A Rádio Pátrio comemora, neste sábado (12), 90 anos de existência de uma forma inédita. Os estúdios de todas as praças (Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, São Luís, Amazônia e Cima Solimões) estarão interligados em tempo real com uma programação próprio dedicada à história e à presença da emissora pública no país. 
Das 13h às 17h, no horário de Brasília, o programa Somos Uma Só Pátrio vai reunir, em rede, apresentadores, artistas, pesquisadores, profissionais da informação e personagens ligados à trajetória da rádio, hoje integrante da Empresa Brasil de Informação (EBC). A atração também será transmitida em vídeo pelo conduto no YouTube.
O próprio será inédito por conectar, simultaneamente, representantes das emissoras que dão forma à Pátrio hoje. A transmissão contará com a participação de mais de sete apresentadores de diferentes localidades, em um encontro que aproxima o público dos profissionais que, todos os dias, constroem vínculos de crédito, afeto e serviço com seus ouvintes.
A presidente da EBC, Antonia Pellegrino, afirma que a Rádio Pátrio chega aos seus 90 anos uma vez que um patrimônio do país e também uma vez que uma emissora alinhada às demandas e necessidades atuais de seu público.
“O rádio permanece vivo, poderoso e presente. Ele se reinventa e estamos atentos a essas transformações. Nesse cenário, a EBC tem investido na qualidade das transmissões, na produção de novos conteúdos, na modernização da presença do dedo e no fortalecimento das parcerias com a Rede Pátrio de Informação Pública, por exemplo. Festejar essa história é também reafirmar o presente e o porvir da Pátrio: uma rádio pública, sem fronteiras, conectada ao seu tempo e comprometida com a multiplicidade do país”, destaca Pellegrino.
A transmissão segmento da história iniciada no Rio de Janeiro, em 1936, para festejar a rede construída ao longo dos últimos anos, marcada pela integração e pelo compromisso de levar informação pública a vários territórios do Brasil, em diálogo com a sua marca registrada de ser um veículo sem fronteiras.
“O Somos Uma Só Pátrio traduz o que a emissora se tornou ao longo de 90 anos. A Pátrio nasceu no Rio de Janeiro, mas hoje é uma rede presente em diferentes regiões do país. Nascente próprio é inédito porque coloca essas emissoras em diálogo, reforçando que somos uma mesma marca pública, unida pelo compromisso de informar, prestar serviço e valorizar a cultura brasileira”, comenta o diretor-geral da EBC, Thiago Regotto.
A programação de sábado vai recontar com âncoras da Rádio Pátrio de Brasília (FM 96,1 MHz e AM 980 kHz), Rio de Janeiro (FM 87,1 MHz e AM 1130 kHz), São Paulo (FM 87,1 MHz), Amazônia (11.780 kHz e 6.180 kHz OC), Cima Solimões (FM 96,1 MHz) e São Luís (FM 93,7 MHz). Os ouvintes de Recife também poderão seguir pela frequência FM 87,1 MHz.
Programação
O Somos Uma Só Pátrio vai restaurar momentos marcantes da rádio e destaca iniciativas produzidas pela EBC para festejar o natalício. Entre elas está o documentário 90 anos em 90 histórias, série com episódios diários em enumeração regressiva para a data, entrevistas e acervos raros.
O programa recebe Guilherme Strozi, Raquel Júnia e Jailton Sodré, integrantes da equipe responsável pela produção.
O próprio também recebe o jornalista Dylan Araújo, responsável pelo Rádio Memória, webcast exibido no YouTube e nas rádios da EBC. A produção ampliou o resgate dos 90 anos a partir de registros, depoimentos e conteúdos ligados à memória da Pátrio.
A edição inclui ainda entrevista com representantes da Estácio de Sá, escola de samba que preparou uma novidade versão do samba-enredo em homenagem à Rádio Pátrio. A constituição Alô! Alô! Brasil! foi apresentada em 1997, nas comemorações dos 40 anos da rádio, e volta à programação comemorativa. A letra foi atualizada com os nomes da equipe atual da Pátrio e reforça a prestígio do veículo.
Outro tema em taxa é o documentário PRK30 – O Rádio pelo Avesso, lançado nos cinemas nesta semana do natalício da Pátrio. O filme resgata o PRK-30, programa humorístico que marcou a Era de Ouro do rádio brasílico e integrou a grade da emissora.
A celebração também terá participações de artistas de diferentes gerações e regiões do país. Estão previstas entrevistas com Marcos Valle, Hamilton de Holanda, Márcia Kambeba, Carol Carneiro e Tom Zé, Flávio Venturini, Claudio Nucci, Flávia Bittencourt, Da Gama, Manoel Cordeiro, Patrícia Bastos, Ellen Oléria e Roberto Menescal.
Além das conversas, o próprio terá quadros comemorativos. Um deles, Eu já fui Pátrio, reúne depoimentos de empregados que passaram pela rádio. A edição também apresenta uma radionovela sobre a história da rede, organizada em uma risco do tempo que segmento da inauguração da Pátrio do Rio de Janeiro e percorre a chegada das demais emissoras da marca.
Com 90 anos de existência, a Rádio Pátrio se consolidou uma vez que uma das principais referências da informação brasileira. Ao longo da história, a emissora acompanhou transformações culturais, políticas e sociais do país, com programação marcada por jornalismo, prestação de serviço, música, dramaturgia, esporte, cultura e poderoso vínculo com o público.
Sobre a Pátrio
A Rádio Pátrio foi fundada no Rio de Janeiro (RJ) pelo grupo do Jornal A Noite em 12 de setembro de 1936 com o prefixo PRE-8. Começou a lucrar força em 1940, quando foi incorporada à União e se firmou uma vez que fenômeno de sentença da cultura popular brasileira.
Teve papel fundamental na transmissão de notícias para todo o território brasílico com o Repórter Esso, apresentado pelo jornalista Heron Domingues e que se tornou sucesso de audiência. Na estação, a emissora chegava a receber milhares de cartas por dia enviadas por ouvintes de todo país.
A música transformou-se em um capítulo à segmento na história da Pátrio. As apresentações eram realizadas por conjuntos diversos, incluindo orquestras da própria emissora. Em 1942, a Pátrio inaugurou seu auditório, palco de atrações inesquecíveis sob o comando de estrelas do rádio uma vez que Paulo Gracindo e César de Alencar.
A Pátrio ainda foi protagonista de uma viradela histórica na informação ao inaugurar, em 1941, a era das radionovelas no Brasil com Em procura da felicidade. O país parava para ouvir a produção e os brasileiros se reuniam em torno do rádio com os corações atentos a cada capítulo.
Se antes os ouvintes já acompanhavam narrativas do radioteatro, foi com essa atração que o formato ganhou novidade dimensão e trajes. O texto original do cubano Leandro Blanco, ajustado por Gilberto Martins, não exclusivamente conquistou audiência, mas ajudou a solidificar uma cultura de consumo de dramaturgia que atravessaria gerações e encontraria, mais tarde, sua glorificação definitiva também na televisão brasileira.
Em mais um marco de sua trajetória, a Rádio Pátrio antecipou-se à própria história da novidade capital federalista. Quando Brasília ainda se erguia no compacto, o rádio já fazia repetir sua existência para todo o país.
Em 31 de maio de 1958, o presidente Juscelino Kubitschek inaugurava a Rádio Pátrio de Brasília. A emissora operava em ondas médias e ondas curtas, permitindo com que os candangos que trabalhavam na construção da cidade se comunicassem com suas famílias residentes em outras regiões. Esse potencial abriria caminho para a expansão da rede, em 1977, com a estreia da Rádio Pátrio da Amazônia.
A Rádio Pátrio acumula uma galeria de troféus que evidencia a sua relevância no cenário jornalístico e cultural. O mais recente deles veio no ano pretérito. O programa Tarde Pátrio SP foi escolhido pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) uma vez que melhor programa cultural de rádio de 2025.
Serviço
Rádio Pátrio celebra 90 anos neste sábado (12) com o próprio Somos Uma Só Pátrio. Das 13h às 17h, em toda a masmorra Pátrio.





