São Paulo
Nos últimos anos, os escritórios da região da Berrini, na zona sul de São Paulo, vêm sendo ocupados por empresas chinesas que desembarcaram no país, uma vez que as marcas de celulares Huawei e Xiaomi, a multinacional de eletrodomésticos Hisense, a trader de commodities Cofco e as montadoras de automóveis BYD, GWM e GAC.
Para cevar a legião de chineses expatriados que agora trabalha no lugar, casas especializadas em comida chinesa vêm sendo inauguradas na própria avenida Luís Carlos Berrini e nos periferia, criando uma Chinatown paulistana.
Mesa com caldo e ingredientes para hot pot, no restaurante Tian Fu, na região da Berrini, em São Paulo
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Kike Martins da Costa/Folhapress
Esses restaurantes têm cardápios que não se limitam aos já batidos frango xadrez, porco agridoce e tiras de mesocarpo bovina com brotos de bambu —pratos típicos da megacidade de Guangzhou (Cantão), que exportou a culinária chinesa para o mundo.
Os novos estabelecimentos exploram as receitas e os sabores típicos de diferentes províncias, entre elas Sichuan, Gansu, Heilongjiang e Jiangsu, ou ainda focam uma única especialidade, uma vez que macarrão, churrasco chinês e o festivo hot pot.
“Quando abrimos o Lanzhou cá, há oito anos, só recebíamos clientes chineses. Atualmente eu diria que a nossa clientela é dividida meio a meio entre brasileiros e asiáticos”, explica Jiquin Yang, 46, que prefere ser chamada de Rita, a primeira a se instalar na região, junto com seu marido, Yuli. Hoje divulgado uma vez que Renato, ele era cozinheiro do refeitório da Huawei e decidiu penetrar um restaurante inicialmente só para atender os funcionários da empresa, que também foi uma das primeiras companhias chinesas por ali.
De segunda a sexta, centenas de clientes se acomodam nas poucas e longas mesas desse estabelecimento que tem uma vez que especialidade o macarrão feito no lugar. Aos finais de semana, Rita e Renato servem um brunch chinês com delícias uma vez que os pães no vapor recheados com mesocarpo e cogumelos, os ovos cozidos no chá e os pastéis de camarão sequioso com rebento de alho, que fazem a alegria de expatriados e brasileiros com espírito aventureiro.
Conheça, a seguir, nove estabelecimentos desse novo polo gastronômico.
YGF – Malatang
A rede Yang Gou Fu foi criada em 2003 e hoje possui mais de 6.000 lojas espalhadas pelo mundo. Todas funcionam no mesmo esquema: o cliente pega uma bacia de acrílico e passeia por um bufê pescando com uma pinça provisões crus uma vez que verduras, cogumelos, legumes, carnes marinadas, embutidos, dumplings e diversos tipos de macarrão. Depois de escolher, tudo é pesado (cada 100 g custa R$ 10,90) e guiado para a cozinha, onde será cozido num caldo à escolha do freguês: apimentado, atomatado ou agridoce. Minutos depois, uma travessa fumegante chega à mesa com o ensopado pronto para ser devorado. O plano é que zero no bufê tem identificação, e os atendentes não dominam o português.
R. José Otaviano Soares, 88, Brooklin, região sul, tel. 11 91961-9773. @yangguofu_brasil
Restaurante TF
Especializado na culinária de Sichuan, é o maior de todos os restaurantes chineses da região. As paredes do salão são decoradas com suntuosas garrafas de baijiu premium, destilado de sorgo divulgado uma vez que cachaça chinesa. O extenso, variado e confuso cardápio tem ótimas pedidas, uma vez que Mapo Tofu (R$ 58), um ensopado desse queijo de soja que é uma explosão de sabores. É muito picante, por conta da presença da aromática e possante pimenta de Sichuan, conhecida por suscitar uma sensação de dormência e anestesia na língua e nos lábios. E, se você é daqueles que achava vagem um vegetal insosso, mude de opinião ao provar a porção de vagem com paçoca de mesocarpo suína (R$ 68), uma deliciosa e inusitada combinação. Se o seu orçamento permitir, experimente a barbatana de tubarão, que custa R$ 998.
Av. Padre Antônio José dos Santos, 1.679, Cidade Monções, região sul, tel. 95813-8888. @restaurante.tf
Tian Fu
Pertencente aos mesmos donos do Restaurante TF e inaugurada em janeiro, esta moradia é focada no hot pot —especialidade que é uma versão chinesa do shabu-shabu nipónico. Cá as carnes, os legumes, os macarrões e os dumplings são pedidos à la carte e cozidos pelos próprios comensais em uma grande panela com caldo quente e borbulhante posicionada no núcleo da mesa. O caldo pode ser dourado (de penosa e batata), de mesocarpo com tomate, de cogumelos, moderadamente apimentado ou com pimenta (tapume de R$ 70 cada). É provável pedir uma panela meio-a-meio, com duas opções de caldo. Os ingredientes são pedidos separadamente, e o cardápio inclui desde tiras de filé-mignon (R$ 58 a porção) e cogumelos shiitake (R$ 38) até pés de penosa. A repasto é uma celebração comunitária. Todos mergulham seu próximo pedaço com seus kuaizi (termo chinês para escolher os palitinhos que conhecemos pelo nome nipónico de hashi) e cada um controla o decocção até o ponto desejado. Porquê guarnição, peça uma porção de arroz e prove a refrescante salada de algas (R$ 48).
Av. Padre Antônio José dos Santos, 1.642, Cidade Monções, região sul. @hotpot.tf
Lanzhou
É o mais velho restaurante chinês da região e tem uma vez que carro-chefe o macarrão, que é esticado artesanalmente pelo possuinte, que chegou a São Paulo há 18 anos, vindo da cidade de Lanzhou, na província de Gansu. O prato mais pedido da moradia é o macarrão largo (tipo um pappardelle) com alho, cogumelos e fatias de músculo bovino (R$ 58). A porção deixa duas pessoas plenamente satisfeitas e é muito saborosa, mas muito picante. Porquê ingresso, aposte na surpreendente salada de batatas raladas com vinagre e coentro (R$ 30). O cardápio tem ainda o famigerado ovo preto centenário e petiscos raiz uma vez que bucho de carneiro e orelhas de porco fritas.
R. Furnas, 231, Brooklin, região sul, tel. 11 5506-8464. @restaurante_lanzhou_
Xiang Man Yuan
O nome significa “jardim referto de perfumes”, mas nascente é o um restaurante muito simples e o olência preponderante é o de frituras. Mais favorável para um almoço rápido, tem pratos com pegada caseirinha, sendo os carros-chefes as várias opções de chao fan (arroz-frito), típicas da província de Jiangsu, entre Pequim e Shangai. O de camarões, por exemplo, custa R$ 60 e, apesar de farto, é meio sem perdão. Mas fica muito saboroso se for incrementado com umas gotinhas da pimenta da moradia. Outra boa pedida é o macarrão com mesocarpo suína desfiada e molho sedoso. Para ingerir, esqueça as cervejas e refrigerantes e aposte no chá gelado com maracujá ou no de jasmim com leite e pérolas de sagu.
Av. Novidade Independência, 450, Brooklin, região sul
Lu Ye
A moradia é o lar dos fãs de espetinhos ou do shaokao, o churrasco ao estilo Sichuan pronto na hora, em grelhas instaladas no núcleo das mesas, pelos próprios comensais. Temperados com um dry hub à base de alho, pimenta, cominho e outras especiarias, os espetinhos são muito acessíveis —com preços entre R$ 5 e R$ 20, cada. Tem opções para encarar sem susto (com o de asinha de frango, de filé-mignon ou de almôndega suína) e outras só para os mais ousados, entre elas o de pescoço de penosa, o de rim bovino e o de pé de porco. Para vegetarianos, tem de couve-flor, de milho e a instagramável lesma de batata.
Av. Novidade Independência, 176, Brooklin, região sul. @luye779
China Friends
Restaurante comandado por uma família oriunda da cidade de Harbin, no extremo setentrião da China, capital de Heilongjiang, a chamada província do gelo, na mote com o território russo de Vladivostok. O cardápio recheado de lindas fotos lista tentadoras receitas, uma vez que as iscas de lombo suíno empanado e servido com molho avinagrado e o reconfortante frango ensopado com cogumelos. Outro destaque da moradia é o peixe esquilo —que tem sua mesocarpo engenhosamente cortada em tiras e, depois de frito, é banhado em molho agridoce (R$ 128). De {aperitivo}, belisque os amendoins com vinagre e cebolinha.
R. Anésio Pinto Rosa, 42, Itaim Bibi, região sul, WhatsApp (11) 93325-2720. @china_friends_restaurante_
Panda Food House
Inaugurado em janeiro e comandado pela jovem imigrante Lin Lihua, é um misto de lojinha (com uma infinidade de snacks e bebidas chinesas), um moca (com deliciosos matchá lattes e iced coffees servidos com leite de coco) e um restaurante moderninho focado nos lámens. O cardápio tem 12 opções de bowls prontos com preços de R$ 39 a R$ 79. O que mistura caldo de mesocarpo bovina, macarrão de arroz, tiras de coxão tenro e coentro custa R$ 69, incluindo os amendoins e o labaicai (acelga fermentada tipo kimchi) servidos uma vez que ingresso. Para quem quiser preparar a sua própria repasto, é só escolher um dos potes de macarrão momentâneo das prateleiras e finalizá-lo num balcão com máquinas de autoatendimento próprias para nascente termo e temperá-lo com cebolinha, óleo de gergelim, molho de soja e pimenta, oferecidos uma vez que cortesia.
Av. Luis Carlos Berrini, 583, Itaim Bibi, região sul, tel. (11) 98856-0990. @pandafoodhouse_berrini
Asia Box Market
Lojinha de produtos chineses, coreanos e japoneses. Tem potes de lámen momentâneo que podem ser preparados e consumidos ali mesmo e tem também uma infinidade de snacks (em sabores uma vez que feijoeiro, polvo e caracol) e bebidas, uma vez que as mamadeiras de iogurte, as águas saborizadas de lichia, maçã-verde ou romã e os drinques prontos e enlatados, uma vez que a Coca-Cola com uísque Jack Daniels, a Sprite com vodca Absolut e o Spritz com Schweppes.
Pç. General Gentil Falcão, 63, Cidade Monções, região sul, tel. (11) 94525-2079. @asiaboxmarket
