Notícias Favoritas

O seu portal favorito de notícias na Internet

4 de julho nas Copas já teve drama brasileiro e
Esporte

4 de julho nas Copas já teve drama brasileiro e milagre – 03/07/2026 – Esporte

Se no Brasil o 7 de Setembro tem a mera valimento de um feriado prolongado (quando cai no meio da semana), ideal para uma viagem, nos Estados Unidos, o 4 de Julho, Dia da Independência, é comemorado porquê uma das principais datas do calendário.

É quando o americano, patriota por natureza, coloca todo o orgulho “made in USA” para fora, canta o hino com a mão no peito e a lágrima no esquina do olho, os fogos de artifício pululam no horizonte e o cachorro-quente desce macio goela aquém.

Tem até um famoso concurso de quem come mais cachorros-quentes justamente no 4 de Julho —reza a mito que o recordista comeu 76 em dez minutos, em 2001.

Porquê a Despensa do Mundo acontece normalmente em junho e julho, não é tão incomum termos grandes jogos no Dia da Independência dos EUA.

Nesta edição, em solo americano, dois jogos estão marcados para a data: Marrocos x Canadá, em Houston, e Paraguai x França, na Filadélfia —mas o feriado julino dos franceses é outro, no dia 14.

Veja a seguir cinco jogos marcantes que reuniram essas duas respeitáveis instituições: Despensa e 4 de Julho.

No estádio Vélodrome, em Marselha, ainda sem o gravura atual, levante foi um dos grandes jogos daquela Despensa. Os holandeses começaram melhor e saíram na frente, com Kluivert, mas sofreram o empate ainda no primeiro tempo, gol de Claudio López.

O jogo ficou crédulo até a expulsão de um holandês aos 32min do segundo tempo por falta em Simeone (sim, Simeone já sofreu faltas). No entanto, aos 43min, Ortega (o camisa 10 daquela seleção argentina) força um pênalti, se envolve em confusão com o goleiro Van der Sar e é expulso.

Quando o jogo se encaminhava para a prorrogação, Bergkamp recebeu longo lançamento, dominou a esfera, cortou um zagueiro e fez belíssima epílogo: golaço e classificação. Depois, perderam para o Brasil na semifinal.

4º – Itália-1990 – Alemanha 1(4) x (3)1 Inglaterra

A equilibrada partida em Turim definiria o rival da Argentina de Maradona, que jogou antes, na decisão.

Os alemães abriram o placar com um pontapé de Brehme que contou com meandro. No primeiro tempo ainda, os ingleses empataram com Lineker, em seu décimo e último gol em Copas (recorde inglês quebrado só agora, por Harry Kane).

O estabilidade permaneceu até na prorrogação, com esfera na trave dos dois lados.

No tempo extra também aconteceu a cena mais marcante dos ingleses no Mundial, o pranto de Paul Gascoigne. O explosivo meio-campista era considerado peça fundamental da seleção e estava fazendo o provável para não tomar um cartão, que o tiraria da decisão.

No primeiro tempo da prorrogação, o cartão veio, e o jogador se desesperou, chegando às lágrimas. Não precisava. A Inglaterra perdeu nos pênaltis, com erros de Pearce e Waddle, e a Alemanha foi para a final.

Foi num 4 de julho que a chance do hexa do Brasil em morada começou a ruir. Porquê?

Explica-se: depois de uma primeira período razoável e de uma oitavas de final horrorosa (passou pelo Chile nos pênaltis), a seleção fazia sua melhor partida diante da sensação da Despensa, os vizinhos colombianos.

Logo no início, Thiago Silva fez 1 a 0, aproveitando cobrança de escanteio. No segundo tempo, David Luiz fez um golaço de falta —um pouco que não era (e não ficou) geral.

A Colômbia equilibrou as ações e, aos 34min, James Rodríguez marcou de pênalti, 2 a 1. Antes disso, Thiago Silva já tinha levado um cartão amarelo besta, que o tiraria da semifinal.

Mas o drama veio aos 42min. O colombiano Zúñiga entrou por trás em Neymar, com o joelho nas costas do brasiliano causando uma fratura na terceira vértebra lombar do atacante e tirando o principal jogador da seleção da Despensa.

O Brasil passou, mas teve que encarar a Alemanha na semi sem Thiago Silva e Neymar (e com alegria nas pernas). Não deu patente.

2º – Suíça-1954 – Alemanha 3 x 2 Hungria

Sim, já tivemos milagre em um 4 de julho, e na Suíça.

Na primeira Despensa do pós-guerra em solo europeu, foi escolhido um país oficialmente neutro. A grande seleção da era era a Hungria, invicta fazia quatro anos e com o título de campeã olímpica de 1952 no LinkedIn.

Na primeira período, em jogo que não valia zero, os húngaros humilharam os alemães por 8 a 3, em partida que causou uma lesão em Puskás, principal craque do time.

Na final, em Berna, Puskás estava de volta, mas não 100%. Foi ele que abriu o placar, logo aos 6 min. Dois minutos depois, Czibor ampliou.

Porém o temporal que caiu na cidade ajudou o futebol mais físico dos alemães, que contavam também com chuteiras que se adaptavam melhor ao gramado encharcado.

Aos 10min, a Alemanha diminuiu com Morlock. E aos 18min empatou, com Helmut Rahn.

Aos 39min do segundo tempo veio o gol da viradela, novamente com Rahn. A incrível vitória que derrubou uma invencibilidade de mais de 50 jogos se transformou no filme teutónico “O Milagre de Berna” (2003).

“De repente, a Alemanha voltou a ser alguém. Para qualquer pessoa que tenha desenvolvido na miséria dos anos do pós-guerra, Berna foi uma inspiração extraordinária. O país inteiro recuperou sua autoestima”, disse Franz Beckenbauer (1945-2024).

Depois teve também o documentário “O Milagre de Berna – A Verdadeira História”, que lembra as injeções que os jogadores recebiam, achando que era de vitamina C. No entanto, elas continham substância para evitar a fadiga, o que seria considerado doping anos depois.

1º – EUA-1994 – EUA 0 x 1 Brasil

O 4 de julho mais marcante das Copas envolve justamente o Brasil e os Estados Unidos, no primeiro Mundial disputado em solo americano —com final feliz para Parreira e seus comandados.

Em San Francisco, sob sol poderoso, a seleção entrou porquê ampla favorita na partida, apesar da atmosfera “yes, we can”.

Enquanto o jogo seguia, Romário e Bebeto desperdiçaram algumas oportunidades. Até que, aos 43min do primeiro tempo, Leonardo (o lateral-esquerdo mais gentil da Despensa até logo) deu uma cotovelada certeira em Tab Ramos e foi expulso.

Com um a menos no segundo tempo inteiro, o Brasil ainda dominava, mas as chances começaram a rarear. Em uma delas, Romário chegou a driblar o goleiro Meola e concluiu para fora.

O camisa 11, principal jogador da seleção na Despensa, passou a recuar até quase o meio de campo para armar as jogadas, com Bebeto mais antecipado.

Aos 28min, o Baixinho arrancou, atraiu a marcação americana e tocou para Bebeto, que chutou mansamente, no esquina de Tony Meola. Mesmo com o gol, o jogo seguiu dramático até o final.

Folha

LEAVE A RESPONSE

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *