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Abertura do novo MIS Rio é adiada por crise no
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Abertura do novo MIS Rio é adiada por crise no governo – 25/03/2026 – Ilustrada

A crise no governo do Rio de Janeiro, culminada com a decisão do TSE, o Tribunal Superior Eleitoral, pela inelegibilidade do ex-governador Cláudio Castro (PL) e a corrida pelo mandato-tampão do governo, causou a mudança de planos na inauguração do MIS, o Museu da Imagem e do Som, em Copacabana.

Ricardo Couto de Castro, presidente do Tribunal de Justiça do Rio, está porquê governador interino desde a repúdio de Castro, na segunda (23) —ele ficou inelegível na terça (24). Couto de Castro deve convocar em um mês eleições na Parlamento Legislativa do Rio para governador-tampão até dezembro.

O procrastinação, ainda sem novidade data, foi informado pela Instalação MIS. O governo estadual tem sido procurado desde segunda-feira (23) por email e telefone, mas não respondeu à reportagem.

A construção do MIS é tocada conjuntamente pelas secretarias de Infraestrutura e Obras, Vivenda Social e Cultura, além da Instalação Roberto Marítimo, parceira na concepção do projeto.

A cúpula do governo planejava uma cerimônia de inauguração no dia 19 de março. Depois, remanejou a rombo parcial para esta quinta-feira (26), com portas abertas ao público no sábado (28) e uma corrida de rua no domingo (29).

Mas segundo pessoas ligadas ao MIS ouvidas pela reportagem, somente a corrida está mantida — batizada de “MIS a MIS”, o rodeio vai ter largada na Rossio 15, onde fica uma da sedes da instalação, e terminará em Copacabana, no porvir novo prédio.

Pesou para o procrastinação o clima de indefinição sobre os rumos do governo. A cadeira foi assumida pelo desembargador Ricardo Couto de Castro na segunda —o estado está sem vice-governador e o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, remoto em investigação que apura conexão dele com um ex-deputado ligado ao Comando Vermelho, também está inelegível.

A Instalação MIS, vinculada ao governo do estado, já empenhou R$ 117 milénio para contratar o maestro João Carlos Martins e dez músicos da Orquestra Bachiana Filarmônica para a cerimônia solene de inauguração.

O MIS seria inaugurado mesmo com obras ainda em curso. Um relatório feito em seguida vistoria no dia 4 de março, ao qual a reportagem teve chegada, indica que ainda havia falhas nas saídas de exaustores da cobertura do prédio e problemas na ventilação da cozinha e na luminária.

A Light, concessionária de vontade, não havia feito todos os testes no prédio. Os elevadores ainda estavam em ajuste e, segundo a equipe que visitou o prédio, o equipamento estava parando com frequência. O vidro da frontaria do lobby ainda estava quebrado.

A história da construção do MIS é o resumo da crise política e econômica enfrentada pelo Rio de Janeiro nas duas últimas décadas. Concebido no endereço desapropriado da antiga boate Help, em 2008, pelo logo governo de Sérgio Cabral, o MIS teve obras iniciadas em 2010, com previsão de peroração em 2012.

Passaram Luiz Fernando Pezão, Wilson Witzel e Cláudio Castro e nenhuma gestão concluiu nem a obra, nem o procuração. Todos os governadores fluminenses eleitos nos últimos 30 anos foram presos ou afastados do incumbência.

Durante o período de obras, a primeira empresa responsável pela construção faliu e a outra rompeu com o governo. A construção foi completamente paralisada em 2016 e só retomada em 2021. Àquela profundidade, segmento da estrutura já estava deteriorada, com peças tomadas por ferrugem —o prédio fica na avenida Atlântica, de frente para o mar.

Em abril do ano pretérito, auditoria do TCE havia observado “erros grosseiros” na retomada das obras. Segundo os auditores, a volta foi feita sem avaliação sobre o estado do canteiro.

Neste mês, novo relatório de auditoria do TCE acolheu a resguardo da Secretaria de Infraestrutura e Obras de que os problemas encontrados são consequências da dificuldade da obra e do tempo de paralisia, e não são suficientes para serem classificados porquê dolosos ou resultado de erros grosseiros.

A Instalação MIS, mantenedora de mais de 650 milénio itens de 42 coleções, não vai transferir seu ror para o novo prédio, por risco de deterioração, já que o prédio está sujeito a efeitos da maresia.

Fotografias em papel, gravuras, riscos, filmes, fitas, partituras serão mantidas nas sedes da Lapa e da Rossio 15. São coleções particulares de nomes porquê Jacob do Bandolim, Almirante, Elizeth Cardoso, Nara Leã, Dorival Caymmi e Sérgio Cabral, além de fotografias de Augusto Mamparra, acervos em som da Rádio Pátrio e depoimentos gravados para a posteridade desde 1966.

Secção dos equipamentos eletrônicos que haviam sido comprados em 2015 foram transferidos para a sede da Instalação MIS, na Lapa. Uma vistoria em novembro do ano pretérito encontrou 1.136 itens, porquê monitores, projetores e gabinetes de computador. Entre eles, 68 apresentavam defeitos, incluindo painéis de LED que nunca foram instalados, e 21 não foram encontrados.

O prédio do MIS em Copacabana tem oito andares e dois subsolos. O térreo terá um lobby de exposições, uma loja e uma cafeteria —o governo negocia ceder ao Senac.

Os quatro andares supra terão instalações sobre a música popular brasileira, o humor carioca e o Carnaval, além de projeção de imagens antigas do Rio e uma superfície dedicada à memória de Carmen Miranda. Um dos andares terá restaurante com vista para a praia e o terraço terá um cinema. Os subsolos deverão ser ocupados por uma boate e um teatro.

Folha

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