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Veja onde assistir 'Natal Amargo' e filmes de autoficção
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Veja onde assistir ‘Natal Amargo’ e filmes de autoficção – 14/06/2026 – Cinema


São Paulo


Em “Natal Amargo”, um cineasta com bloqueio criativo se inspira na vida de conhecidos para redigir seu próximo roteiro. O novo filme do diretor espanhol Pedro Almodóvar, que passou pelo Festival de Cannes e está em edital nos cinemas, usa da metalinguagem para retratar uma vez que a geração pode afetar a vida real, tema em subida com a popularização da autoficção.

Levante gênero mistura elementos de autobiografia e ficção e serve há um bom tempo uma vez que manancial de originalidade para a arte —primeiro, para a literatura e, depois, também para o cinema.


Cena do filme ‘Natal Amargo’, de Pedro Almodóvar


Divulgação

Não é a primeira vez que Almodóvar revela questionamentos íntimos nos enredos que escreve.

Em “Dor e Glória” (2019), ele faz uma retrospectiva da própria vida a partir de escolhas e memórias de sua trajetória pessoal e profissional. Já em “O Quarto ao Lado” (2024), o dilema é a própria morte e a inevitabilidade das despedidas, com Julianne Moore e Tilda Swinton uma vez que a dupla de protagonistas.

Esse tabuleiro cinematográfico em que a arte imita a vida ganha novas camadas em “Natal Amargo”, discutindo os limites éticos e artísticos na inspiração de conflitos e pessoas reais.

Enquanto a indústria de cinema recicla histórias nas telas com uma vaga de remakes, reboots e sequências, a autoficção ainda se destaca pela originalidade e rende aos artistas elogios e prêmios por adaptarem vivências pessoais para histórias de caráter universal.

Veja, a seguir, sete filmes e séries de autoficção.

Bebê Rena
Baby Reindeer. Reino Unificado, 2024. Com: Richard Gadd, Jessica Gunning e Nava Mau. 18 anos.
Se baseia nas experiências de Richard Gadd, instituidor, produtor e estrela da série, que foi perseguido durante anos por uma stalker no bar em que trabalhava, nas apresentações de comédia que fazia e na internet. Em paralelo, Danny, alter-ego de Gadd, sofre diversos traumas que o amarram aos abusos psicológicos da perseguidora e a comportamentos autodepreciativos. Vencedora de seis prêmios Emmy em 2024, incluindo melhor minissérie.

Disponível na Netflix.



Cena da série ‘Bebê Rena’, criada por Richard Gadd


-/Ed Miller/Netflix

Dor e Glória
Dolor y Gloria. Espanha, 2019. Dir.: Pedro Almodóvar. Com: Antonio Banderas, Asier Etxeandia e Leonardo Sbaraglia. 113 min. 16 anos.
Acompanha um diretor de cinema que sofre problemas de saúde, uma vez que a fotofobia, perda de audição e dores na pilastra. Na trama, ele lida com questões interpessoais com a família e colegas de trabalho, situações que Pedro Almodóvar também passou. As roupas e a mobília da lar em que o personagem Salvador Mallo morava também eram reproduções da estética de Almodóvar. Indicado ao Oscar de melhor filme internacional e melhor ator para Antonio Banderas em 2020.

Disponível para aluguel no Prime Vídeo e YouTube.

Os Fabelmans
The Fabelmans. EUA, 2022. Dir.: Steven Spielberg. Com: Michelle Williams, Gabriel LaBelle e Paul Dano. 151 min. 14 anos.
Retrata a puerícia e a juventude de Steven Spielberg, nome por trás de blockbusters uma vez que “Tubarão” e as franquias “Jurassic Park” e “Indiana Jones”. A trama acompanha o surgimento da paixão do jovem pelo cinema e o desdobramento de um sigilo revelado por ele no casório dos pais, ambos processos que Spielberg passou. Indicado em sete categorias no Oscar 2023, incluindo melhor filme e melhor direção.

Disponível para aluguel no Prime Vídeo.

Gabriel LaBelle em cena do filme "Os Fabelmans", de Steven Spielberg

Gabriel LaBelle em cena do filme “Os Fabelmans”, de Steven Spielberg


Merie Weismiller Wallace/Divulgação

I May Destroy You
Idem. Reino Unificado, 2020. Com: Michaela Coel, Weruche Opia e Paapa Essiedu. 18 anos.
A britânica Michaela Coel criou, produziu e protagonizou a série limitada para reprocessar o afronta sexual que a atravessou e, ao mesmo tempo, discutir o consentimento das relações sexuais e suas múltiplas camadas na contemporaneidade. Os 12 episódios seguem Arabella, uma mulher que sofre um estupro e passa a buscar justiça e trato emocional para a violência. Vencedora de dois prêmios Emmy em 2021.

Disponível na HBO Max.

Os Incompreendidos
Les Quatre Cents Coups. Dir.: François Truffaut. Com: Jean-Pierre Léaud, Albert Rémy e Claire Maurier. França, 1959. 99 min. 12 anos.
A obra-prima precursora da nouvelle vague apresenta o alter-ego do cineasta gaulês François Truffaut, o pequeno Antoine Doinel. Truffaut, assim uma vez que o personagem, enfrentou uma puerícia conturbada, questões familiares e beirou a marginalidade. O desenvolvimento de Doinel, vivido por Jean-Pierre Léaud, ainda se estendeu por mais quatro filmes interdependentes. O experimento narrativo e estilístico é considerado um marco do cinema.

Disponível na Mubi e no Telecine.

Natal Amargo
Amarga Navidad. Espanha, 2026. Dir. : Pedro Almodóvar. Com: Bárbara Lennie, Leonardo Sbaraglia e Aitana Sánchez-Gijón. 112 min. 16 anos.
Para romper com o bloqueio criativo, um cineasta se inspira nos dramas íntimos de pessoas ao seu volta e, secretamente, se apropria deles para redigir o roteiro do seu próximo filme.

Em edital nos cinemas.

Roma
Idem. Reino Unificado, 2018. Dir.: Alfonso Cuarón. Com: Yalitza Aparicio, Marina de Tavira e Diego Cortinado Autrey. 135 min. 14 anos.
Ambientado em um bairro chamado Roma, localizado na Cidade do México, a produção recria os primeiros anos da vida do mexicano Alfonso Cuarón e duas figuras centrais na sua formação: a mãe, que se divorcia do pai, e a babá e empregada doméstica responsável por ele. Venceu três estatuetas —melhor filme estrangeiro, melhor direção e melhor retrato— das 10 indicações que recebeu ao Oscar em 2019.

Disponível na Netflix.

Too Much
Idem. EUA/Reino Unificado, 2025. Com: Megan Stalter, Will Sharpe e Michael Zegen. 16 anos.
Depois o término de um longo relacionamento, Jéssica se muda dos EUA para a Inglaterra para evadir do rompimento e aproveitar uma oportunidade de serviço. Lá, ela conhece um músico indie por quem se apaixona. A premissa, apesar de não ser declaradamente biográfica, representa uma sequência de eventos vividos por Lena Dunham, criadora da comédia romântica e conhecida pelo sucesso da TV “Girls”.

Disponível na Netflix.



Folha

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