4º dia de Rock in Rio tem Elton John imbatível, Gil em possível último show no festival e Luísa Sonza esvaziada; veja resumo
Elton John canta ‘Rocket Man’ no Rock in Rio
O quarto dia do Rock in Rio 2026 foi marcado pelas baladas imbatíveis de Elton John, que aos 79 anos mostrou que a aposentadoria pode esperar, além de encontros entre diferentes gerações e releituras de clássicos da música brasileira, com destaque para a bossa novidade.
Vanessa da Mata e Roupa Novidade levaram ao palco repertórios que atravessam décadas, enquanto Péricles e Jon Batiste fizeram pontes entre a música brasileira e a tradição negra norte-americana.
A data também teve um dos shows mais simbólicos desta edição: aos 84 anos, Gilberto Gil fez sua quinta apresentação no festival e disse que talvez aquele fosse seu último Rock in Rio.
A bossa novidade ganhou espaço realçado na programação, com Luísa Sonza dividindo o palco com Roberto Menescal em um conjunto devotado ao gênero, enquanto a islandesa Laufey levou ao festival seu híbrido de smooth jazz, pop e música brasileira, reunindo muitos fãs jovens e seus pais em sua segunda vez no Brasil.
Jon Batiste aproximou samba, jazz, blues e gospel, disputando público com Belo que arrastou poviléu para o Palco Favela em show romântico e referto de hits de pagode dos anos 1990.
Saiba porquê foi o quarto dia de Rock in Rio 2026:
Leia também: Fãs de Elton John vestem looks inspirados no cantor na Cidade do Rock
Elton John
Elton John se apresentou no Rock in Rio 2026
Leo Franco/AgNews
A volta de Elton John ao Brasil, posteriormente 11 anos, trouxe grandes hinos românticos e o cantor trajando um terno de paletó amarelo fluorescente e camisa azul pelágico. Em sua terceira vinda ao Rock in Rio e oitava vez no país, Elton se tornou o headliner mais velho da história do festival.
Nesta segunda-feira (7), ele fez um show com 24 músicas tocadas em 2 horas e 15 minutos, permeada por interações muito econômicas.
“Levante ano seria o centésimo natalício da Marilyn Monroe e essa música é sobre ela”, disse, antes de “Candle in the wind”. “Com vocês, Dua Lipa”, disse, quando a cantora apareceu no telão em “Cold Heart”. “Essa música foi a mais rápida que escrevi com Bernie. E ela só é popular no Brasil”, disse sobre “Skyline Pigeon”, trilha da romance “Carinhoso” (1973).
Quando a turnê de despedida de Elton John terminou em 2023, posteriormente 330 shows, fãs brasileiros do cantor e pianista inglês cruzaram os braços e ficaram de ponta. Porquê assim o Brasil tinha sido esquecido? Leia mais sobre o show de Elton John.
Laufey
Laufey canta ‘Perdido de Paixão’ de Luiz Bonfá
A islandesa Laufey é um fenômeno curioso. Aos 27 anos, canta um híbrido entre smooth jazz, pop e bossa novidade – e reuniu muitos fãs jovens (e seus pais) em sua segunda vez no Brasil, nesta segunda-feira (7), no Rock in Rio.
É precisamente no romantismo que Laufey aposta. O jazz dela não é groovado e dançante, mas frágil, lento e gulodice, mormente neste disco e turnê, “A Matter of Time”.
Legítimo mesmo é quando ela é um pouco menos perfeitinha. Porquê quando, em homenagem à nossa música, Laufey cantou a fita “Perdido de Paixão”, de Luiz Bonfá. Ela arriscou trovar em português e não foi uma das melhores pronúncias… o que acabou sendo fofo.
Fora isso, tudo estava no lugar. Boa orquestra, músicas muito executadas, show estruturadinho. Mas o seguro não emociona e, ainda que tenha sido encantador, foi inofensivo. Leia mais sobre o show de Laufey.
Gilberto Gil
‘Talvez, quem sabe, seja o último’, diz Gilberto Gil sobre show no Rock in Rio
Ao chegar à quinta apresentação no festival, depois de tocar duas vezes na edição incipiente de 1985, em 2001 e em 2022, Gil mostrou que mesmo cansado, ainda domina todo aquele espaço.
Andou pouco pelo palco, e estava sua voz já muito fraquinha, mas emendou com a maestria de sempre clássicos de diferentes momentos da curso (“Marchar com Fé”, “Toda Rapariga Baiana”, “Realce”, “Pela Internet”, “Palco”). Ao todo, foram 16 faixas em pouco mais de uma hora de show.
Os shows foram vendidos também porquê uma despedida. Mas o adeus ali, Gil fez questão de explicar, era exclusivamente das grandes turnês. Agora, ele parece expressar tchau para mais outro palco.
O grande duelo de sua curso agora parece estar ligado a isso, a uma preocupação de que seu repertório, cheinho de histórias de paixão, canções de ninar, dúvidas existenciais, protestos e mensagens de esperança possa seguir ecoando pelas gerações futuras quando ele sentenciar parar de vez de fazer shows. Leia mais sobre o show de Gilberto Gil.
Péricles canta Motown
Povaréu canta ‘I’ll Be There’ com Péricles no Rock in Rio
Quem já foi a qualquer show de Péricles, já deve ter visto ele inserir no meio de seus sucessos do samba e do pagode a fita “Stand by Me”, da mito do soul Ben E. King.
Mas para sua apresentação no Palco Sunset, do Rock in Rio, nesta segunda-feira (7), o artista fez deste gênero o principal. E único.
Péricles deixou para trás a risco músico que o consagrou, abraçou hits do soul e do R&B norte-americanos e usou o português somente para conversar com o público.
A apresentação foi uma homenagem a Motown Records, gravadora que teve um papel crucial na integração racial da música popular norte-americana e ajudou a gerar a black music. O show foi criado exclusivamente para o festival e sugerido por Zé Ricardo, vice-presidente artístico da Rock World. Péricles abraçou imediatamente a teoria.
Mas quem foi ao Sunset crédulo a uma novidade experiência e entendendo o sobrenome de “Rei da Voz” que o artista tem, se encantou. Seu talento vocal não decepcionou. E mostrou sua versatilidade. Leia mais sobre o show de Péricles.
Jon Batiste
Ingrid Silva faz performance ao som de ‘Butterfly’ de Jon Batiste no Rock in Rio
Jon Batiste embalou o show desta segunda (7), no Rock in Rio, porquê um pastor conduz uma missa. Nesta congregação, pregou a união entre a cultura dele e a nossa: foi do samba ao blues, do gospel (americano) ao Carnaval, partindo do princípio que tudo faz muito para a psique.
Isso ficou evidente logo na primeira música. Jon já abriu o show cantando acapella, porquê uma espécie de louvor. Em seguida, esquentou: escoltado de um grupo de percussionistas cariocas, a missa virou Carnaval.
“Isso não é um show, é uma prática místico. E de onde eu venho, quando a gente toca esse tipo de música, as pessoas não ficam paradas. Preciso sentir sua liberdade”, disse, ao trovar “Freedom”.
Nele, emendou um “Mas Que Zero”, deixando que a brasileira Nêgah Santos fizesse os vocais. (Curiosamente, foi a segunda vez que o clássico de Jorge Ben apareceu neste festival – ontem, foi com o Black Eyed Peas).
Foi um show de musicalidade porquê nenhum outro nessa edição até cá. Sem firulas, com uma camiseta azul do Brasil e um sonho. Quando você manja tanto de música, precisa de mais? Leia mais sobre o show de Jon Batiste.
Roupa Novidade
Roupa Novidade e Guilherme Arantes cantam ‘Lindo Balão Azul’ no Rock in Rio
Trinta e cinco anos posteriormente sua única apresentação, o Roupa Novidade retornou ao festival nesta segunda-feira (7), no Palco Sunset.
O palco, antes chamado de secundário, costuma trazer projetos especiais, com trabalhos ou encontros exclusivos ou inéditos. E para seu retorno, o Roupa Novidade escolheu convocar Guilherme Arantes, protector ferrenho da volta do grupo ao Rock in Rio. Assim, Guilherme fez sua estreia no festival, aos 73 anos.
Com isso, o show tinha tudo para ser uma viagem pelas telenovelas e na memória afetiva da TV brasileira. E não decepcionou.
Guilherme e Roupa Novidade já haviam gravado juntos algumas músicas, porquê “O melhor vai principiar” (1982) e “Raça de Heróis” (1989). Outrossim, Kiko, Nando e Serginho participaram de arranjos e gravações de várias faixas solo de Guilherme.
Depois a apresentação, vale o Roupa Novidade inverter a torcida e tutorar o retorno de Guilherme Arantes ao festival. Desta vez, em show solo. Leia mais sobre o show de Roupa Novidade.
Luísa Sonza convida Roberto Menescal
Luísa Sonza canta ‘Chico’ com Roberto Menescal no Palco Mundo do Rock in Rio
Depois mostrar força com duas vezes ao Rock in Rio, Luísa teve problemas nesta segunda (7). O pior deles foi a pouca presença de público. Era fácil chegar na grade. Bastava desviar de uns poucos fãs de Elton John, headliner da noite.
Outro problema foi o som. Ele estava embolado, com a voz da cantora por vezes escondida em uma tamanho sonora, principalmente em canções de batidas pesadas porquê “Motinha 2.0”. Era difícil entender o que ela cantava se você não conhece as letras e não se trata de um problema de expressão. Finalmente, ela evoluiu bastante porquê cantora.
Falando do repertório, Luísa fez seu show de pop recorrente com um conjunto devotado à bossa novidade. “Esse show é o mais importante da minha curso”, comentou, quando convidou a “mito” Menescal ao palco. Foram 18 minutos de bossa e 42 dedicados ao pop dançante com 11 dançarinos.
Juntos, começaram o dueto com “Chico”, na versão em que troca o nome do ex namorado traidor por “se”. Depois, tocaram “Um Pouco de mim”, composta pelos dois. A terceira foi “Você”, escrita por Menescal e Ronaldo Bôscoli. “Samba de Verão”, Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, fechou o set de bossa com a melhor performance da cantora. Leia mais sobre o show de Luísa Sonza.
Vanessa da Mata
Vanessa da Mata canta o hit ‘Ai, ai, ai…’ no Rock in Rio
Vanessa da Mata fez do show no Palco Sunset uma celebração de seus 20 anos de curso. Entre sucessos que marcaram sua trajetória, músicas do álbum mais recente e versões de clássicos da música brasileira, a cantora costurou um repertório que olhou para diferentes fases de sua obra.
Pontualmente às 15h, Vanessa abriu o Palco Sunset com seu hit “Não Me Deixe Só” e emendou com “Segue o som” e “Baú”.
Um dos momentos de maior empolgação do público aconteceu quando Vanessa entoou os primeiros versos de “Estremecido”. Depois de trovar “Vem Gulodice” e “Vermelho”, que fizeram a plateia se dissiminar um pouco, ela voltou a encomiar a pujança da apresentação com “Boa Sorte / Good Luck”.
Para trovar “Ainda muito”, Vanessa convidou ao palco Rubel. Eles ainda fizeram um cover de “Pavor histrião”, de Maiara e Maraísa.
Para fechar o show, ela trouxe um dos seus maiores hits, “Ai, Ai, Ai…”. Diante de uma plateia enxurro, Vanessa percorreu duas décadas de curso entre hits, músicas recentes e homenagens a nomes fundamentais da música brasileira. Ao termo, ficou a sensação de um show que soube festejar sua trajetória sem se concordar exclusivamente na nostalgia. Leia mais sobre o show de Vanessa da Mata.
Fonte G1





