O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciou negócio com donos de bigtechs de Lucidez Sintético (IA) para uma autorregulação voluntária com previsão de mecanismos de segurança e controle em meio ao crescente temor da sociedade estadunidense em relação aos riscos da expansão da IA.
Trump e líderes das gigantes da IA ainda reforçaram o compromisso com a expansão dos data centers – que são os centros de processamentos de dados para sistemas de lucidez. Por consumirem grande quantidade de chuva e virilidade, esses centros vêm sofrendo oposição das comunidades onde são instalados.
Nessa terça-feira (29), Trump reuniu na Moradia Branca os dirigentes do Google, OpenAI, Meta, X (vetusto Twitter), Nvidia e da Anthropic (imagem em destaque) para firmar um documento com compromissos voluntários a serem adotados por essas bigtechs.
“Acreditamos que cada empresa é responsável por desenvolver sua própria tecnologia com segurança e de uma forma que construa crédito com os clientes e o público”, diz o documento assinado em Washington.
Entre as medidas previstas na autorregularão anunciada por Trump, está a implementação de “controles internos” para monitorar os sistemas de IA e “prometer que seus modelos não invadam ou acessem sistemas técnicos de maneiras não intencionais”.
Na última semana, um sistema da OpenAI invadiu uma base de dados do serviço público de saúde da Austrália. A companhia dos EUA alegou que a ação foi “involuntária” e que adotaria medidas para evitar novas invasões a outras empresas ou instituições.
O documento ainda prevê a capacitação de uma equipe interna em cada empresa para monitorar os sistemas de IA, além de parceria com auditor extrínseco independente e geração de comitê também independente para supervisionar os relatórios sobre a segurança no uso da IA.
“Juntas, essas etapas darão a cada empresa, seus clientes e ao público a crédito de que a tecnologia está operando conforme o esperado”, diz o documento.
Regulação X autorregulação
O governo Trump tem rejeitado impor limites ao desenvolvimento da IA por meio de uma regulação lícito, mesmo diante de pedidos da própria indústria.
O documento assinado ontem na Moradia Branca afirma que “com o tempo, pode fazer sentido codificar essas etapas em leis ou regulamentos”, adiando qualquer decisão por uma regulação do setor.
Um dos riscos apontados é de que a IA banalize ataques cibernéticos por meio da invasão de sistemas de outras empresas e instituições.
Outros riscos associados à IA são os impactos sobre o mercado de trabalho, sobre a economia e também devido ao uso da tecnologia por criminosos para utilizar golpes cibernéticos.
A IA ainda pode ser usada para influenciar a opinião pública por meio da manipulação da desinformação que circula nas redes sociais, segundo descreve o relatório a Internacional IA Safety Report 2026, elaborado por especialistas.
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Sociedade questiona
O governo do republicano vem sendo questionado nos EUA sobre medidas para prometer a segurança da IA para a sociedade às vésperas da eleição legislativa de meio de procuração, prevista para novembro, que pode retirar a pequena maioria construída pelo partido de Trump no Congresso dos EUA.
Pesquisa de opinião realizada pela Ipsos e Reuters nos EUA revelou que 73% da população do país acreditam que as empresas de IA não tomam medidas suficientes para impedir os danos da tecnologia e 39% acreditam que a IA está tendo um impacto negativo na sociedade.
Reunião no Jardim
Depois assinarem o documento, Trump e os dirigentes das companhias concederam coletiva à prelo no jardim da Moradia Branca, onde o presidente dos EUA defendeu a expansão dos data centers.
“Elas [as empresas] formarão parcerias com as comunidades ao perfurar centros de dados, e todos sairão ganhando: financeira e moralmente; haverá benefícios de todas as formas possíveis”, disse Trump.
O possuinte da Meta, Mark Zuckerberg, que controla Facebook, Whatsapp e Instagram, afirmou que a teoria do negócio é “transmitir crédito” ao povo estadunidense e aos clientes de que a tecnologia funciona “da maneira que pretendemos”.
“A teoria não é que isso seja a única coisa que faremos. É um início e um negócio que todo o setor pode adotar”, disse Zuckerberg.
O CEO da Anthropic, Dario Amodei, que tem feito alertas para os riscos do progresso da IA, acrescentou que segue acreditando que a tecnologia apresenta riscos “muito reais”.
“E, veja, o mecanismo — a forma porquê lidamos com esses riscos — ainda está sendo discutido. Mas todos precisamos trabalhar juntos para prometer que possamos vencer, e vencer com segurança”, comentou.
Superinteligência
No mesmo dia, o presidente Trump assinou uma Ordem Executiva para que todos os documentos oficiais do governo dos EUA passem a invocar a lucidez sintético de superinteligência.
“O termo superinteligência conquista de forma mais apropriada a promessa, o potencial e as capacidades em rápido progresso dessas tecnologias”, diz o documento.
Analistas críticos da IA, porquê o investigador brasílico Miguel Nicolelis, apontam que o termo “lucidez” da IA é uma metáfora ou estratégia de marketing para sugerir que a tecnologia possui capacidades humanas que, na veras, os sistemas não dominam. Seria uma forma de valorizar os serviços que as gigantes da tecnologia vendem.





