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Área urbanizada no Brasil cresceu 12,3% de 2019 a 2022,
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Área urbanizada no Brasil cresceu 12,3% de 2019 a 2022, mostra IBGE

A espaço urbana no Brasil cresceu 12,27% no período de 2019 a 2022. Nesse pausa, o país ganhou 5.954,99 quilômetros quadrados (km²) de malha urbanizada, isto é, uma espaço praticamente do tamanho do Região Federalista (5.760 km²).

Os dados de 2022 são os mais recentes disponíveis e revelam que o país tinha 53.925 quilômetros quadrados de espaço urbanizada, o que representa unicamente 0,6% de todo o território brasiliano. É porquê se toda a espaço urbanizada do país ocupasse o tamanho da Paraíba (56,5 km²).

Os dados fazem secção do levantamento Áreas Urbanizadas do Brasil, divulgado nesta terça-feira (18) pelo Instituto Brasílico de Geografia e Estatística (IBGE).

O instituto chegou às informações com base em versão de imagens de satélite. Por questões de metodologia, a única conferência provável é com os dados de 2019.

A crítico da pesquisa, Andressa Rosas de Menezes, ressalta que o estudo não apresenta dados sobre número de população nas áreas mapeadas nem prolongamento vertical das áreas.

“A gente olha telhados, a gente vê de cima. Portanto essa pesquisa não traz nenhuma informação de verticalização”, diz.

Áreas densas e vazios

Veja porquê o IBGE detalha a extensão urbana do país:

  • Áreas urbanizadas (identificadas pela presença de moradias, transacção e indústrias): 48,8 milénio km²
  • Outros equipamentos urbanos (estruturas não residenciais porquê aeroportos, portos, cemitérios, estação de tratamento de chuva e usinas fotovoltaicas): 1,6 milénio km²
  • Vazios intraurbanos (áreas não edificadas dentro do tecido urbano, porquê parques e lagoas): 503 km²
  • Loteamentos vazios (áreas com arruamento definido, mas sem edificações suficientes para serem consideradas urbanizadas, representando vetores de expansão): 2,9 milénio km²

Outra classificação feita pelo instituto é relacionada à densidade das áreas urbanizadas:

  • Densa (poderoso concentração de edificações e pouca arborização ou espaços vazios): 70,66% do totalidade
  • Pouco densa (construções mais espaçadas, comuns em periferias ou vetores de expansão): 23,88%
  • Loteamentos vazios (áreas com arruamento definido, mas ainda sem construções significativas): 5,46%

A crítico da pesquisa aponta que os objetivos do estudo são mapear e medir as formas urbanas e a sua distribuição em todo o território pátrio, de forma a seguir a evolução do fenômeno urbano.

“Isso possibilita retratar e projetar a distribuição da urbanização, fornecendo dados essenciais para o planejamento urbano para a implementação de políticas públicas e impactando estudo de questões porquê mobilidade, habitação e sustentabilidade”, destaca.

Concentração da urbanização

O levantamento identificou a concentração da ocupação urbana em municípios costeiros. Essas cidades ocupam 5,02% do território do país, mas representam 19,5% de toda a espaço urbanizada.

No outro extremo, a Amazônia Legítimo (abrange os estados de Rondônia, do Acre, Amazonas, de Roraima, Pará, Amapá, Tocantins, de Mato Grosso e a maior secção do Maranhão) ocupa 59,11% da espaço do país, mas unicamente 14,27% da extensão urbanizada.

“Podemos notar uma poderoso concentração da urbanização no litoral brasiliano”, assinala Andressa Rosas. 
 


Brasília (DF), 17/08/2026 - mapa ilustrativo do IBGE para a matéria
Brasília (DF), 17/08/2026 - mapa ilustrativo do IBGE para a matéria

As áreas com mais pontos vermelhos no planta indicam as superfícies mais urbanizadas do país – Planta IBGE

Ela completa a estudo destacando que, na tira de fronteira e no interno do país, a ocupação é “mais rarefeita”. Ela acrescenta que a urbanização acompanha os principais eixos rodoviários do país.

O IBGE revelou também que metade da espaço urbanizada (50,35%) está em cinco estados: São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Bahia.

Apesar de não constar na lista das maiores áreas, o Região Federalista figura porquê unidade da Federação com maior proporção de espaço urbanizada: 11,5% de seu território. De entendimento com a crítico, isso acontece por pretexto da “extensão diminuta do território e pelo planejamento coordenado para a urbanização e integração do interno brasiliano”. Na outra ponta, Amazonas tem unicamente 0,05% de superfície urbanizada.

Cidades com mais áreas urbanas

Ao qualificar as cidades pelo tamanho de espaço urbana, a pesquisa mostra que, das dez maiores extensões, unicamente a última, Campinas, no interno paulista, não é capital.
 

Cidades com maiores superfícies urbanizadas Espaço
1. São Paulo 922,41 km²
2. Brasília 662,54 km²
3. Rio de Janeiro 644,36 km²
4. Curitiba  338,41 km²
5. Goiânia 312,71 km²
6. Manaus 287,18 km²
7. Belo Horizonte 279,09 km²
8. Fortaleza 254,91 km²
9. Campo Grande 254,29 km²
10. Campinas (SP) 253,56 km²

O instituto calculou também quais cidades têm maior proporção de espaço urbanizada. Em todo o país, 20 municípios têm mais de 60% do território ocupado pela urbanização, sendo 11 no estado de São Paulo:
 

Cidades com maiores proporções de superfícies urbanizadas Espaço urbanizada
1. São Caetano do Sul (SP) 100%
2. São João de Meriti (RJ) 99,99%
3. Olinda (PE) 96,36%
4. Carapicuíba (SP) 94,29%
5. Osasco (SP) 93,38%
6. Taboão da Serra (SP) 91,44%
7. Diadema (SP) 89,63%
8. Belo Horizonte 84,23%
9. Jandira (SP) 82,61%
10. Poá (SP) 82,51%
11. Fortaleza 81,61%
12. Belford Roxo (RJ) 79,66%
13. Curitiba 77,81%
14. Mauá (SP) 69,99%
15. Barueri (SP) 66,30%
16. Recife 66,02%
17. Hortolândia (SP) 62,44%
18. Ferraz de Vasconcelos (SP) 61,28%
19. São Paulo 60,64%
20. Natal 60,34%

Para Andressa Rosas, as áreas urbanizadas do Brasil apresentam dinâmicas heterogêneas que demandam “respostas integradas por meio do monitoramento geoespacial, além de indicadores socioambientais, no sentido de orientar políticas públicas de ordenamento territorial”.

Fonte EBC

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