Habitualmente, todos os olhos se voltam para as jovens promessas na Despensa do Mundo. A Fifa tem até um prêmio próprio para o melhor jogador com até 21 anos, entregue oficialmente desde 2006, quando o teutónico Lukas Podolski saiu agraciado.
Porém, no Mundial de 2026, outra turma também labareda a atenção: a dos quarentões. São oito jogadores que esbanjam experiência na curso, mas com histórias muito distintas na competição.
O número pode parecer irrelevante diante dos murado de 1.248 atletas presentes na competição, mas não é fácil ser listado para jogar uma Despensa do Mundo nessa idade.
Antes da competição nos EUA, México e Canadá, somados todos os Mundiais, somente sete jogadores 40+ estiveram no torneio. O primeiro, e principal destaque, foi Dino Zoff, o goleiro italiano que parou o Brasil em 1982 e ergueu a taça de vencedor.
Nesta edição, o principal representante do clube 40+ é, evidente, Cristiano Ronaldo. O atacante português —que perdeu para Podolski o prêmio de melhor jovem de 2006—, chega para a sua sexta Despensa aos 41 anos.
Cris nunca teve um grande desempenho no torneio e soma somente 8 gols nas cinco primeiras participações. No entanto, ele acabou de ser igualado por Messi uma vez que os únicos jogadores a marcarem em cinco Copas. Mas só o luso pode ser hexa em 2026.
Outro com o Linkedin da Despensa muito preenchido é Luka Modric, 40. Depois de um inesperado vice-campeonato em 2018 e do terceiro lugar em 2022 —eliminando o Brasil nas quartas de final—, poucos imaginavam o maestro croata em ação novamente na competição.
Aliás, quando o torneio do Qatar chegou ao termo, a conversa era se o croata, aos 37 anos, tinha gás para chegar até a Eurocopa-2024. Teve. E guardou um pouquinho para 2026, agora, sim, sua última Despensa.
Maior ídolo do futebol da Bósnia, Edin Dzeko, 40, está somente em seu segundo Mundial, que equivale ao segundo do país. No primeiro, no Brasil, fez somente um gol.
Recordista de gols e de partidas da seleção, desta vez, o atacante que já fez dupla com Grafite no Wolfsburg é quase um segundo técnico fora das quatro linhas. Na estreia da Bósnia, empate em 1 a 1 contra o coanfitrião Canadá, ele não saiu do banco. Mas deve dar o ar da sua perdão ainda na primeira tempo.
Os outros cinco quarentões da Despensa de 2026 jogam na mesma posição: no gol. E dois deles têm menos chances de serem utilizados. O primeiro é Guillermo Ochoa, do México, um dos países-sede.
Ochoa pode terminar sua história em Copas uma vez que começou, no banco. Foi terceiro goleiro em 2006, segundo em 2010 e um dos principais destaques da seleção mexicana em 2014, 2018 (eliminado contra o Brasil nas oitavas de final) e 2022.
Na vitória do México por 2 a 0 diante da África do Sul, o arqueiro acompanhou da suplente a atuação de Raúl Rangel, 26. Caso o México alcance a semifinal, no dia 14 de julho, Ochoa pode ouvir o hino de seu país já com 41 anos —faz natalício na véspera, dia 13. Depois da competição, Ochoa indicou que deve se reformar.
Mais velho do clube, o escocês Craig Gordon, 43, precisou disputar cinco eliminatórias até realizar o sonho de ver sua seleção na Despensa.
No entanto, uma lesão no ombro tirou sua chance de jogar na estreia, na vitória por 1 a 0 contra o Haiti —Angus Gunn, 30, assumiu a titularidade e deve mantê-la contra Marrocos e Brasil.
Já o teutónico Manuel Neuer deixou a aposentadoria da seleção de lado e voltou à seleção uma vez que titular. Na estreia, contra a fraca equipe de Curaçao, perdeu uma ótima oportunidade de ampliar seu número de “clean sheets” (jogos sem ser vazado) na vitória por 7 a 1.
Por enquanto, são 7 partidas sem tolerar gols —os recordistas são o inglês Peter Shilton e o gálico Fabien Barthez.
Outro goleiro com a mesma marca de Neuer é o uruguaio Muslera, o mais novo integrante do time dos 40. O desportista fez natalício um dia depois de sua estreia, em Miami, no empate de 1 a 1 contra a Arábia Saudita.
A lista dos quarentões seria encerrada somente com um nome que faz secção das estatísticas. Mas a atuação de Vozinha, goleiro de Cabo Verdejante, o colocou uma vez que um dos principais destaques da primeira rodada da Despensa. Em seguida prometer o 0 a 0 contra a Espanha, Vozinha foi eleito o craque da partida.
Curiosamente, um pouco antes do Mundial, o goleiro se despediu de seu clube, o Chaves, da segunda separação portuguesa. Se zero mudar, Vozinha estará desempregado em julho.





