Muro de 320 milénio clientes da Light, fornecedora de força para a capital do Rio de Janeiro, estão sem o serviço por justificação do vendaval que começou a atingir a cidade por volta das 16h da quarta-feira (29). De pacto com a distribuidora, no momento mais crítico da falta do fornecimento, o número de clientes afetados chegou sobre 1,1 milhão. A companhia acrescentou que com o trabalho contínuo das equipes em campo, esse totalidade teve redução de tapume de 70%.
“Entre os bairros com maior impacto estão Campo Grande, Bangu, Anchieta, Tijuca, Catumbi, Jacarepaguá, Santa Cruz e Recreio”, informou a empresa.
A Light informou que ampliou o número de equipes operacionais nas ruas e mais de 2 milénio funcionários estão mobilizados nas atividades. Para agilizar o atendimento e prometer a recomposição da rede com segurança o monitoramento do sistema elétrico foi intensificado.
“O temporal provocou a queda de 220 árvores no município, alguns desses vegetais atingiram diretamente a rede elétrica da companhia, além do lançamento de outros objetos contra a fiação, ocasionando desligamentos e danos em diversas regiões da espaço de atuação da companhia”, explicou.
Ainda conforme a distribuidora, em vários pontos, a intensidade dos impactos exige um trabalho multíplice de reconstrução da rede elétrica. Isso inclui a substituição de postes danificados, reparos em estruturas comprometidas e a remoção de árvores que caíram ou permanecem apoiadas sobre a fiação.
“As equipes da Light seguem trabalhando ininterruptamente na recuperação do sistema, concentrando esforços nas áreas mais afetadas para restabelecer o serviço o mais rápido verosímil”.
A empresa recomendou que em caso de falta de força ou situações de risco envolvendo a rede elétrica, os clientes devem entrar em contato pelos canais oficiais da companhia: Escritório Virtural: agenciavirtual.light.com.br, WhatsApp: (21) 99981-6059, com auxílio da Lia, App Light Clientes que está disponível para Apple Store e Google Play, Call Center: 0800-021-0196 e Facebook: @lightclientes.
Impactos do vendaval
A jornalista Ana Letícia Ribeiro, mora no bairro da Glória, zona sul do Rio, muito na subida para o bairro de Santa Teresa e ficou sem o fornecimento de força desde ontem, quando começou o vendaval na cidade. Quando saiu para trabalhar nesta quinta-feira (30) o serviço ainda não tinha sido restabelecido. Segundo Ana Letícia, o zelador do seu prédio contou que a força lá só deve voltar às 14h.
“Ele falou que o pessoal da Light passou por lá e tinha dito que a previsão era de que voltaria às duas da tarde “, disse à Escritório Brasil.
Ela disse que apesar do vendaval ter provocado várias quedas de árvores na Rua Santa Cristina, onde mora e não ter causado danos no prédio e nem no seu apartamento, teve que enfrentar dificuldades. “Passei a madrugada no escuro e sem internet. Hoje faria home office e vim para o trabalho presencial. A sorte é que eu trabalho na Glória muito perto, mas não pude trabalhar de morada. Me trouxe um prejuízo neste sentido”, disse.
Ana Letícia ainda vai determinar se a queda da força causou qualquer dano aos aparelhos eletrodomésticos da sua morada e se mostrou preocupada com um problema que já vinha enfrentando.
“Na semana passada passei por uma questão séria de eletricidade no meu apartamento, portanto, estou com pavor disso ter interferido neste problema que já venho enfrentando de limitado giro. Veio uma pessoa para ajustar e foi ajeitado, mas o problema maior, que é mais estrutural, ainda não foi resolvido”, revelou, acrescentando que está nessa expectativa.
Na zona setentrião, a psicóloga Márcia Coelho, que mora no Andaraí, disse à Escritório Brasil que ficou sem luz desde as 16h30 de ontem e só hoje quase 10h o serviço foi retomado. Quando chegou do trabalho enfrentou a trevas na rua e não pôde usar o elevador. A falta de força impediu o uso de eletrodomésticos e, por isso, não teve porquê esquentar a comida, além de ter que tomar banho indiferente.
No prédio onde mora, os impactos do vendaval atingiram ainda os vizinhos idosos que tiveram que subir escadas, sem racontar, os doentes e acamados que não puderam se trasladar. Márcia teme ter perdido vitualhas que estavam na geladeira e podem ter se estragado devido ao tempo sem força.
A volta para morada também foi com transtornos. “Trabalho na Ilhota do Governador [zona norte] e peguei uma carona com uma colega até o meio da cidade. Quando chegou lá, o metrô e o trem estavam com os serviços interrompidos. Próximo à Mediano do Brasil [principal estação de trens] tinha muita gente nos pontos de ônibus que passavam muito cheios.
“Tive que pegar um no sentido contrário para conseguir um outro mais vazio e ir para morada. Árvores caíram nas ruas, houve meandro de trânsito e muito engarrafamento. Saí da Ilhota do Governador às cinco e meia da tarde e só consegui chegar em morada por volta de oito e maia da noite”, relatou.
Também na zona setentrião, a profissional de instrução física, Ana Carolina Vieira, está sem fornecimento de força desde ontem às 16h20. “Não voltou mais. Hoje já é dia 30, uma hora da tarde e a luz não voltou e nem sinal de que vai voltar. Os transtornos são absurdos. Comida na geladeira estragando, medicamento que precisa permanecer refrigerado estragando”, disse à reportagem.
Ana Carolina disse que entrou em contato com a Light e a resposta recebida é que devido à vento, a empresa está trabalhando para restabelecer a força elétrica.
“A resposta é essa. Nem passa pela atendente. É uma gravação automática dizendo que a região enfrenta transtornos por conta do vendaval e, por isso, as equipes estão trabalhando, mas sem previsão de retorno e ficamos nisso, sem previsão de retorno”, concluiu.
Saiba mais sobre a situação do tempo no Rio no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil
Enel
Já a Enel, responsável pelo provisão das regiões metropolitana, serrana e dos lagos, setentrião, noroeste e sul fluminense e costa verdejante informou que normalizou até o início da manhã desta quinta-feira (30), o fornecimento para 83% dos clientes atingidos pelos efeitos dos fortes ventos. Ainda há mais de 100 milénio sem o serviço.
“A companhia mantém equipes mobilizadas para restabelecer o serviço aos 130 milénio clientes ainda afetados, o equivalente a 4,2% do totalidade atendido pela distribuidora no estado”.
Segundo a fornecedora de força, a região Sul fluminense foi a que registrou mais prejuízos, mormente os municípios de Paraty, Enseada dos Reis e Mangaratiba, “onde dezenas de árvores caíram sobre ruas e rodovias, danificando a rede elétrica e dificultando o chegada das equipes a diversos pontos de atendimento”.
Conforme informou, desde o início do vendaval, a distribuidora “realiza manobras remotas para agilizar o restabelecimento do serviço e triplicou o número de equipes em campo”.
Os profissionais fazem a recomposição da rede elétrica e atuam na desobstrução de vias interrompidas pela queda de árvores. “A companhia conta com reforço de veículos, equipamentos e técnicos para concordar o atendimento às ocorrências relacionadas à queda de galhos e árvores”, completou em nota.





