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Reconhecimento facial: erros quintuplicam com idosos 14/07/2026 Tec
Tecnologia

Reconhecimento facial: erros quintuplicam com idosos – 14/07/2026 – Tec

A taxa de erros de um sistema de reconhecimento facial salta de 1% entre pessoas na tira dos 20 anos para até 5% entre quem tem 70 anos ou mais, segundo o Nist, órgão americano equivalente ao Inmetro (Instituto Pátrio de Metrologia, Qualidade e Tecnologia). Ou seja, a depender do parâmetro observado, as falhas se multiplicam por cinco.

Os dados dão contexto aos relatos em redes sociais envolvendo idosos com aproximação impedido a aplicativos de banco ou ao Gov.BR, além de acessos indevidos a contas de pessoas dessa tira etária. Isso porque, além dos casos de não validação, existe o erro falso positivo, no qual o sistema reconhece outra pessoa —essa taxa de erro é a maior.

A adoção de tecnologia é compulsória em casos uma vez que a prova de vida da Previdência pelo aplicativo Meu INSS. A aposentada pernambucana Eunice Rocha de Oliveira Guimarães, 77, por exemplo, está há um mês sem conseguir acessar o sistema e tem dificuldades de mobilidade para ir a uma escritório devido ao mal de Parkinson.

“A doença justificação mudanças no rosto por justificação dos efeitos na musculatura”, diz Alécia Guimarães, a filha de Eunice. Alécia procura informações há tapume de 30 dias sobre uma vez que confirmar que a mãe está viva, mas não consegue atendimento na meão 135, o conduto telefônico da Previdência.

A solução, diz ela, será tirar um dia de folga para ir a uma escritório física só para tirar dúvidas, considerando que a mãe está impossibilitada.

O INSS também dá a opção de fazer a prova de vida por meio da instituição bancária do beneficiário. Mas o banco também exige a validação biométrica, segundo Alécia.

Segundo a autonomia, pessoas que estão sem condições de saúde para ir pessoalmente às agências podem nomear um procurador ou agendar a visitante de um servidor do INSS para fazer a comprovação de vida. Isso precisa ser feito pessoalmente, quando o aproximação ao aplicativo está restringido por questões de segurança.

Os erros com pessoas mais velhas vêm de duas fontes ao mesmo tempo, segundo o arquiteto de software Camilo Girardelli. O rosto das pessoas idosas muda mais em menos tempo do que o de jovens, e os sistemas confundem mais a identidade quanto maior é a idade.

Porquê os sistemas biométricos são ferramentas estatísticas, sempre haverá um erro inerente, que pode ser minorado. O primeiro passo, diz Girardelli, é reconhecer o problema nas bases de dados usadas, compostas majoritariamente pelo rosto de homens brancos e jovens.

Depois, é provável fazer ajustes técnicos e adotar tecnologias mais recentes, uma vez que o estágio profundo em detrimento da estudo de geometria e textura da pele.

A imprecisão em relação aos rostos de idosos cresce ainda mais quando há vieses já conhecidos nos sistemas de reconhecimento facial relativos a cor de pele, gênero e etnia. “Quando há interseccionalidade, os fatores de dificuldade se acumulam na mesma pessoa, e o erro não se soma, se multiplica”, diz Girardelli.

Mário Serra, 63, dá aulas de cidadania do dedo para idosos e passou dois anos sem conseguir acessar o Gov.BR usando sua biometria do rosto. “Porquê eu tenho cabelo e barba brancos em uma pele negra, fica difícil identificar o que mais atrapalha”, afirma ele.

Ele consegue acessar o Gov.BR recorrendo ao aplicativo bancário. “Não foi tão difícil por ser uma opção na tela inicial. Mas é necessário usar o token —o que é isso?— da conta, um degrau de dificuldade a mais”, recorda.

De harmonia com Serra, pesam muitos detalhes na experiência de pessoas mais velhas excluídas pela leitura facial.

Os idosos, com frequência, têm aparelhos “herdados dos filhos” com condições técnicas precárias, não estão habituados a fazer selfies ou a mudar para a câmera traseira em procura de qualidade. “Essas inovações não fazem segmento do histórico de vidas das pessoas, mesmo as mais escolarizadas.”

“Há a opção de pedir ajuda a terceiros. O dispêndio disso é compartilhar a senha e aumentar a subordinação de outra pessoa”, acrescenta.

Para a diretora-executiva da entidade de direitos digitais Olabi Gabriela Agustini, o reconhecimento facial é só uma lanço de um “longo e penoso” processo.

“A pessoa precisa subtrair aplicativo, fabricar senha, confirmar email ou SMS, autorizar aproximação à câmera, fotografar documento, entender instruções, repetir etapas e mourejar com mensagens de erro. Cada uma dessas fases pode gerar fricção.”

Agustini lembra ainda do pavor de golpe, do receio de errar e da impaciência de mourejar com cadastros relevantes uma vez que atividades bancárias e benefícios sociais. “O processo precisa ser simples e inspirar crédito”, diz ela.

O jurisperito perito em Previdência Social e colunista da Folha Rômulo Saraiva afirma que os idosos sofrem prejuízo material quando não conseguem a validação biométrica ou quando terceiros conseguem fazer isso de maneira fraudulenta.

“A dificuldade de confirmar a biometria também resulta em fraude, crimes bancários e descontos indevidos, por justificação da fragilidade gerada”, diz ele. “O INSS diz que a tecnologia é necessária, mas não oferece subvenção para ajudar uma geração que não está ambientada com a tecnologia.”

Se, de um lado, as dificuldades de mourejar com smartphones podem piorar os vieses contra idosos medidos nos laboratórios, Girardelli diz que as empresas e o serviço público podem diminuir as distorções se houver investimento.

“O sistema precisa medir a qualidade da imagem e pedir uma novidade tentativa com uma orientação mais clara em vez de simplesmente falhar”, diz ele. O ideal é indicar se a foto está borrada, se a iluminação está ruim ou se a pessoa mexeu.

Atualizações recorrentes do banco de imagens também diminuem o erro decorrente da mudança de fisionomia. Reconhecer os vieses da tecnologia também é importante, de harmonia com o arquiteto de software.

“Depois que o viés contra mulheres de pele escura foi exposto publicamente, algumas empresas retreinaram os sistemas, e a taxa de erro para esse grupo caiu de mais de 20% para uma lar de 5%”, diz ele.

VEJA DICAS PARA ENFRENTAR O RECONHECIMENTO FACIAL

  • Escolha locais muito iluminados
  • Garanta conexões de internet estáveis
  • Procure deixar o celular na fundura do rosto
  • Caso o reconhecimento facial falhe, tente alternativas de aproximação

DICAS PARA EMPRESAS E GOVERNO

  • Ofereça canais secundários de validação e atendimento humano
  • Desenvolva interfaces com tipografia legível e instruções claras
  • Garanta prazos adequados para a realização de cada lanço
  • Forneça alertas de erro que orientem o usuário
  • Evite que falhas no sistema obriguem o usuário a reiniciar todo o preenchimento de dados do zero

Folha

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