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Vinicius Jr. assume protagonismo e conduz Brasil na Copa
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Vinicius Jr. assume protagonismo e conduz Brasil na Copa – 20/06/2026 – Esporte

Se a seleção brasileira ainda está longe de apresentar um futebol irrepreensível na Despensa do Mundo, as críticas pela atuação ruim no empate por 1 a 1 com Marrocos e pelo pé no freio no quase protocolar triunfo por 3 a 0 sobre o Haiti não se aplicam a Vinicius Junior. O camisa 7 começou a competição muito muito.

“Estou em meu melhor nível: fisicamente, tecnicamente e mentalmente”, afirmou o atacante de 25 anos. “Isso é o mais importante. Eu sempre sonhei em chegar ao principal campeonato do mundo em meus 100%, para poder fazer os gols e dar assistências. Estou cá para continuar evoluindo e levar o Brasil ao topo.”

Ele já havia dito frases semelhantes antes da estreia, e não foram palavras ao vento. Contra Marrocos, em uma formosa jogada, encarou a marcação, balançou a rede e empatou um jogo no qual o Brasil estava nas cordas. Diante do Haiti, participou dos três gols: deu o chuto de quem rebote Matheus Cunha aproveitou, foi garçom para o próprio Cunha no segundo e marcou o terceiro.

As contribuições de Vinicius não se resumiram a esses lances. Enquanto boa secção das discussões envolvendo a seleção se dá em torno de um desportista que não joga ou outro que pouco joga –Neymar e Endrick–, o jovem de São Gonçalo tem sido consistentemente o grande nome da equipe verde-amarela.

Ao menos neste início de torneio, ele vem respondendo aos apelos feitos para que assumisse o protagonismo. Eleito melhor jogador do mundo pela Fifa (Federação Internacional de Futebol) em 2024, o atacante carrega o peso de ser a grande referência técnica do time vernáculo desde que Neymar teve sua lesão mais grave, em 2023.

Sempre que questionado sobre o matéria, Carlo Ancelotti procura tirar essa fardo do fluminense. O técnico costuma falar em “responsabilidade compartilhada”, mas sabe que o velho sabido –foi sob seu comando que Vinicius desabrochou no Real Madrid– é sua maior arma na América do Setentrião.

Para utilizá-la da melhor forma, o italiano liberou o camisa 7 de praticamente todas as tarefas defensivas, embora ele contribua eventualmente na marcação. O treinador procura deixá-lo solto para receber a esfera quando ela é roubada, e foi mal ele teve seu papel nos gols de Matheus Cunha contra o Haiti.

Diante de Marrocos, quando o Brasil tinha a esfera, Vinicius era uma opção muito oportunidade pela esquerda. No embate com os haitianos, foi o lateral Douglas Santos quem ficou perto da risco lateral para, porquê se diz no jargão atual, “alargar o campo”. Vinicius ficou mais por dentro, um tanto a contragosto, e decidiu o jogo.

“Depende muito da partida, depende do rival. Desta vez, o mister pediu para eu jogar entre os zagueiros. A verdade é que eu não atuo muito por ali, mas, sempre que ele me fala para eu fazer isso, marco gols. Portanto, tenho que escutar muito mais… Seguramente, ele agora vai me falar que entende muito de futebol”, brincou.

Junior ainda aguarda as orientações do gerente para a partida contra a Escócia, na próxima quarta-feira (24), nos periferia de Miami. Pela primeira vez em quase três anos, não havendo imprevistos, poderá ter a companhia de Neymar, que voltou à seleção para a Despensa, mas, em recuperação de uma lesão na panturrilha direita, ainda não entrou em campo.

“Estamos felizes com a evolução dele. A presença do Ney no grupo é um tanto muito importante para nós. Esperamos que possa mesmo voltar no próximo jogo e nos ajudar no transcurso da competição”, afirmou Vinicius, com a habitual reverência ao camisa 10. “Ele é meu ídolo, sempre me deu muito suporte”, declarou.

Mas o rosto do time hoje é ele, Vinicius Junior. Mesmo que roupão na tecla da responsabilidade compartilhada, Ancelotti deseja que o jovem mantenha o ímpeto exibido nas rodadas iniciais do Mundial e não se intimide com a figura do veterano de 34 anos sentado no banco da equipe verde-amarela.

Vini já tem uma Despensa do Mundo no currículo. Lembrado mais por ter feito só um gol do que por ter participado de outros cinco no Qatar, em 2022, chegou aos Estados Unidos com uma experiência maior no futebol e na seleção. São agora 51 partidas e 11 bolas na rede, números que ele espera ampliar até 19 de julho, data da final em East Rutherford.

“A chance de lucrar a Despensa pelo Brasil significa muito para mim. Espero continuar evoluindo para levar o Brasil ao lugar de onde nunca deveria ter saído.”

Folha

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