Novos livros da fuvest, lado tóxico de bobbie goods e

Novos livros da Fuvest, lado tóxico de Bobbie Goods e mais – 09/07/2025 – Ilustrada

Celebridades Cultura

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A autora mexicana Cristina Rivera Garza converte tragédias e ausências em grande literatura, uma vez que escreve o editor Walter Porto. Isso não se trata exclusivamente de uma metáfora sobre transformar coisas ruins em coisas boas, mas de uma metodologia de escrita que começa com o enfrentamento de dores.

“A única diferença entre minha mana e eu é que nunca topei com um matador”, ela diz em “O Invencível Verão de Liliana”. O livro sobre o homicídio nunca resolvido de sua mana rendeu à autora o prêmio Pulitzer de melhor livro de memórias ou autobiografia.

Já em outro título, “Autobiografia de Algodão”, Garza volta quase centena anos para narrar o sufocamento de uma greve de agricultores que deslocou seus avós de uma vila esquecida. O algodão foi perdido, mas a obra se esforça para não deixar essas vidas caírem no esquecimento.

Para ela, em cada história contada sobre os vivos, é necessário também incluir quem já morreu. Não de maneira macabra, mas uma vez que segmento precípuo da memória coletiva e da experiência humana. Pois viver é também mourejar com os mortos.


Acabou de Chegar

“Corsária” (Ubu e Fósforo, R$ 79,90, 176 págs.), de Marilene Felinto, é um livro “coalhado de leitmotiv”, uma vez que escreve a sátira Luciana Araujo Marques. Ela se refere ao recurso estilístico da autora, que usa de repetições e revisões dos mesmos acontecimentos para recontar a história de Lena. A protagonista, convencida de que sua mãe e seu pai foram explorados durante a puerícia e a juventude, se lança em pesquisas sobre sua hereditariedade.

“Fullgás: Trova Reunida” (Companhia das Letras, R$ 79,90, 240 págs.) traça um retrato abrangente da obra de Antonio Cicero, agrupando três de seus livros (“Vigiar”, de 1996, “A Cidade e os Livros”, de 2002, e “Talvez”, de 2012), poemas inéditos e algumas letras de música. A leitura revela uma trova multifacetada que, segundo a sátira Laura Erber, “é lírica e filosófica, sensual e meditativa, fluida e meticulosa”.

“Pote de Mel e Outros Poemas” (Editora 34, R$ 57, 144 págs.) mistura as artes plásticas e a música com o texto poético, ora em consonância, ora em contraponto. O responsável Leonardo Gandolfi, uma vez que aponta a sátira Giovanna Dealtry, faz uma vez que em seu livro anterior (“Robinson Crusoé e Seus Amigos”) e privilegia a visualidade, a síntese, os procedimentos intertextuais e a reparo do mundo ao seu volta.


E mais

Em seguida anos cotado para o prêmio Nobel de Literatura, o queniano Ngugi wa Thiong’o morreu sem a divisa, o que não apagou seu valor uma vez que responsável. Em “Descolonizando a Mente” (trad. Hilton Lima, Dublinense, R$ 74,90, 224 págs.), ele explica por que só fazia literatura em sua língua materna. Foi uma atitude que levou a sátira internacional a falar mais de seu comportamento social que da estética e política de seus textos, uma vez que aponta o crítico Luiz Mauricio Azevedo.

“O Livro do Meu Pai” (Todavia, R$ 84,90, 268 págs.) nasceu de um libido do pai da premiada autora Djaimilia Pereira de Almeida. Morto em 2021, Joaquim deixou com a filha a inspiração para um romance. “Por vezes, imaginava em pavor uma vez que seria quando morressem os meus. O maior terror do mundo é esse esfinge e as circunstâncias que o rodeiam. Agora, sei uma vez que foi. O esfinge desfez-se”, escreve Djaimilia. Ao repórter Isac Godinho, ela diz que, apesar de reservada, consegue se revelar por meio de seus trabalhos.

Uma obra de múltiplos autores reúne ensaios e imagens da produção de Carlito Carvalhosa, nome médio da arte contemporânea brasileira e um dos representantes do ateliê Mansão Sete. O livro lançado pela editora da galeria Nara Roesler leva o nome do artista e reconhece as quatro décadas de sua rica produção, “que levou sua verve experimental para pinturas, esculturas e instalações”, uma vez que escreve o repórter João Perassolo.


Fuvest

Pela primeira vez a Fuvest, vestibular que dá chegada à Universidade de São Paulo, adota uma lista de leituras obrigatórias composta totalmente por autoras mulheres, muitas delas estreantes na seleção. Tanta novidade pode assustar os estudantes, mas traz novos debates para a sala de lição.

Entre os títulos inéditos está “Opúsculo Humanitário”, de Nísia Floresta. Publicado originalmente em 1853, a obra defende que meninas recebam a mesma instrução formal dos meninos. Apontada uma vez que “a primeira feminista do Brasil”, Floresta argumenta que a instrução da mulher permitiria o desenvolvimento da sociedade. Ela também aponta problemas do sistema educacional da idade, uma vez que salas lotadas, falta de legislação específica e professores malformados.


Além dos Livros

A Flipei, evento que começou uma vez que “sarau pirata” em Paraty, aumenta de porte em São Paulo. Uma vez que conta o Quadro das Letras, a Sarau Literária Pirata das Editoras Independentes acontecerá de 6 a 10 de agosto na Rossio das Artes, no núcleo paulistano, sem cobrar zero dos visitantes nem das editoras em exposição.

Os livros de cromatizar Bobbie Goods, da editora HarperCollins, são um fenômeno que segue em subida. O hobby, que pode ser uma atividade relaxante e funcionar uma vez que fuga das telas, pode também motivar o efeito revirado. Segundo a reportagem de Giulia Peruzzo, a cobrança e a confrontação que vêm por cromatizar na vaga do modismo podem promover o contrário de relaxamento. Uma vez que dizem especialistas, cromatizar Bobbie Goods não é arteterapia.

Em uma sociedade que celebra a produtividade e a performance, o perfeccionismo se tornou uma qualidade positiva a ser buscada. Isso é agravado pelas redes sociais, escreve o professor e sociólogo Luís Mauro Sá Martino em seu livro “Ninguém É Perfeito”. Aí surge um paradoxo: quanto mais buscamos a sublimidade e o otimismo, mais crescem as taxas de depressão e sofreguidão.

Folha

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