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Tênis: Federer defende influenciadores para atrair jovens 26/09/2026
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Tênis: Federer defende influenciadores para atrair jovens – 26/09/2026 – Esporte

Roger Federer afirmou que o tênis deveria abraçar TikTokers, YouTubers e Instagrammers se quiser inferir públicos novos e mais jovens, em seguida jogadores reclamarem de interferências durante as partidas no US Open.

Em entrevista ao FT às vésperas da Laver Cup, em Londres, Federer disse que os influenciadores digitais se tornaram secção vital do ecossistema do esporte e da mídia e que rejeitá-los colocaria em risco o porvir do tênis no longo prazo.

“Eles vieram para permanecer”, argumentou o vencedor de 20 títulos de Grand Slam. “Na verdade, eles tornam o tênis muito mais simpático e fácil de consumir.”

Grandes eventos esportivos, incluindo os quatro torneios de Grand Slam do tênis, têm recorrido a influenciadores para despertar o interesse do público mais jovem. Mas a presença cada vez maior deles tornou-se nascente de tensão, sobretudo no tênis, esporte em que a etiqueta é fundamental.

No US Open, no início deste mês, vários jogadores reclamaram das interferências causadas por criadores de teor que usavam luzes durante as filmagens ou faziam estrondo ao gravar coreografias enquanto as partidas estavam em curso.

Federer disse que “não é admissível” que alguém faça estrondo durante o jogo e acrescentou que os episódios recentes no US Open “provavelmente foram longe demais”.

E acrescentou: “A formosura do tênis, na minha opinião, está no silêncio e, logo, de repente, em uma explosão de aplausos. Precisamos preservar isso”.

No entanto, os organizadores das competições também precisam escoltar os novos tempos, argumentou Federer. Segundo ele, haverá uma pressão cada vez maior para que permitam aos criadores de teor usar trechos das partidas, em vez de “reter” o material para proteger os direitos de transmissão ao vivo.

“No prelúdios, é desconfortável possuir alguma mudança. Ninguém gosta de mudanças e, no tênis, somos mestres em proferir: ‘Vamos simplesmente manter tudo uma vez que está pelos próximos milénio anos’. Mas estamos melhorando.”

Em diversos esportes, os organizadores de competições vêm tentando mourejar com as mudanças nos hábitos dos consumidores, já que os jovens têm menor propensão a presenciar a eventos ao vivo. Além de trabalhar com influenciadores —o US Open credenciou murado de 100 deles—, os organizadores de torneios de tênis produziram videogames na tentativa de invadir os fãs do porvir.

A Laver Cup, cofundada por Federer em 2017 com seu agente de longa data e sócio Tony Godsick, apostou na economia dos influenciadores enquanto procura ampliar sua base de fãs e seu alcance mercantil, chegando a realizar na quinta-feira um dia devotado a criadores de teor na redondel O2, em Londres.

O evento por equipes, com três dias de duração e inspirado na Ryder Cup de golfe, coloca um time formado por seis dos principais tenistas da Europa contra seus equivalentes do restante do mundo. A escalação deste ano inclui Carlos Alcaraz, Alexander Zverev e Taylor Fritz.

A competição vem se beneficiando da expansão dos patrocínios esportivos e dos serviços de hospitalidade premium. A Laver Cup do ano pretérito registrou receita de murado de £ 35 milhões, diante de £ 23,2 milhões em 2024. O evento gerou lucro de aproximadamente £ 3,2 milhões no ano pretérito, quando foi realizado em São Francisco. Godsick disse que os acionistas investiam incessantemente no negócio e não estavam preocupados com a rentabilidade de limitado prazo.

O tênis recebeu uma injeção de recursos nos últimos anos, provenientes de fundos soberanos, gestoras de private equity e indivíduos ricos. Em 2023, a Women’s Tennis Association vendeu uma participação de 20% em seu braço mercantil à CVC Capital Partners por US$ 150 milhões, enquanto um consórcio liderado pelo poderoso agente de Hollywood Ari Emanuel gastou mais de US$ 1 bilhão para comprar, no ano pretérito, os torneios de Madri e Miami.

Godsick afirmou que os proprietários da Laver Cup, entre os quais estão as federações de tênis dos Estados Unidos e da Austrália, rejeitaram várias propostas de investimento de terceiros porque não havia premência de capital suplementar. Mas deixou ocasião a possibilidade de uma futura venda de participação.

“Se surgisse um parceiro estratégico e nos explicasse uma vez que poderia nos ajudar, com sua experiência e sua plataforma, a chegar ao próximo nível, provavelmente analisaríamos a proposta”, disse.

Folha

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