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Prorrogação da votação teve baixa procura e frustração de eleitores
Brasil

Prorrogação da votação teve baixa procura e frustração de eleitores

Depois a decisão do Supremo Tribunal Federalista (STF) pela prorrogação das votações até as 19h, quem não tinha conseguido votar, viu na medida a possibilidade de prometer o voto. Mas, muitos acabaram dando de faceta com portões fechados. Para os eleitores isso causou confusão e frustração. 

Houve mesários que só ficaram sabendo da medida posteriormente o fechamento das seções e quando já não era mais provável reabrir a votação. 

Quase uma hora depois da regra de prorrogar o horário de votação, veio a orientação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da que a decisão de prorrogação até as 19h, no horário de Brasília, serviria somente para as seções que ainda não tinham encerrado a votação. 

A Dependência Brasil conversou com eleitores e mesários. 

No Rio de Janeiro,  em uma das maiores zonas eleitorais da zona sul da cidade, o Escola Pensi, no Flamengo, pelo menos sete pessoas chegaram posteriormente às 17h, quando a escola fechou os portões. 

Essas pessoas receberam uma Enunciação de Comparência sem Voto. A enunciação, assinada pelo presidente da seção eleitoral, afirma que os eleitores foram até a seção e não conseguiram votar. 


Rio de Janeiro (RJ), 25/10/2026 - Baixa procura em alguns locais abertos para votação nas eleições 2026 e frustração entre quem não conseguiu votar até 19h.. Declaração de comparecimento sem voto, do Tribunal Regional Eleitoral -TRE-RJ Foto: Rafael Cardoso/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 25/10/2026 - Baixa procura em alguns locais abertos para votação nas eleições 2026 e frustração entre quem não conseguiu votar até 19h.. Declaração de comparecimento sem voto, do Tribunal Regional Eleitoral -TRE-RJ Foto: Rafael Cardoso/Agência Brasil

Rio de Janeiro (RJ), 25/10/2026 -Enunciação de presença sem voto, do Tribunal Regional Eleitoral -TRE-RJ Foto – Rafael Cardoso/Dependência Brasil

Uma dessas pessoas foi a contadora Manuela Tunas, que viajou do Uruguai para o Rio de Janeiro para votar, mas um delonga no voo fez com que pousasse somente às 17h.

“Eu consegui chegar até cá a tempo para tentar votar, já que eles prorrogaram. Mas, eu não consegui”, diz. 

Segundo Manuela, o veste de algumas seções permancerem abertas e outras não, gera assimetria. “Um contraditório! Porque algumas pessoas podem votar e outras não, é injusto”, diz. 

A estudante Gabriele Eduarda de Azevedo também estava em viagem. Ela não esperava votar, mas quando soube da prorrogação pensou que daria tempo. 

“É frustrante. É complicado porque eu já tinha aceitado que eu não ia votar, logo pra mim não era um problema. A partir do momento que solta essa nota de que pode ir até às sete horas, eu espero que isso seja respeitado e que eu tenha até as sete horas pra votar”, diz. 

A aposentada Gina Cláudia Nunes, deu de faceta com as portas da escola onde vota fechadas. Ela chegou a ser orientada por pessoas que estavam no sítio a ir a outra escola para tentar votar ali. 

“Me orientaram para vir para o Pensi, que ainda tava acessível. Só que chegando no Pensi, eles falaram que não tinha uma vez que exercitar o recta de voto porque as urnas já estavam fechadas e a minha zona não era essa”, conta. 

“Frustração totalidade. Já tenho 70 anos, votei no primeiro vez e gostaria de realizar o voto no segundo vez também”, lamenta. 

Sem informações 

Em Brasília, Bruna Lourenço foi presidente de seção eleitoral na Escola Classe 108, em Samambaia Sul. 

“Hoje o dia estava seguindo tudo notório, dissemelhante do primeiro vez que tinha muita fileira e estava demorando muito, hoje foi muito tranquilo, votação muito rápida. Quando foi 17 horas, a escola tocou o sinal e a orientação da escola era a seguinte: ‘a gente vai tocar o sinal, mas espera passar o coordenador avisando que a escola tá vazia para que a gente feche as urnas, imprima os boletins'”, conta. 

Assim foi feito e ela recebeu orientação para fechar as urnas. “Aí a gente começou a fazer os procedimentos de finalização. Ainda não sabia o que que tava acontecendo”, diz. 

Depois de tudo finalizado que ela teve entrada às notícias.  

“As informações demoraram muito a chegar. Portanto, a gente ficou meio perdido, entendeu?”, diz. “Muita gente só soube depois que já tinha finalizado, com urna entregue, com boletim zerésimo, urna e ata preenchidas e mídia entregue. Não tinha muito o que ser feito. Foi uma grande confusão”.

Segundo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF), assim uma vez que a seção de Bruna, no DF, as urnas foram fechadas às 17h em ponto, antes que a informação sobre a prorrogação do horário de votação até as 19h pudesse chegar a mesários e presidentes de seção. 

Baixa procura

Em São Paulo, a seção eleitoral em que Lucas Suassuna trabalhou uma vez que mesário voluntário, a seção 309 da 6ª Zona Eleitoral. foi uma das que ficaram abertas até as 19h.  

Segundo ele, às 17h ele foi avisado para “não fechar, ainda não está autorizado”. Por volta das 17h10, ele foi informado de que deveria permanecer até as 19h. 

A seção fica em região próxima a estação de metrô e de linhas de ônibus. Segundo Lucas, a partir das 16h40 já quase não havia movimento no sítio. 

“Desde que a gente teve a prorrogação do tempo de votação até às 19 horas, pelo que eu vi cá, devem ter entrado, no supremo, umas três ou quatro pessoas”, diz. 

Sem prorrogação 

Em Campinas, São Paulo, a advogada Amanda Vitorino, votou pela manhã. Mas, logo que soube da prorrogação, correu para seções eleitorais próximas para verificar se a medidasestava sendo cumprida. 

“Eu fui até a escola para ver se estava ensejo ou não. Eu cheguei lá e já tava fechada a escola. Me informaram que a escola já tinha fechado as urnas e que, por isso, não poderia votar e tinha duas pessoas na porta da escola para votar”, diz. 

Em outra escola próxima, ele encontrou outras pessoas que não conseguiram fechar e conversou com mesários. “De um notório lado, eu entendo que as urnas estavam fechadas. Eles falaram que já tinham fechado às cinco horas e a informação chegou mais tarde para eles. Mas não tinha zero sobre contingência, zero do tipo”, diz. 

Amanda passou pelas escolas Professora Maria Julieta de Godói Cartezani, Tancredo Neves e Matinde Azevedo Egídio Setúbal. 

“Eu fui nas escolas para registrar o impacto da decisão tardia, pois na prática nao houve prorrogação”, defende.

Fonte EBC

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