As ligações de Oscar Schmidt com Kobe, Robinson e Bird

As ligações de Oscar Schmidt com Kobe, Robinson e Bird – 18/04/2026 – Esporte

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Oscar Schmidt nunca jogou na NBA, mas tem sua trajetória no esporte ligada a algumas das estrelas da liga norte-americana de basquete. O brasiliano, que morreu na sexta-feira (17) aos 68 anos, optou por não proteger o New Jersey Nets além de alguns amistosos, porém viveu momentos marcantes, pela ordem, com Kobe Bryant, David Robinson e Larry Bird.

Em 1984, quando se destacava no Caserta, da Itália, ele foi escolhido pelos Nets no Draft, o sistema de recrutamento de jogadores da NBA. Participou de cinco duelos de pré-temporada, porém não gostou do que chamou de “frieza absurda”. “Era uma cobrança incrível. Não me senti zero muito”, afirmou.

Pelas regras da quadra, atuar na liga dos Estados Unidos também o impediria de proteger a equipe pátrio brasileira. Até 1989, a participação no campeonato norte-americano tirava do desportista o status de “amásio” e das competições entre países. “E a seleção era a coisa mais importante da minha vida”, disse.

Àquela profundeza, o potiguar já estava muito estabelecido na liga italiana, da qual foi cestinha sete vezes entre as passagens pelo Caserta (1982 a 1990) e pelo Pavia (1990 a 1993). Ele enfrentou diversas vezes o norte-americano Joe “Jellybean” Bryant, que defendeu quatro diferentes times na Itália de 1983 a 1991.

Joe ia frequentemente às partidas escoltado de um garotinho chamado Kobe, que ficou impressionado com a capacidade do brasiliano de pontuar. Aquele menino se tornaria também um dos maiores cestinhas da história do basquete –e um dos melhores jogadores de todos os tempos–, sem esquecer-se de Oscar.

“Quando eu estava crescendo na Itália, ele era o rosto. Fazia 35, 40 pontos por jogo. Eu nem o conhecia por Oscar. Sempre o chamei de La Explosivo”, afirmou Bryant, em visitante ao Brasil em 2013. Sempre que questionado sobre Schmidt, o norte-americano, que morreu em acidente de helicóptero em 2020, era reverente.

Vaidoso, o brasiliano se deliciava com os elogios do craque, a quem chegou a mostrar uma vez que “o maior de todos”. “Quando ele me via, abria um sorriso, o olhar dele mudava. Você não consegue enganar o olho. Kobe tinha um carinho muito grande por mim, e eu, por ele”, disse ao UOL em 2020, saudoso do “menininho que entrava na quadra, ficava arremessando globo e não queria trespassar”.

“La Explosivo” ainda jogava na Itália quando foi proteger o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de 1987, realizados em Indianápolis, uma das mais tradicionais cidades dos Estados Unidos no basquete. Na final contra os donos da morada, anotou 46 pontos a caminho de um resultado tão improvável que a organização não tinha nem o hino brasiliano para tocar: 120 a 115.

“Ser vencedor dentro da morada deles, metendo 120 pontos, foi a maior alegria da minha curso”, disse o camisa 14 da seleção, que enfrentou naquele dia David Robinson, logo um jovem pivô de 22 anos. Justamente pela proibição de atletas da NBA em torneios internacionais, a equipe norte-americana era formada por universitários.

Alguns daquele time teriam longas carreiras na liga, uma vez que o flanco Rex Chapman, mas nenhum construiu uma trajetória tão vitoriosa quanto a de Robinson, bicampeão com o San Antonio Spurs. Ele também fez secção do “Dream Team”, quando caiu a proibição, e foi bicampeão dos Jogos Olímpicos.

“Eu tinha ouvido histórias de que ele tinha um alcance muito grande [para arremessos do perímetro]. E tudo o que eu tinha ouvi era verdade. Nós tínhamos caras atléticos, defensores capazes. Isso mostra quão bom ele era”, afirmou Robinson, 26 anos depois da itinerário na Market Square Redondel.

Pela valimento da vitória de 1987 e pelo currículo de Robinson, Oscar chegou a expressar que lhe pediria para ser seu paraninfo na cerimônia de ingresso no Hall da Renome Naismith, em Springfield, o mais prestigiado no basquete. Acabou optando por alguém de estatura ainda maior no esporte, Larry Bird, tricampeão com o Boston Celtics e três vezes eleito o melhor da NBA.

“O Oscar era um dos grandes pontuadores do nosso tempo. Era difícil pará-lo, você não podia marcá-lo só individualmente. A maneira uma vez que ele se movia para permanecer livre criava qualquer lançadura que ele queria. O rosto marcou mais de 49 milénio pontos na curso. É um dos melhores da história do basquete, e eu não poderia estar mais feliz por ele”, afirmou.

O vídeo de apresentação de Schmidt em Springfield, em 2013, teve também frases de Robinson e Kobe. Mas, apadrinhado por Bird, o brasiliano mudou opinião apresentada anteriormente e o apontou uma vez que “o rosto”, decisivo apesar de um porte pouco atlético para os padrões da NBA. “O meu rosto não corre, não pula. Nascente é Larry Bird, o melhor jogador de todos os tempos”.

Não era sobre Bird, porém, aquela noite, na qual Oscar recebeu seu grande reconhecimento. Muito emocionado, fez uma porção de agradecimentos, em próprio para sua mulher, Cristina. “Nascente é o maior prêmio com que você pode sonhar, entrar no hall da renome do seu esporte. Tudo o que eu lucrar agora vai ser menor do que hoje.”

Folha

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