folhapress

Paiva estudava engenharia agrícola na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), morava em uma república estudantil e, depois o acidente, viveu dias de desespero no hospital, olhando para o teto o tempo inteiro. De volta para mansão, cingido por amigos e pela família, aos poucos ele aprendeu a mourejar com a novidade verdade.

O estudante conseguiu reinventar a própria existência ao grafar o livro, um best-seller da idade, porquê mostram as publicações de listas de obras literárias mais vendidas no período.

Nem mesmo as lembranças sobre o desaparecimento do pai, o ex-deputado Rubens Paiva, assassinado pela ditadura em 1971, apagam a irreverência do responsável, capaz de estabelecer uma notícia direta com uma juventude que vivia entre a temporada agonizante dos anos de repressão e a explosão do rock brasiliano.

É essa atmosfera, entre a ousadia e a ironia, que o músico “Feliz Ano Velho” apresenta no palco do Teatro Sabesp Frei Caneca até o dia 22 de novembro. As inquietações e as paixões de Paiva são narradas ao som de uma sequência de hits dos anos 1980, com sucessos de Titãs, Legião Urbana, Barão Vermelho e Lulu Santos.

O livro já havia sido ajustado para o teatro em 1983, em peça dirigida por Paulo Betti que fez grande sucesso, com Marcos Frota e Lilia Cabral no elenco. Também já virou filme e ópera e ainda será transformado em série da Netflix, de contrato com proclamação feito durante a Sarau Literária Internacional de Paraty, a Flip.

A adaptação atual é assinada por Marília Toledo a partir da dramaturgia de Alcides Nogueira, com direção de Gustavo Barchilon. Hugo Bonèmer interpreta o jovem noticiarista; Bruno Garcia faz o papel do pai e do protagonista já mais velho e Heloísa Périssé vive a advogada Eunice Paiva, a viúva retratada no filme “Ainda Estou Cá”, também fundamentado em livro do noticiarista.

“É inacreditável depois de tantos anos esse espetáculo voltar de um jeito dissemelhante, contemporâneo”, disse Paiva na estreia do músico para convidados, no dia 21 deste mês. Para ele, o texto e a trilha sonora ainda são atuais.

“Que país é esse?”, pergunta o elenco em um dos números musicais. A música do grupo Legião Urbana ecoa imediatamente na plateia, atordoada com os acontecimentos políticos do momento.

O noticiarista revelou uma preocupação com os saltos dados por Bonèmer no palco, em uma representação do mergulho que mudou a vida do fruto de Rubens e Eunice Paiva. Ele definiu a atuação porquê espetacular.

“Assim porquê ‘Feliz Ano Velho’ trouxe uma novidade linguagem para a literatura de sua idade, quero que o espetáculo também encontre uma novidade forma de se falar com o público de hoje”, diz o diretor.

A montagem usa câmeras que aproximam o público das expressões de Paiva na temporada de recuperação depois o acidente, revelando a expectativa dele de retomar a rotina de universitário namorador e também as incertezas diante da seriedade do quadro.

A direção do músico optou por se alongar da reconstrução histórica para se concentrar no olhar do protagonista para a própria experiência. O relato do momento doloroso, que não apela para um final feliz, mas também não se rende ao drama, é o retrato geracional de uma juventude que acreditou no sonho da redemocratização do país.

Feliz Ano Velho
Dir.: Gustavo Barchilon. Com: Hugo Bonèmer, Bruno Garcia e Heloísa Périssé. 14 anos. Teatro Sabesp Frei Caneca – shopping Frei Caneca – r. Frei Caneca, 569, 7º andejar, Consolação, região mediano. Sex., às 20h. Sáb., às 17h e 20h. Dom., às 15h e 18h. Até 22/11. Ingr.: a partir de R$ 50 em Uhuu



Folha

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