Valter hugo mãe na flip, lula sem verba para livros

Valter Hugo Mãe na Flip, Lula sem verba para livros e mais – 23/07/2025 – Ilustrada

Celebridades Cultura

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Quando se discute se é verosímil amar a obra de um artista que você odeia, o hábito é falar dos erros dos autores. Pablo Picasso, Woody Allen, J.K. Rowling e Roman Polanski são alguns exemplos de artistas que ofuscaram a grandeza de suas obras com essa discussão. Mas a sátira Claire Dederer propõe uma abordagem dissemelhante.

Escrevendo seu livro “Monstros – O Dilema do Fã” (trad. Joca Reiners Terron, Amarcord, R$ 74,90, 384 págs.), ela percebeu que a resposta mais produtiva a essa discussão está em quem consome arte, não em quem a realiza.

“Consumir uma obra de arte é o encontro de duas biografias”, ela escreve no livro. “A biografia do artista, que pode atrapalhar a visualização da arte; e a biografia do testemunha, que pode moldar a recepção da arte.”

Separar o responsável da obra é tão difícil quanto separar o testemunha dela —a subjetividade, em qualquer uma das frentes, é inevitável.

O ensaísta José Miguel Wisnik amplia essa noção na cultura brasileira pelo concepção de “gaia ciência brasileira”, em seu livro “Viagem do Recado” (Companhia das Letras, R$ 99,90, 368 págs.). A frase, explica o ensaísta Francisco Bosco, foi emprestada de Nietzsche para pensar a arte do Brasil uma vez que resultado de uma geração misturada e coletiva, em que autores ecoam outros autores.

No término, ninguém é possuinte restrito de sua obra. A pergunta, logo, talvez não seja “podemos separar responsável e obra?”, mas: “quem é esse responsável que tentamos separar?”


Acabou de Chegar

“O Bom Mal” (trad. Livia Deorsola, Fósforo, R$ 79,90, 160 págs.) expõe a sutil habilidade da autora Samanta Schweblin “de fabricar mundos literários que se equilibram na iminência de uma tragédia”, escreve a sátira Sylvia Colombo. O novo livro da escritora argentina trata da finitude através de seis contos com personagens diversos, uma vez que mulheres introspectivas, crianças inquietas e animais estranhos.

“História de Jerusalém” (trad. Bruno Ferreira Castro e Fernando Scheibe, Nemo, R$ 129,80, 256 págs.) conta 4.000 anos de história da cidade sagrada em quadrinhos. O roteiro de Vincent Lemire e arte de Christophe Gaultier tem uma vez que narradora uma árvore milenar que presencia o promanação das três grandes religiões monoteístas (judaísmo, cristianismo e islamismo). O maior préstimo da obra, segundo o crítico Diogo Bercito, é a pesquisa histórica que a embasa.

“Orgia e Compadrio” (Cosac, R$ 132, 368 págs.) é um estudo da trajetória literária e afetiva de Tulio Carella, noticiarista que chocou o Brasil da dezena de 1960 com o teor considerado pornográfico em seu livro “Orgia”. “O livro não foi muito percebido”, afirma Alvaro Machado, responsável do livro que sai agora pela Cosac. Ele explica à colunista Sylvia Colombo que a intenção de Carella era fazer um retrato daquele tempo conturbado, de ditaduras na Argentina e no Brasil.


E mais

Novidade biografia sobre Robert Crumb mostra um cartunista de estilo inconfundível e temáticas tão contraditórias quanto a sociedade americana em que vive. Uma vez que conta o jornalista Diogo Bercito, o pesquisador Dan Nadel decidiu redigir o livro sobre Crumb posteriormente perceber que levante registrou todas as grandes transformações sociais das últimas décadas em seus desenhos.

Rubens Francisco Lucchetti, morto no ano pretérito, aos 94 anos, era um noticiarista intelectualmente solitário que encontrou companhia no Facebook. Na rede social, Lucchetti vendia exemplares de suas obras e contava histórias curiosas de sua curso, digna do título de rabi do terror. Posteriormente sua morte, o pesquisador Rafael Spaca uniu seus posts em um livro. “Ali, ele verbalizava coisas que não costumava expor”, diz Spaca ao jornalista Ivan Finotti.

Por falta de verba, o governo Lula ainda não comprou os livros necessários para o ano letivo de 2026. A previsão era comprar tapume de 240 milhões de exemplares, por um dispêndio estimado em R$ 3,5 bilhões, mas o orçamento disponível é de unicamente R$ 2,04 bilhões. Agora, uma vez que explica o repórter Bruno Lucca, o governo adota a estratégia de compra escalonada, dando preferência para livros de língua portuguesa e matemática antes de comprar outros didáticos.


Fuvest

Pela primeira vez a Fuvest, vestibular que dá aproximação à USP, adota uma lista de leituras obrigatórias composta 100% por autoras mulheres, muitas delas estreantes na seleção. Tanta novidade pode assustar os estudantes, mas traz novos debates para a sala de lição.

“Memórias de Martha”, de Júlia Lopes de Almeida, foi um dos primeiros livros a retratar a vida da população marginalizada dos cortiços do século 19. O ano era 1899 e a autora já publicava uma obra sobre a presença de mulheres nesse contexto, evidenciando as camadas mais profundas de exclusão por que passavam. Júlia, filha de portugueses, era segmento da escol carioca da estação, mas se colocou uma vez que “flanadora” da cidade, mesmo com esse termo se aplicando somente aos homens de logo.


Além dos Livros

Jean-Claude Bernardet, um dos maiores críticos do cinema brasílico, morreu no dia 12 com um livro ainda a ser publicado, conta o Tela das Letras. Seu póstumo “Viver o Susto”, escrito em parceria com a amiga Sabina Anzuategui, sairá pela Companhia das Letras em agosto. Descrito uma vez que uma “romance pornô-gourmet”, o livro carrega a mesma liberdade ostentada ao longo de toda a curso de Bernardet.

A Leiturinha lidera o mercado de clubes de assinaturas de livros com obras para crianças, mas os verdadeiros responsáveis pelo propagação do clube são os pais e mães interessados em formar pequenos leitores em lar. Com tapume de 280 milénio assinantes, a Leiturinha prevê faturar R$ 200 milhões neste ano.


Às vésperas da Flip, a organização da sarau de Paraty anuncia uma mesa extra na programação principal com um novo convidado, o noticiarista português Valter Hugo Mãe. É a segunda vez que o responsável vai ao evento e, desta vez, apresentará sua novidade obra, “Instrução da Tristeza”, e discutirá a adaptação cinematográfica de seu romance “O Rebento de Milénio Homens”, que estreia na Netflix ainda neste ano. A Flip começa no próximo dia 30 e a mesa extra acontece às 13h30 do dia 1º de agosto.

Folha

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