De uma história de terror de Ryan Murphy, passando por uma criativa comédia dramática baseada em James Bond, até a mais recente série do universo de Game of Thrones, os críticos da BBC Caryn James (CJ) e Hugh Montgomery (HM) selecionam as melhores séries de TV do ano até o momento.
Os números da lista não representam ordem de classificação. Eles foram incluídos unicamente para separar as séries com maior nitidez.
1. ‘Industry’
Esta série dramática produzida pela HBO e pela BBC já detém uma longa trajetória desde a sua estreia, em 2020.
Ela começou uma vez que um drama rígido e claustrofóbico sobre formandos de Londres que tentam ter sucesso no competitivo mundo bancário. Mas, na sua quarta temporada, seus jovens protagonistas já detêm poder e seu escopo se ampliou, incorporando os mundos da informação, da política e da fidalguia rústico britânica.
Sua novidade cobiça temática é assombroso e transforma a série em uma espécie de drama sobre o Poente, mas extremamente pessimista. E o mais impressionante é a perspicácia do seu roteiro e das interpretações.
Harper e Yasmin são amigas e rivais ao mesmo tempo. Interpretadas por Myha’la e Marisa Abela, elas continuam a ancorar a série com um insensível magnetismo. E Kit Harington nunca esteve melhor uma vez que o político e empresário Sir Henry Muck, fracassado e mentalmente despedaçado.
Já se anunciou que a série terá uma última temporada, o que parece correto. E esperamos que, antes de terminar, ela finalmente receba seus merecidos prêmios. (HM)
“Industry” está disponível no Brasil na HBO Max e no Prime Vídeo.
2. ‘De Belfast ao Paraíso’
Esta reinação de Lisa McGee, criadora da série “Derry Girls” (2018-2022), é uma mistura de comédia e mistério, que também traz uma viagem de coche pela Irlanda e mais além.
Basicamente, esta é outra de suas histórias sobre amizade entre mulheres, não importa o quanto essas amigas sejam diferentes. Acreditamos que as três heroínas, com pouco menos de 40 anos de idade, tenham se mantido próximas por 20 anos, apesar de terem tomado caminhos diversos.
Robyn é uma refinada, mas ansiosa mãe de três filhos. Saoirse é uma roteirista de TV muito sucedida, claramente envolvida com o varão inexacto. E a esquisita Dara é a cuidadora da sua mãe, ainda em luto por um romance dissoluto com a mulher que era seu verdadeiro paixão.
A série é abrangente a ponto de reprofundar nos relacionamentos delas, repletos de tensões e irritações.
Seus episódios, em subida velocidade e repletos de suspense, são cada vez mais bizarros e engraçados. As cenas variam de encontrar o corpo inexacto em um caixão até sequências de espionagem e sequestro, com atrações românticas ao longo do caminho.
A voz única de McGee surge em uma série repleta de diálogos engraçados e perfeitamente encaixados, ao lado de ação e humor paradoxal. (CJ)
“De Belfast ao Paraíso” está disponível no Brasil na Netflix.
3. ‘The Beauty: Lindos de Morrer’
O superprodutor Ryan Murphy, de “Glee” e “American Horror Story”, parece cada vez mais prolífico. Mas ele definitivamente enfrenta problemas com o controle de qualidade. A série jurídica dramática “Tudo É Justo”, criticada por todos no ano pretérito, é um exemplo.
Mas ele, com certeza, tem fortes concorrentes em 2026: “Love Story” mostra o relacionamento tragicamente interrompido entre John F. Kennedy Jr. (1960-1999) e Carolyn Bessette (1966-1999). A série foi um verdadeiro sucesso de público, mas recebeu críticas pela sua falta de rigor factual.
Já a série de terror corporal “The Beauty: Lindos de Morrer” foi um sucesso retumbante.
Baseada em uma história em quadrinhos, ela satiriza a atual era de vaidade com sua história de uma droga maravilhosa que, literalmente, faz as pessoas nascerem de novo uma vez que uma versão fisicamente mais interessante de si próprias —com o repugnante efeito paralelo de que, em qualquer momento, elas podem explodir.
A série compartilha grande secção do DNA do filme “A Substância”, de 2024, e também não é exatamente sutil ao transmitir sua mensagem. Mas esta não é a questão.
“The Beauty: Lindos de Morrer” leva você facilmente pelos seus 10 episódios com seu primor descarado, humor e as audaciosas interpretações de atores uma vez que Evan Peters, Rebecca Hall, Ashton Kutcher e Isabella Rossellini. E termina com poderoso suspense, indicando que a segunda temporada certamente está nos planos. (HM)
“The Beauty: Lindos de Morrer” está disponível no Brasil no Disney+.
4. ‘O Gerente da Noite’
Existem poucas séries com qualidade suficiente para conseguir esperar dez anos entre uma temporada e outra. Mas nascente drama de espionagem é uma eletrizante exceção.
Tom Hiddleston interpreta novamente o personagem Jonathan Pine, agora um agente do MI5, o serviço de perceptibilidade britânico. Ele mantém sua poderoso tensão, mas, de alguma forma, continua sendo infinitamente charmoso.
A primeira temporada esgotou o roteiro do romance homônimo de John le Carré (1931-2020), mas o roteirista David Farr faz um trabalho de primeira ao gerar uma novidade história, envolvendo intrigas policiais e tráfico de armas na Colômbia, além do envolvimento corrupto do próprio MI5.
Diego Careca traz uma versão magnética, digna de um planeta, uma vez que um novo vilão, o tratante de armas Teddy dos Santos.
Cenas quentes mostram a atração entre Teddy e Jonathan. Os cenários variam de casas luxuosas até a selva, e a série traz uma deleitável surpresa sobre o tramontana do personagem de Hugh Laurie, Richard Roper, considerado “o pior varão do mundo”.
Leal às suas origens, “O Gerente da Noite” traz todos os perigos, tensões e glamour das melhores histórias de espionagem. (CJ)
“O Gerente da Noite” está disponível no Brasil no Prime Vídeo.
5. ‘Lord of the Flies’
Depois do megassucesso global do roteirista Jack Thorne, com a minissérie dramática “Puberdade”, de 2025, da Netflix, pode parecer insensato da secção dele trazer outra produção baseada em meninos com comportamento violento.
Mas sua adaptação da renomada parábola de William Golding (1911-1993) sobre um grupo de estudantes isolados em uma ilhéu deserta é vitoriosa. Ambientada na mesma idade do livro, a minissérie, ainda assim, é inovadora.
A inspirada decisão de apresentar cada um dos seus quatro episódios do ponto de vista de um personagem dissemelhante oferece uma qualidade imersiva, que é intensificada pelos seus visuais sensíveis e extremamente saturados. Isso sem falar na trilha sonora dissonante e perturbadora, do compositor da série “The White Lotus”, Cristobal Tapia de Veer.
O resultado é um thriller tenso e uma investigação assustadora sobre o lado sombrio da natureza humana, ao lado de um grupo habilmente formado de impressionantes atores infantis.
Fique principalmente sengo nos próximos anos a David McKenna, que interpreta o infeliz Piggy. (HM)
“Lord of the Flies” tem estreia internacional na Netflix marcada para 4 de maio.
6. ‘O Cavaleiro dos Sete Reinos’
Esta intensa série autônoma conta uma história anterior a “Game of Thrones”, passada no sabido mundo do repórter George R. R. Martin. Mas sua leveza e seu espírito inovador a diferenciam.
Não existem ferozes intrigas palacianas, já que seu herói, imensamente deleitável, é o empobrecido Ser Duncan, papel de Peter Claffey. Ele é de classe baixa, tem pouca estatura e talvez não seja nem mesmo um cavaleiro de verdade, já que ele recebeu o título de forma duvidosa.
Seu inteligente coligado e escudeiro é um personagem ainda mais simpático: um menino irônico sabido uma vez que Egg, personagem do encantador Dexter Sol Ansell.
Existe uma animada ação em estilo medieval com um torneio de justas, mas os personagens são o ponto principal da série.
O ator britânico Daniel Ings está praticamente efervescente uma vez que o entusiasmado e festeiro Ser Lyonel Baratheon. E um personagem importante da história acaba mostrando que tem relações com uma das muitas famílias reais de “Game of Thrones”.
Mas, ainda assim, é um prazer ver a uma série da franquia que não requer conhecimento da genealogia dos personagens para entender o que está acontecendo. (CJ)
“O Cavaleiro dos Sete Reinos” está disponível no Brasil na HBO Max e no Prime Vídeo.
7. ‘The Comeback’
O pseudodocumentário de Lisa Kudrow sobre uma atriz de sitcoms, a obsessiva Valerie Cherish, desesperada para permanecer relevante, tem uma trajetória fascinante.
Inicialmente cancelada em seguida uma única temporada em 2005, ela reuniu seguidores e passou a ser cult, retornando a cada 10 anos para refletir sobre o estado do cinema, da TV e da cultura popular, em estilo mordaz e hilariante.
Esta terceira temporada trata da ameaçadora crise da IA em Hollywood. Cherish é contratada para romper em uma novidade comédia escrita por uma máquina, superando seus escrúpulos com a premência de dar perenidade à sua curso.
Incisiva e satírica, mas com uma fluente de melancolia mais intensa e pungente do que nunca, a série é uma obra de arte sofisticada. Mas o mais importante é que ainda é altamente hilariante.
Observar Valerie Cherish no primeiro incidente, durante os ensaios para uma gravação em Chicago, nos Estados Unidos (uma viradela no roteiro perfeita demais para ser descrita em palavras), é uma experiência da qual pode ser difícil se restabelecer. (HM)
“The Comeback” está disponível no Brasil na HBO Max e no Prime Vídeo.
8. ‘Rooster’
Steve Carell é um rabi da comédia. Ele consegue transformar personagens improváveis em adoráveis heróis da confusão.
E as produções de Bill Lawrence —um dos criadores de “Ted Lasso” (2020-2023), “Falando a Real” e muitas outras séries —são profundas e sinceras, sem se tornarem melosas, nem parecerem falsas. Carell e Lawrence combinaram seus pontos fortes nesta sitcom inteligente, que não tem susto de parecer tola.
Sua premissa é mais do que improvável. O repórter de romances comerciais Greg Russo é contratado para lecionar em uma faculdade que ele visitou por casualidade para observar sua filha, uma professora de História da Arte que enfrenta um divórcio público complicado de um colega.
Mas Carell vai além da premissa engraçada. E, com ele, todo o elenco, que inclui Danielle Deadwyler, Phil Dunster (o Jamie de “Ted Lasso”) e John C. McGinley, que é particularmente engraçado uma vez que o reitor da faculdade —obsequioso, sem-noção e fofoqueiro.
A série traz uma sensação ligeiro e descontraída, o que é mais um ponto positivo. Em um cenário de intensos dramas e sitcoms tensas e sérias, “Rooster” é uma joia. (CJ)
“Rooster” está disponível no Brasil na HBO Max e no Prime Vídeo.
9. ‘A Isca’
Se há alguma coisa boa vindo do infinito e esgotante jogo de especulação que é a procura do próximo James Bond, é esta inspirada série criada e estrelada por Riz Ahmed. O ator britânico-paquistanês indicado ao Oscar interpreta Shah Latif, um planeta em subida que não teve sorte. Quebrado, ele consegue um teste para interpretar 007.
Depois de conseguir deliberadamente ser fotografado pelos repórteres ao transpor do prédio, ele se encontra no meio de um circo midiático, recebendo ataques de todos os lados —desde os que acreditam que Bond deve permanecer sendo um varão branco, até outros muçulmanos, que acham que ele está se vendendo ao interpretar um papel deste tipo.
O mais empolgante é a formalidade da série em fugir das classificações. Ao longo dos seus seis episódios com menos de meia hora cada um, “A Isca” consegue ser uma profunda sátira da própria indústria sobre a difícil questão da “representação”, uma deliciosa comédia familiar e um envolvente psicodrama.
Tudo isso recheado com inspirados toques de surrealismo, uma vez que a forma em que ela integra diversas sequências de ação de James Bond e, principalmente, quando apresenta uma cabeça de porco dublada por Patrick Stewart. (HM)
“A Isca” está disponível no Brasil no Prime Vídeo.
10. ‘The Pitt’
Baseada na intensa e empática versão de Noah Wyle uma vez que o Dr. Robby, esta envolvente série médica encontrou uma fórmula ideal e a transporta perfeitamente para a segunda temporada.
Mostrando em tempo real um único vez de 15 horas em um meio de tratamento de traumas em Pittsburgh, nos Estados Unidos, “The Pitt” tomada (muitas vezes, com detalhes de virar o estômago) as situações de vida ou morte e as histórias pessoais dos médicos, enfermeiras e outros funcionários.
Mesmo os pacientes que estão sendo tratados surgem rapidamente uma vez que personagens vívidos, não uma vez que meros estudos de caso, de convenção com o tom humano da série.
A novidade temporada estreou primeiro no Reino Uno no mês pretérito, mas, mesmo para os novos espectadores, não é spoiler expor que Robby, que chega a suportar de TEPT depois de passar anos tratando pacientes que nem sempre podem ser salvos, está mais no limite do que nunca.
O poderoso elenco inclui Taylor Dearden se destacando uma vez que a superinteligente e neurodivergente Dra. Mel King. A série tem sido considerada um retorno à televisão mais antiga, com episódios fechados, mas seu ponto meão é o retrato atual do estresse da profissão médica. (CJ)
“The Pitt” está disponível no Brasil na HBO Max e no Prime Vídeo.
Levante texto está disponível originalmente cá.
