O festival The Town já tem as primeiras atrações confirmadas de sua edição do ano que vem. A orquestra americana Slipknot e o cantor Marilyn Manson, do mesmo país, farão shows em um mesmo dia do evento, que está marcado para os dias 4, 5, 6, 11 e 12 de setembro de 2027, em São Paulo.
Zé Ricardo, vice-presidente artístico da Rock World, empresa que comanda The Town e Rock in Rio, conta que o show no evento paulistano será o único da novidade turnê do Slipknot em um festival. “É uma orquestra que tem uma base de fãs muito sólida, que a gente queria trazer para o festival já tem qualquer tempo e por conta de agenda não conseguiu.”
O Slipknot veio ao Brasil pela última vez em 2024, quando trouxe a São Paulo seu próprio festival, o Knotfest. Aquelas foram as primeiras apresentações do baterista brasiliano Eloy Casagrande, ex-Sepultura, em seu país de origem com o grupo.
O músico participou de “Arsenal”, single recém-lançado do Slipknot e que foi sua primeira gravação com a orquestra a vir a público, abrindo caminho para o próximo álbum dos americanos. O material novo é alguma coisa que empolga Zé Ricardo.
“Estão voltando com um disco novo, com máscaras novas, numa tempo muito formosa, lançando a turnê”, ele diz. “Isso me atrai muito —quando a orquestra não está naquele mesmo lugar parado, fazendo a mesma coisa. Acho o Slipknot uma orquestra inquieta e que tem muito rigor com sua narrativa própria.”
Sobre a escolha de Marilyn Manson, Zé Ricardo conta que ele vem no pacote junto com o Slipknot, já que é atração de rombo fixa na novidade excursão da orquestra. “É um artista muito bom, que a gente gosta muito e que vem junto com o Slipknot dentro desse pacote da turnê deles”, diz.
A última passagem de Manson pelo Brasil foi há dez anos, antes das acusações de mais de uma dezena de mulheres contra ele —incluindo atrizes porquê Evan Rachel Wood e Esmé Bianco, ex-namoradas do cantor. A lista de acusações continha estupro, desfeita sexual e psicológico, coerção, violência e intimidação.
Manson respondeu na Justiça americana e foi réprobo somente uma vez, em 2023, a executar 20 horas de serviço comunitário e remunerar uma multa por ter assoado o nariz em uma cinegrafista. Ele também fez acordos para fechar secção dos casos, enquanto outros foram encerrados pelos tribunais dos Estados Unidos.
Zé Ricardo afirma que o The Town não traria um artista que tivesse sido réprobo. “É um rostro que não foi réprobo, não tem uma coisa provada”, diz. “São histórias que absolutamente não fazem secção de zero do que a gente acredita, mas nesse momento ele é um artista que estará em turnê pelo mundo.”
O vice-presidente artístico da Rock World diz que os festivais da mansão estão ligados “no que os artistas fazem porquê seres humanos”, e inclusive já deixaram de trazer alguns nomes por terem um histórico negativo. “Agora, é preciso que seja uma coisa concreta, porque tem coisas que não são. Nós já deixamos de trazer artistas porque foram coisas concretas —em que ele foi julgado, réprobo e tem um peso na história dele isso ocorrer. Mas a gente também não pode pré-condenar uma pessoa sem prova.”
Ele também não se preocupa com críticas ou qualquer tipo de boicote. “Somos muito seguros do que fazemos, do nosso line-up. A opinião do nosso público é muito importante, mas não dá muito para levar em consideração tudo que se fala nas redes sociais. As redes têm coisas de paixão, mas também visões míopes do que a gente apresenta enquanto festival”, ele diz. “Você vende 680 milénio ingressos [no último Rock in Rio] e as pessoas dizem que estava vazio.”
Para Zé Ricardo, todos os festivais no mundo estão sofrendo com a concorrência dos shows e turnês em estádios e arenas. Para driblar essa dificuldade, no caso dos eventos da Rock World, ele diz, o diferencial é que os artistas se atraem pelas marcas famosas, porquê a do Rock in Rio.
“A marca The Town, mesmo sendo novidade, ela já é tão possante e tão cobiçada que a gente tem artistas porquê o Slipknot deixando de fazer turnê em estádio para vir tocar no festival”, afirma. “A gente esbarra com isso, mas é porquê foi com o Elton John. Ele poderia ter feito qualquer estádio, mas preferiu vir ao Rock in Rio.”
Sobre novidades no line-up, o curador faz mistério, mas afirma que a vontade é aprofundar o que ele labareda de “labels” —os dias temáticos, porquê o do rock ou do trap, na última edição do The Town. “Temos vontade de gerar outros labels assim”, diz. “Novas propostas de dia com construção de um line-up específico para aquela data.”
Zé Ricardo comentou a repetição de nomes nas escalações das últimas edições de The Town e Rock in Rio. “Não são muitos artistas capazes de juntar 100 milénio pessoas por dia no mesmo evento”, afirma. “Portanto, às vezes a gente repete nomes porque foram muito muito no festival e explodiram de um jeito que tinha uma procura gigantesca —aí trazemos de novo. Mas na verdade a gente quer manter a identidade de cada festival, muito propriedade, com a sua própria personalidade.”
Ele ainda brincou sobre as críticas à montagem das escalações, comparando com a maneira porquê os torcedores agem com seus times de futebol. “É paixão. O rostro acha que o line-up tinha que ser feito para ele. Se tem um artista que ele não gosta, já fala ‘ihhh’”, afirma. “As pessoas que mandam paixão para a gente são milhares, e as pessoas que reclamam, no termo das contas, também vão, compram o ingresso. Portanto, mostra a paixão delas pelo evento.”





