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Além das novelas: Benedito Ruy Barbosa também escreveu primeira biografia
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Além das novelas: Benedito Ruy Barbosa também escreveu primeira biografia de Pelé

Morre o dramaturgo e plumitivo Benedito Ruy Barbosa, aos 95 anos
Famoso pelas clássicas telenovelas porquê “Pantanal” e “Terreno Nostra”, Benedito Ruy Barbosa tinha um talento que ultrapassava a teledramaturgia. Responsável, que faleceu nesta terça-feira (7), escreveu a primeira biografia de Pelé.
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➡️Benedito morreu na capital paulista devido a complicações de insuficiência renal crônica. A informação foi confirmada pelo Hospital do Coração (HCor).
“Eu Sou Pelé”, lançado em 1961, narra a vida do Rei do futebol em primeira pessoa. O livro retrata a puerícia de Edson Arantes do Promanação, mostrando o período em que ele sonhava em se tornar aviador e trabalhava porquê engraxate para ajudar a família.
Antes de se destinar às novelas, Benedito foi repórter esportivo e acompanhou o início da curso do Rei do Futebol. Em 1961, a invitação da editora Francisco Alves, escreveu “Eu sou Pelé”, quando o jogador tinha exclusivamente 20 anos e já era vencedor do mundo.
Há seis anos, em entrevista ao ge, Benedito relembrou o invitação para grafar a obra.
“O possuinte da livraria Francisco Alves me chamou para conversar. Cheguei lá, ‘olha, Ruy, precisamos grafar um livro sobre jogador de futebol. Já tivemos Leônidas, Jair da Rosa Pinto… mas queremos um livro sobre Pelé’. Eu falei: ‘Pelé está jogando agora, é um garoto’. ‘Mas já é vencedor do mundo, na Europa chamam rei Pelé. Nós temos que fazer’. Eu falei ‘a gente tem que esperar, eu não vou grafar'”, lembrou.
Inicialmente resistente à teoria de grafar uma biografia de um jogador tão jovem, Benedito acabou mudando de opinião depois conversar com o próprio Pelé durante viagens de trem pelo país.
No final, os dois escreveram o livro juntos, com os relatos de Pelé e a escrita e organização de Benedito. E, assim, o livro foi publicado porquê uma autobiografia.
Dessa parceria nasceu a obra que reúne lembranças da puerícia do craque, desde a vida humilde entre Três Corações (MG) e Bauru (SP) até a chegada ao Santos e o início da curso que o transformaria em ídolo mundial.
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Mito da TV
Benedito Ruy Barbosa
João Miguel Junior/TV Orbe
Espargido por verdadeiras sagas, o dramaturgo construiu histórias que atravessam o universo rústico brasílico, exploram a multiplicidade cultural, com interesse privativo na imigração italiana, e apresentam amores intensos.
Seu legado inclui tramas icônicas porquê “Meu Pedacinho de Pavimento” (1971), “Pantanal” (1990), “O Rei do Mancheia” (1996) e “Terreno Nostra” (1999), marcadas por protagonistas de “bom caráter, mandamento para a luta, crença em valores positivos”, porquê o próprio determina.
O mais velho entre cinco irmãos, Ruy Barbosa nasceu em Gália, no interno de São Paulo, em 1931, e passou a puerícia na vizinha Vera Cruz, uma região de cafezais habitada por imigrantes japoneses e italianos
Com a morte precoce do pai, precisou trabalhar desde cedo para ajudar a família. Ao longo da juventude, trabalhou porquê facilitar em uma firma mercantil, vendedor de verduras e faxineiro, até conseguir um trabalho porquê revisor no jornal “Estado de S. Paulo”.
O sabor pela escrita levou Benedito a fabricar seu primeiro romance, “Queimada Insensível”, que foi adequado para o teatro e premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte, primícias de sua trajetória porquê roteirista.
Tony Ramos se emociona ao falar de Benedito Ruy Barbosa
Sua estreia na televisão aconteceu em 1966, com “Somos Todos Irmãos”, na TV Tupi. Nos anos seguintes, passou por emissoras porquê Excelsior, Record e TV Cultura. Em 1971, escreveu “Meu pedacinho soalho”, romance produzida por uma parceria da Cultura com a Orbe e exibida por ambas.
Cinco anos depois, assinou com a Orbe, onde deu início a uma sequência de sucesso na fita das 18h. Nessa estação, adaptou o romance de Ribeiro Couto em “Cabocla” (1979).
Em 1990, ao se transferir para a TV Manchete, Benedito escreveu “Pantanal”, que inovou ao utilizar locações externas e explorar a cultura e os mistérios do bioma brasílico.
Com o sucesso, retornou à Orbe para grafar “Renascer” (1993), trama ambientada no interno baiano e marcada pelo duelo de gerações do coronel José Inocêncio. Ambas seriam refilmadas décadas depois, escritas por seu neto, Bruno Luperi.
Com “O Rei do Mancheia” (1996), Benedito abordou a rivalidade entre duas famílias de imigrantes italianos, enquanto discutia temas porquê a posse de terreno e a reforma agrária.
Já em “Terreno Nostra” (1999), retratou o drama dos italianos Matteo e Giuliana, separados ao chegarem ao Brasil no início do século XX.
Ruy Barbosa também revisitou suas próprias obras. Em 2006 e 2014, assinou as refilmagens de “Sinhá Moça” e “Meu Pedacinho de Pavimento”.
Na versão enxurrada de cores da segunda obra, declarou que finalmente conseguiu colocar no ar ideias que a Exprobação havia barrado na primeira versão, durante a ditadura militar.
Em 2016, escreveu “Velho Chico”, ambientada na fictícia cidade de Grotas do São Francisco, no sertão nordestino. A romance trouxe um embate de gerações e a disputa por terreno e poder no interno do Brasil.
“Antes de mais zero, uma romance precisa ter uma grande história de paixão”, definiu Benedito Ruy Barbosa em testemunho ao Memória Orbe.
Antes de se tornar um dos maiores autores de novelas do país, Benedito Ruy Barbosa foi jornalista esportivo e escreveu Eu Sou Pelé, lançado em 1961.
Montagem/g1

Fonte G1

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