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Após sufoco na estreia, Brasil adota humildade ante Haiti
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Após sufoco na estreia, Brasil adota humildade ante Haiti – 18/06/2026 – Esporte

O Brasil empatou por 1 a 1 com Marrocos em um duelo de Despensa do Mundo, e a sensação universal no vestiário verde-amarelo depois a partida foi de conforto. Os atletas admitiram que a equipe escapou de um resultado pior e adotaram um exposição de humildade antes da segunda partida no Mundial, marcada para esta sexta-feira (19).

O inimigo no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, será o Haiti, 85º disposto no ranking da Fifa (Federação Internacional de Futebol), que não conseguiu nem um empate na maior competição do futebol. Ainda assim, os jogadores do time pentacampeão procuraram calibrar a expectativa de quem espera um atropelo.

“Nós precisamos entrar taticamente muito postados e fazer um jogo seguro. Sim, um jogo em que a gente vai querer o comando, mas da melhor forma provável, a mais equilibrada. Falar de quantos gols é uma expectativa muito elevada e uma falta de reverência com aquilo que é o futebol hoje em dia”, afirmou Danilo.

O lateral foi questionado sobre a possibilidade de uma goleada porque, depois o resultado na estreia, o saldo de gols passou a ser um fator importante no Grupo C. Se os favoritos Brasil e Marrocos vencerem seus confrontos com Haiti e Escócia, a liderança da chave será definida em critérios de desempate. Nesse caso, o saldo seria o primeiro.

Mas a seleção, além de mourejar com óbvias preocupações com a tábua de classificação, procura também encontrar um futebol competitivo. O embate do último sábado (13), sobretudo pelo desempenho no primeiro tempo, de domínio marroquino, mostrou que o montanhoso ciclo rumo à Despensa de 2026 teve consequências.

O torneio já está em curso, e o técnico Carlo Ancelotti, há pouco mais de um ano no função, ainda faz experiências, vai tateando o elenco em procura de uma formação confiável. No término de semana, surpreendeu com Ibañez na lateral direita, Douglas Santos na lateral esquerda e Igor Thiago no comando do ataque –só Douglas teve uma atuação razoavelmente satisfatória.

Diante do Haiti, Danilo deverá assumir a lateral direita, desbancando Ibañez. É provável também que Luiz Henrique ganhe uma vaga na ponta direita, com Paquetá no banco, e que o volante Fabinho entre no lugar de Casemiro –nascente teve muita dificuldade contra o dextro meio-campo de Marrocos. Na frente, Igor Thiago é ameaçado por Matheus Cunha e Endrick. Neymar, em recuperação de lesão na panturrilha, continua fora.

Nem mesmo os atletas parecem ter noção exata do figura. Eles relataram que, na primeira rodada, descobriram a escalação três horas antes do sibilo inicial. Na primeira lanço, jogaram mesmo uma vez que um catado, um grupo no qual as peças não se encaixavam. Foram necessários um lance de talento de Vinicius Junior e a pausa do pausa para que se desenvolvesse qualquer estabilidade.

O Brasil, é verdade, não foi a única das seleções tradicionais com dificuldade no início do torneio. A Espanha, por exemplo, apontada entre as grandes candidatas ao título, ficou no 0 a 0 com Cabo Verdejante, estreante no Mundial. O jogo foi citado por Danilo quando ele previu dificuldades diante do Haiti.

“Meus amigos, vocês viram uma vez que Cabo Verdejante se defendia contra a Espanha? Além da questão de ter uma risca de seis ou sete defensores, os caras deixavam a vida em cada esfera. É aquela coisa de se entregar, ir além, para proteger o resultado e fazer um papel bonito na Despensa do Mundo contra um predilecto”, observou.

Será com essa mentalidade que os haitianos entrarão em campo na Filadélfia. Ainda que venham de guia por 1 a 0 para a Escócia na rodada de brecha e precisem pontuar para fomentar a esperança de classificação, eles jogarão com um peso nas costas muito menor do que o repleto pelo inimigo.

“Nossos rivais têm muito mais a perder do que nós. Que sorte para os meninos jogar nesse tipo de atmosfera”, afirmou o técnico Sébastien Migné. “Temos uma serra difícil para escalar contra o Brasil, mas vamos tentar estar à fundura do duelo. Vai ser um jogo de prestígio”, acrescentou o gaulês.

Será o quarto confronto entre os times na história. Os três anteriores terminaram em goleada.

Em 1974, em amistoso realizado em Brasília na preparação para a Despensa, o Brasil venceu por 4 a 0, gols de Paulo Cezar Caju, Rivellino, Oceânico Chagas e Edu. Em 2004, em amistoso em Porto Príncipe, os pentacampeões triunfaram por 6 a 0, com bolas na rede de Ronaldinho Gaúcho (3), Roger (2) e Nilmar.

O mais recente encontro ocorreu na Despensa América de 2016, edição comemorativa de século anos do torneio sul-americano que foi realizada nos Estados Unidos e incluiu na disputa equipes de todas as Américas. A formação verde-amarela ganhou por 7 a 1, em Orlando, tentos anotados por Philippe Coutinho (3), Renato Augusto (2), Gabigol e Lucas Lima. James Marcelin descontou.

A partida de 2004, conhecida uma vez que “jogo da sossego”, foi a mais marcante. O Haiti vivia uma guerra social, colocada em breve pausa para receber os pentacampeões do mundo. O Brasil liderava militarmente a missão de sossego da ONU (Organização das Nações Unidas), e craques uma vez que Ronaldo, Ronaldinho e Roberto Carlos foram ao estádio em tanques de guerra, saudados pela população.

É poderoso a relação dos haitianos com o Brasil, e muitos adotam a seleção verde-amarela. O que faz o confronto de sexta-feira próprio, em novo momento quebradiço da região mais pobre das Américas. A situação se agravou desde o homicídio do presidente Jovenel Moïse, em julho de 2021, com a maior secção da região caribenha dominada por gangues.

Nesse cenário, a equipe pátrio teve de mandar seus jogos nas Eliminatórias em outros territórios do Caribe, uma vez que Aruba e Curaçao. Acabou se classificando para seu segundo Mundial –o primeiro foi em 1974–, mas não sem escoriações. Um ano detrás, levou 5 a 1 de Curaçao, que estreou na Despensa, no último domingo (14), tomando 7 a 1 da Alemanha.

Não há incerteza de que a seleção brasileira terá na Filadélfia a partida teoricamente mais fácil em sua chave. Mas, depois sua estreia decepcionante e a sequência de resultados surpreendentes na primeira rodada da competição –Portugal, outro indicado uma vez que predilecto, empatou com a República Democrática do Congo–, convém ter cautela.

“Não vai ter jogo fácil. Estão acontecendo muitos jogos equilibrados, empates. A gente está falando de uma seleção que é muito poderoso fisicamente. O Haiti tem uma intensidade que pude ver no jogo contra a Escócia, tem se mostrado qualificado. Vai ser difícil, e temos que pensar em vencer, não falar em golear”, disse o lateral esquerdo Douglas Santos.

“Não podemos ter soberba.”

Ficha técnica

BRASIL x HAITI (Despensa do Mundo – Grupo C)

Data: 19 de junho de 2026 (sexta-feira), às 21h30

Lugar: Estádio Lincoln Financial Field, na Filadélfia (EUA)

Transmissão: Mundo, SBT, CazéTV, ge tv (Globoplay), SporTV e NSports

Louvado: Alejandro Hernández (ESP)

Assistentes: José Enrique Naranjo (ESP) e Diego Sánchez (ESP)

Brasil

Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro (Fabinho), Bruno Guimarães, Luiz Henrique e Matheus Cunha (Igor Thiago); Raphinha e Vinicius Junior

Técnico: Carlo Ancelotti

Haiti

Johny Placide; Martin Experiénce, Ricardo Adé, Hannes Delcroix e Carlens Arcus; Jean-Ricner Bellegarde, Danley Jean Jacques, Ruben Providence, Josué Casimir e Louicius Deedson; Wilson Isidor

Técnico: Sébastien Migné

Folha

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