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Trocou R$ 3,5 mil na CLT por cachê de R$
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Trocou R$ 3,5 mil na CLT por cachê de R$ 25 mil: a história do sósia do Gabigol, o 'Gabigol da Torcida'

Os desafios e as maravilhas de ser um sósia de jogador de futebol
Em abril de 2019, o Flamengo goleou o San José, da Bolívia, no Maracanã. Na arquibancada, Jeferson Thiago recebeu o invitação para dar entrevista e tirar fotos. “Você parece com o Gabigol”, diziam, fazendo referência ao atacante do clube carioca.
A partir dali, ele deixaria o ofício CLT uma vez que funcionário de uma empresa multinacional para virar o Gabigordo ou Gabigol da Torcida.
“Essa entrevista viralizou e o pessoal começou a me invocar de Gabigordo, mas eu costumo expressar que é a câmera que engorda. Aí viralizei uma vez que Gabigordo, comecei a fazer de tudo para poder parecer um pouco mais com ele e hoje estou aí uma vez que o Gabigol da Torcida”, explica ao g1.
Nesta semana, o g1 publica uma série de entrevistas com sósias de jogadores de futebol. Eles falam a relação com os atletas, cachês e os maiores perrengues. Ser sósia é profissão?!
Gabigol da Torcida e Gabigol
g1
Ele conta que, no início, tentou conciliar o trabalho na empresa com seu “ponta” de sósia. Porém, a agenda começou a atrapalhar e ele precisou escolher.
“A galera até brinca que sósia é inimigo da CLT. Eu sempre trabalhei. Foram quatro anos na Aviação e 12 em uma empresa multinacional […]. Na empresa eu ganhava entre R$ 3,5 milénio e R$ 3,8 milénio. Em um dia de trabalho que fiz em São Paulo, ganhei R$ 25 milénio. É totalmente dissemelhante.”
Hoje, ele explica que o mercado de sósias mudou. Nos últimos anos, com o prolongamento desse tipo de trabalho, o faturamento se diluiu entre os dublês.
Outro fator que gerou queda na renda está ligado ao sucesso do desportista “original”. Quando Gabigordo começou, o atacante do Flamengo estava entre os maiores atletas do Brasil, jogando por um time com uma das maiores torcidas do país. Hoje, Gabigol é desportista do Santos, em uma temporada de menos prestígio.
Mas o Gabigol da Torcida entendeu a situação e encontrou novas maneiras de lucrar verba, além de publicidades, eventos corporativos e festas infantis.
“Montei uma loja de eletrodomésticos e móveis, coloquei funcionários e, enquanto a loja faz o verba lá, eu estou viajando e fazendo os eventos. Quando vou às fábricas buscar produtos para a loja é uma loucura, porque o pessoal começa a gritar: ‘Olha o Gabigol aí, saiu do Flamengo e virou entregador’. É muito engraçado, mas graças a Deus ainda tem muita procura de empresas para fazer publicidade uma vez que influenciador.”
Os desafios estéticos
Jeferson ficou um dia com dread
Reprodução
Jeferson sempre teve uma barba grande, uma das principais características estéticas de Gabigol. Esse ponto sempre foi um facilitador na hora de manter a semblante parecida com a do jogador.
Porém, o atacante também é sabido por mudanças drásticas de visual, principalmente quando o tema é namoro de cabelo.
Por se tratar de um trabalho, Jeferson conta que sempre gastou um “bom verba” atualizando seus cortes de combinação com os de Gabigol para atender ao seu público.
No entanto, era difícil escoltar o ritmo das mudanças.
“Quando as empresas procuram, tem que estar sempre parecido com ele. Quando ele coloca dread, para mim é o mais difícil porque dói muito a cabeça. Teve uma vez que ele colocou o dread no término de semana, eu fui e viajei para fazer um trabalho. Quando voltei, na segunda-feira, coloquei o cabelo. Na terça, ele tirou. Esse tipo de coisa é complicado, mas faz segmento.”
Com relação às tatuagens, ele explica que sempre gostou de arte corporal e o único estampa feito exclusivamente para seguir parecido com Gabigol foi uma ave no pescoço.
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E uma vez que é a relação com Gabigol?
Carioca e flamenguista, Jeferson acompanhou seu ídolo de perto entre 2019 e 2023.
Vendido ao Cruzeiro, Gabigol se mudou para Minas Gerais. Seu sósia, sabido nacionalmente, diz ter recebido convites da torcida cruzeirense para ir junto. Mas recusou.
“Não tenho essa de Gabigol Futebol Clube. Eu torço para o Flamengo e acompanho o Flamengo. Agora ele está no Santos, mas acompanho só o que acontece com ele, torço para que ele vá muito.”
Gabigol sempre manteve intervalo do seu sósia. Inclusive, faz questão de deixar evidente que não gosta muito.
“Não acho [parecido]. Acho que ele força muito para parecer comigo”, disse em entrevista ao podcast “Podpah”.
Jeferson não se incomoda em ser renegado pelo jogador.
“Já fiquei hospedado no mesmo hotel, tive contato com ele, tiramos foto e ele me recebeu super muito. Mas a gente nunca foi próximo. Ele já deixou evidente que não curte muito.”

Fonte G1

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