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Radio Nacional celebra 90 anos com memória e digitalização
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Radio Nacional celebra 90 anos com memória e digitalização

O segundo dia do 7º Simpósio da Rádio Vernáculo realizado na quinta-feira, 21 reuniu pesquisadores, gestores de ror, especialistas em rádio do dedo e representantes de emissoras públicas e privadas em torno de um debate urgente: uma vez que preservar a memória radiofônica brasileira e, ao mesmo tempo, projetar o rádio para o porvir do dedo.

Celebrando os 90 anos da Rádio Vernáculo, o encontro mostrou que o rádio continua vivo, reinventando-se entre plataformas digitais, lucidez sintético, podcasts, transmissão multiplataforma e novos modelos de consumo de áudio. Ao longo das mesas “Memória, mercado e transformação do dedo”, os participantes destacaram que preservar acervos históricos é também prometer porvir, identidade cultural e aproximação democrático à informação.


Brasília (DF), 06/04/2026 - Sem fronteiras, Rádio Nacional completa 90 anos com uma das maiores estruturas de radiodifusão da América Latina. Arte/Agência Brasil
Brasília (DF), 06/04/2026 - Sem fronteiras, Rádio Nacional completa 90 anos com uma das maiores estruturas de radiodifusão da América Latina. Arte/Agência Brasil

Na primeira mesa, “Valimento histórica dos acervos das emissoras públicas e privadas: uma vez que preservar e ativar?”, o presidente do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro (MIS-RJ), Cesar Miranda Ribeiro, destacou a dimensão histórica do ror da Rádio Vernáculo e a relação direta da emissora com a formação do próprio museu.

“Eu considero que fora da Rádio Vernáculo é o maior ror que se tem conosco lá desde a dezena de 70”, afirmou.

O presidente do MIS contextualizou a inauguração da novidade sede do museu em Copacabana e lembrou que boa segmento da memória cultural brasileira preservada pela instituição nasceu justamente da relação com a Rádio Vernáculo.

Segundo ele, o MIS possui atualmente mais de 53 milénio itens doados, entre partituras, documentos iconográficos, acetatos e LPs. “Isso é muito importante porque às vezes vem complementar a própria preservação que a Rádio Vernáculo faz do seu teor”, destacou.

Uma pesquisa publicada pela jornalista e doutoranda Akemi Nitahara também reforça a relação histórica entre o MIS e a Rádio Vernáculo, apontando que segmento significativa da memória da emissora está sob guarda do museu’’Principal emissora da Era de Ouro do Rádio no Brasil, a Rádio Vernáculo tem lugar de destaque no ror do Museu da Imagem e do Som (MIS). Com papel fundamental na disseminação e consolidação da cultura pátrio, muito uma vez que nos primórdios da cultura de volume e da indústria cultural no país, a emissora teve papel fundamental na história da radiodifusão brasileira e seu ror continua de grande relevância para a liceu e a cultura nacionais’’

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A gerente de ror da EBC, Maria Carnevale, apresentou os desafios da digitalização do ror da Empresa Brasil de Informação e defendeu que tecnologia e preservação precisam caminhar juntas.

Ela explicou que a preservação de um ror exige critérios rigorosos de seleção e catalogação: “Você produz e guarda para o outro. Isso não pode ser perdido de vista”, afirmou.

Maria também detalhou os processos de digitalização, transcrição e organização de dados desenvolvidos pela EBC, incluindo o uso de lucidez sintético para açodar pesquisas históricas.

“Não existe mágica nem receita de bolo. A tecnologia ajuda, mas existe um esforço humano enorme de revisão e tratamento”, ressaltou.

Durante a apresentação, a gerente revelou números impressionantes do ror da EBC: são 7.280 fitas de rolo arquivadas entre Rio de Janeiro e Brasília, além de 5.969 acetatos, 3.319 cópias em CD e mais de 153 milénio páginas de roteiros de radionovelas.

Segundo ela, o ror digitalizado atualmente corresponde a 28,2% do totalidade. Maria também explicou a geração de sistemas específicos de armazenamento e metadados, fundamentais para localizar e reutilizar conteúdos históricos: “Você tem que sempre informar quem, o quê, quando e onde. Sem informação, identificar esse material depois é muito difícil”, observou.

Ao final do debate, ela resumiu a núcleo do simpósio: conectar pretérito e porvir: “A primeira segmento celebrou exatamente a história, o pretérito, os problemas e desafios. E a segunda mesa traz o olhar do porvir”, disse.

Na mesa sobre novas formas para emissoras de rádio no universo do dedo, a coordenadora artística da Rádio Mundo, Thays Gripp, apresentou a transformação da emissora e a estratégia de aproximação com novos públicos.

Durante a explanação, Thays relembrou uma vez que a rádio GLOBO passou por uma reformulação profunda e hoje atua de maneira integrada com plataformas digitais, TV, redes sociais, podcasts e transmissões online: “A Rádio Mundo hoje está em todas as plataformas de mídia”, afirmou.

Thays destacou ainda uma vez que a emissora passou a dialogar com o público jovem e popular, usando pesquisas digitais constantes para entender hábitos de consumo e preferências musicais.

“Qualquer mudança que a gente vai fazer na rádio, a gente pergunta para o nosso público”, explicou. 

A transformação do dedo do rádio também esteve no meio da fala de Bruno Pinho, da Ozen FM,  que discutiu uma vez que podcasts, lucidez sintético e distribuição do dedo estão mudando o consumo de áudio: “Hoje existem muitas ferramentas disponíveis. O rádio já pode ser mensurado no do dedo”, destacou.

Bruno explicou uma vez que plataformas desenvolvidas pela empresa utilizam IA para identificar, extrair e partilhar maquinalmente conteúdos radiofônicos em formato de podcast.

Segundo ele, o rádio encontrou diferentes caminhos na era do dedo: enquanto algumas emissoras apostaram em câmeras e transmissões em vídeo, outras priorizaram a descentralização do teor em plataformas de áudio: “O podcast falado, muito editado, é um herdeiro daquele velho rádio AM”, afirmou.

A pesquisadora Juliana Paiva também participou do debate sobre rádio 3.0 e novas métricas de audiência, discutindo formas de compreender o comportamento do ouvinte em múltiplas plataformas.

Representando a Sputnik Brasil, Gilberto Ramos falou sobre o alcance internacional da filial estatal russa e o papel estratégico do rádio uma vez que utensílio democrática de informação: “A rádio chega em locais onde outras plataformas não chegam”, afirmou.

Gilberto destacou que a Sputnik atua em mais de 40 países e 32 idiomas, com equipes espalhadas por diversos continentes: “A mídia é uma plataforma de soft power. Difundir cultura de forma plural é fundamental”, disse.

Ao refletir sobre o porvir do rádio, ele reforçou que o meio segue relevante mesmo diante da expansão do dedo: “Quem falava que o rádio iria findar errou redondamente”, declarou.

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Fonte EBC

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