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Enquanto o excitação mercantil em torno da IA dá sinais de estar se desfazendo, banqueiros de superior escalão reunidos na costa mediterrânea da Turquia esperam preparar o terreno para acordos capazes de mudar o impacto da tecnologia no longo prazo.
Na cidade turca de Antalya, onde a 31ª Conferência das Partes das Nações Unidas começa na segunda-feira, líderes governamentais, executivos do setor financeiro, dirigentes empresariais e organizações sem fins lucrativos passarão as próximas duas semanas discutindo porquê transformar em ações os compromissos assumidos em COPs anteriores. A anfitriã, Turquia, identificou a ampliação da eletrificação da economia global porquê um pilar forçoso dessa agenda.
E é aí que entra a IA.
Um homem passa em frente ao logotipo da COP31 no local do evento, no Antalya Expo Center, na Turquia
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Ozan Kose – 8.nov.26/AFP
“Ela estará em todas as conversas”, afirmou Daniel Hanna, dirigente de finanças sustentáveis e de transição do banco Barclays. A IA pode produzir a “demanda mercantil de longo prazo que ajudará a açodar a robustez limpa e a ampliar determinadas tecnologias climáticas”.
A venda generalizada de ações de tecnologia na semana passada foi alimentada pela expectativa de que os resultados das eleições de meio de procuração nos Estados Unidos levem a mais regulamentações sobre a IA, incluindo padrões energéticos e ambientais mais rigorosos para data centers no maior mercado de IA do mundo.
“O que estamos vendo intercorrer nos mercados dos Estados Unidos neste momento é uma reação à perspectiva de que haverá muito mais regulamentação”, afirmou Marisa Drew, diretora de sustentabilidade do Standard Chartered Plc e uma das banqueiras a caminho de Antalya.
Do ponto de vista dos alocadores de capital, a infraestrutura de IA “exigirá trilhões de dólares em investimentos”, disse ela. Regulamentações que aumentem a transparência ajudarão os financiadores a tomar decisões muito fundamentadas e a concordar as empresas “que administram com responsabilidade seus impactos ambientais e sociais”.
Tratar a IA porquê uma provável solução para a crise climática continua sendo uma postura controversa. O uso de robustez, chuva e terreno pela tecnologia mobilizou um movimento popular contra os data centers, enquanto organizações climáticas sem fins lucrativos classificaram porquê alarmante a pegada de carbono da IA.
Simon Stiell, secretário-executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, descreveu a IA porquê uma tecnologia que “devora robustez” e eleva as emissões. “Os líderes da IA agora estão pisando em gelo fino”, afirmou em setembro.
Em um relatório publicado pouco antes da COP31, o StanChart descreveu o prolongamento dos data centers porquê “nem ambientalmente inofensivo, nem inerentemente insustentável”. Em vez disso, a pegada climática depende das escolhas locais, afirmou.
“Os data centers podem ser extremamente eficientes em suas operações”, disse Drew em entrevista. “Mas tudo depende das escolhas de projeto e de tecnologia que se fazem. Isso também envolve chegar a um consenso sobre o que constitui uma boa prática, e é aí que entra a política pública, alguma coisa crucial para a COP.”
Por enquanto, não há uma estimativa definitiva da pegada climática da IA. No entanto, é indiscutível que a premência de eletricidade da tecnologia cresce rapidamente. Em abril, a Dependência Internacional de Virilidade afirmou que o consumo de eletricidade dos data centers voltados à IA deverá triplicar até o termo da dez. Até lá, todos os data centers —incluindo os que não são voltados à IA— responderão por muro de 3% da demanda mundial de eletricidade, segundo a AIE.
Hanna, do Barclays, diz estar “convicto” de que a IA pode levar a um sistema elétrico “mais limpo e resiliente”, embora também reconheça que “não há garantia de que isso acontecerá”.
Em seu papel de anfitriã da COP31, a Turquia prometeu trabalhar com o setor de tecnologia para encontrar formas de prometer que a IA seja usada para ajudar a combater o aquecimento global, em vez de acelerá-lo.
A expansão da IA exigirá enormes investimentos na ampliação e modernização das redes elétricas. A Turquia estabeleceu porquê meta da COP31 obter o compromisso dos países de que 35% do consumo final de robustez no mundo venha da eletricidade até 2035. Hoje, essa parcela é de muro de 23%, segundo uma estimativa da AIE publicada em setembro.
Banqueiros a caminho de Antalya disseram em entrevistas à Bloomberg que pretendem aproveitar o período no lugar para discutir porquê financiar essa meta.
Entre eles está o JPMorgan, maior banco dos Estados Unidos, que enviará às negociações uma equipe de banqueiros de investimento e executivos de sustentabilidade. O banco considera que a agenda da COP31 se encaixa perfeitamente em sua própria iniciativa de segurança e resiliência de US$ 1,5 trilhão, anunciada no ano pretérito.
“A sede de eletrificação nos oferece mais elementos concretos nos quais nos concordar e coincide exatamente com a extensão em que já estamos concentrados”, afirmou Luke Nelson, dirigente de sustentabilidade internacional do núcleo de robustez e meio envolvente do JPMorgan. “Não é provável eletrificar sem uma rede que funcione.”
Nelson disse que as discussões também se concentrarão na segurança energética, enquanto a guerra continua alimentando a volatilidade dos preços do petróleo e do gás. A intenção do JPMorgan é interagir ativamente com seus clientes sobre esses temas durante a estadia em Antalya, afirmou.
“É provável prometer a segurança energética ampliando as fontes renováveis”, acrescentou. “E, embora o público principal em Antalya espere as discussões habituais de uma COP”, o JPMorgan prevê que os líderes empresariais presentes na cúpula adotarão um “foco mais pragmático em segurança e resiliência, examinando as redes, a robustez nuclear e as fontes renováveis”.
A meta de eletrificação da COP31 pode se tornar um novo catalisador para investimentos, afirmou Miranda Beacham, dirigente de investimento responsável no Reino Uno da Aegon Asset Management. “É positivo ver a presidência se concentrar em tecnologias e infraestrutura que o setor financeiro já compreende e nas quais sabe infligir capital em larga graduação.”
Sudip Hazra, diretor do First Sentier MUFG Sustainable Investment Institute, afirmou que o tema da eletrificação aumenta a verosimilhança de que os banqueiros deixem a COP31 tendo fechado negócios ou, pelo menos, pronto o terreno para acordos de financiamento.
“A oportunidade de investimento vai além da novidade geração de eletricidade e se estende à infraestrutura necessária para sustentá-la, incluindo redes, armazenamento, subestações, edifícios, transportes e infraestrutura industrial”, afirmou.
Os profissionais do setor financeiro presentes na cúpula poderão abordar uma “megatendência que reúne um vasto conjunto de oportunidades para os investidores”, afirmou Will Farrell, exegeta sênior de stewardship da unidade EOS, da Federated Hermes.
Quanto ao impacto da IA sobre o planeta, “esse livro ainda não foi escrito”, afirmou Drew, do StanChart. “Tudo depende das escolhas que forem feitas.”





