A Instalação Livraria Pátrio (FBN), vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), acaba de gerar a 13ª categoria do tradicional Prêmio Literário Livraria Pátrio, outorgado anualmente pela instituição desde 1994. Trata-se do Prêmio João do Rio, que será devotado às crônicas, e já estará em vigor a partir deste ano. Na gestão do presidente da FBN, professor Marco Lucchesi, iniciada em 2023, a agenda dos prêmios literários da instituição foi ampliada com quatro novas categorias.
A primeira delas foi Histórias de Tradição Verbal (Prêmio Akuli).
“Foi justamente para contemplar a história verbal, essa grande produção que vai atravessando o país nas terras quilombolas, nas aldeias indígenas e terras ribeirinhas. O Prêmio Akuli foi uma espécie de antena necessária para captar o que está acontecendo no nosso país”, informou, neste domingo (22) à Dependência Brasil o presidente da FBN, Marco Lucchesi.
A segunda novidade categoria destaca o Prêmio de Ilustração (Prêmio Carybé), que contempla toda uma secção principal do projeto gráfico do livro que “nem sempre encontrava um lugar específico e nós fizemos a resguardo desse lugar”, sublinhou Lucchesi. A terceira conquista refere-se ao Prêmio Histórias em Quadrinhos (Prêmio Adolfo Aizen). Marco Lucchesi explicou que essa categoria reflete a própria riqueza da FBN em termos de pilha, uma vez que a instituição possui a maior coleção de histórias em quadrinhos da América Latina e uma das mais importantes do mundo.
“São prêmios que contemplam a produção literária brasileira mas que também dão testemunho da riqueza do pilha da Livraria Pátrio”.
A quarta categoria, criada nascente mês, é o Prêmio de Crônica (Prêmio João do Rio), que Lucchesi há qualquer tempo queria instituir porque ele contempla o que foi principal no modernismo brasílico, que foi a crônica.
“Ela dá um salto e se transforma quase em uma espécie de agenda permanente de tradução do cotidiano brasílico, dos sentimentos que todos os grandes poetas e escritores passaram. Portanto, nós achamos que era um resgate importante e que conseguimos perfurar esse sonho tão idoso que era ter a crônica porquê um dos elementos essenciais dos prêmios literários da BN”.
João do Rio
João do Rio era o pseudônimo do jornalista, redactor, historiógrafo, contista e teatrólogo Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto, nascido em 5 de agosto de 1881, no Rio de Janeiro, cidade na qual faleceu em 21 de junho de 1921, aos 39 anos de idade. Responsável de obras porquê “A Psique Encantadora das Ruas”, “Vida Vertiginosa” e “As Religiões no Rio”, João do Rio é considerado o primeiro repórter a transpor da redação para retratar o cotidiano das ruas da portanto capital federalista, a boemia e a vida das classes populares. Foi pioneiro da crônica social moderna e ganhou notoriedade por seus textos que mesclavam jornalismo e literatura. Apesar de enfrentar preconceitos por ser preto e homossexual, tornou-se membro da Ateneu Brasileira de Letras (ABL), em 1910.
Com a geração do Prêmio João do Rio, o Prêmio Literário Livraria Pátrio passa a contemplar 13 categorias que darão a cada vencedor R$ 30 milénio.
As categorias são:
- Raconto (Prêmio Clarice Lispector);
- Crônica (Prêmio João do Rio);
- Experiência Literário (Prêmio Mario de Andrade);
- Experiência Social (Prêmio Sérgio Buarque de Holanda);
- Histórias de Tradição Verbal (Prêmio Akuli);
- Histórias em Quadrinhos (Prêmio Adolfo Aizen);
- Ilustração (Prêmio Carybé);
- Literatura Infantil (Prêmio Sylvia Orthof);
- Literatura Juvenil (Prêmio Glória Pondé);
- Trova (Prêmio Alphonsus de Guimaraens);
- Projeto Gráfico (Prêmio Aloísio Magalhães);
- Romance (Prêmio Machado de Assis);
- Tradução (Prêmio Paulo Rónai).
Prêmio Literário Livraria Pátrio
Facultado anualmente desde 1994, o Prêmio Literário Livraria Pátrio objetiva reconhecer a qualidade intelectual das obras publicadas no Brasil. A premiação é considerada uma das mais conceituadas do país e a mais democrática no cenário pátrio, uma vez que não exige taxa de letreiro e oferece o mesmo valor de premiação para todas as categorias. Podem concorrer ao Prêmio pessoas físicas com nacionalidade brasileira, com obras inéditas, isto é, em primeira edição, redigidas em língua portuguesa e publicadas no Brasil. O concurso é desobstruído também a autores independentes, desde que a obra esteja em Repositório Lítico e traga impresso o número do ISBN (International Standard Book Number).
A coordenadora do Meio de Cooperação e Espalhamento da FBN, Veronica Lessa, informou à Dependência Brasil que as inscrições para o Prêmio Literário Livraria Pátrio 2026 deverão ser abertas ainda no primeiro semestre deste ano, com divulgação do resultado prevista entre outubro e novembro. Veronica considera a geração das novas categorias uma reparação histórica.
“Porque foram muitos anos sem uma novidade categoria e na gestão do presidente Marco a gente conseguiu quatro novas categorias. Para a gente, é uma vitória muito grande”.
Alguns critérios avaliados pelas comissões julgadoras incluem qualidade literária, originalidade, imposto à cultura pátrio, originalidade no uso dos recursos gráficos e vantagem da tradução. As obras são analisadas por 39 julgadores, sendo três em cada categoria, ligados ao meio cultural, com notório saber e reconhecimento em suas áreas. Os resultados são divulgados no Quotidiano Solene da União e no portal da Livraria Pátrio.
Repositório Lítico
Veronica Lessa ressaltou também que todos os interessados que se inscreverem precisam estar em dia com o Repositório Lítico, que “é essa memória bibliográfica pátrio que a BN guarda. A gente, ainda por cima, está atualizando o pilha e isso é muito importante”. O Repositório Lítico é definido pelo envio à Livraria Pátrio de um réplica de todas as publicações produzidas em território pátrio, por qualquer meio ou processo, segundo as Leis 10.994, de 14 de dezembro de 2004 e 12.192, de 14 de janeiro de 2010. O objetivo é asseverar a coleta, a guarda e a divulgação da produção intelectual brasileira, visando a preservação e formação da Coleção Memória Pátrio, que inclui obras de natureza bibliográfica e músico.
“Tudo que é publicado no país precisa ser doado um réplica para a BN”, disse Veronica Lessa. Essa doação pode ser feita diretamente pelo redactor, ou pelo editor, no caso de obras bibliográficas.
