As empresas de apostas esportivas reduziram sua presença no espaço master das camisas dos times da Série A do Campeonato Brasiliano entre 2025 e 2026 e concentraram investimentos em menos clubes, em movimento que estava em curso antes da discussão do governo federalista sobre novas restrições ao setor.
No ano pretérito, 18 das 20 equipes tinham uma bet uma vez que patrocinadora no espaço sublime do uniforme. Na atual temporada, são 13. Outrossim, Santos e Vasco trocaram seus parceiros e, posteriormente, fecharam novos vínculos com empresas do setor, porém com valores inferiores aos antigos contratos.
Em movimento oposto, clubes uma vez que Corinthians e Flamengo ampliaram seus ganhos com as empresas de apostas. A equipe rubro-negra saiu de R$ 125 milhões por ano com a Pixbet para R$ 268,5 milhões ao ano com a Betano. O contrato pode chegar a R$ 280 milhões com variáveis.
Já o clube alvinegro renovou o contrato da Esportes da Sorte em 2026 por R$ 150 milhões fixos, podendo chegar a R$ 200 milhões. O harmonia anterior era de muro de R$ 103 milhões.
O movimento ajuda a colocar em perspectiva o alerta feito nesta quinta-feira (17) por clubes do Rio e São Paulo e também pela Abert (Associação Brasileira das Empresas de Rádio e Televisão). Em manifesto, as entidades defenderam a manutenção da publicidade de empresas autorizadas pelo Ministério da Rancho e afirmaram que, se o mercado regulado terminar, “o futebol acaba”.
“O que o futebol entende que deve ser feito, com o supremo rigor, é combater a ilegalidade, fortalecer a fiscalização e apurar os mecanismos de proteção, sem colocar em risco um mercado que foi regulamentado pelo próprio Estado”, diz trecho do manifesto dos clubes.
O texto, compartilhado também pela FPF (Federação Paulista de Futebol) acrescenta que as entidades reconhecem a premência de colaborar para combater o vício nas apostas e o endividamento das famílias. “O futebol se coloca à disposição do Governo Federalista, do Congresso Vernáculo, das Autoridades Estaduais e Municipais para colaborar em mecanismos mais eficientes de ensino e conscientização.”
O argumento das entidades secção da sujeição financeira. As bets passaram a ocupar espaço mediano no mercado de patrocínio esportivo e ajudaram a gabar o valor pagos aos times.
Mas a própria mudança vista ao longo de 2026 mostra que esse moeda já não está distribuído da mesma maneira entre as 20 equipes. A saída de patrocinadores de Bahia, Internacional, Grêmio e Coritiba reduziu a presença das bets no espaço master dos uniformes, enquanto contratos de clubes de maior exposição continuaram em patamares elevados.
O caso do Santos é outro exemplo da mudança de perfil. A saída da 7K não significou o desarrimo do setor. O clube trocou uma empresa por outra. O novo contrato com a Novibet passou a ter repasse fixo subordinado ao anterior, em uma redução de muro de 30%.
No Grêmio e no Internacional, a ruptura teve outra origem. Os dois clubes encerraram o harmonia com a Princípio Bet depois de atrasos nos pagamentos. A empresa posteriormente acumulou cobranças judiciais.
O cenário atual é, portanto, dissemelhante daquele de 2025. As bets continuam entre os principais anunciantes do futebol brasiliano, mas já não ocupam o mesmo espaço em toda a Série A. A indústria reduziu o número de empresas dispostas a investir, concentrou recursos em marcas maiores e manteve contratos elevados nos clubes de maior exposição.
Os casos indicam que a retração não pode ser explicada exclusivamente pela decisão de clubes ou do governo. A própria indústria passa por um processo de consolidação. A regulação elevou custos, a concorrência aumentou e algumas empresas menores passaram a ser incorporadas por grupos maiores. Em junho, a Folha mostrou que bets endividadas acumulavam muro de R$ 100 milhões em cobranças e que empresas do setor passaram a restringir gastos, inclusive em marketing.
É nesse cenário que surge a discussão política desta semana.
O governo federalista passou a discutir possíveis restrições às apostas diante da preocupação com o impacto da atividade sobre o orçamento das famílias. Houve reuniões entre integrantes do governo sobre o tema, mas nenhuma decisão foi tomada e não há prazo definido para uma medida. O ministro da Rancho, Dario Durigan, disse que as discussões se concentram nos efeitos das apostas sobre os gastos das famílias.
A ANJL (Associação Vernáculo de Jogos e Loterias) estima que eventuais restrições poderiam provocar muro de R$ 9 bilhões em cortes nos investimentos do setor até o termo das licenças, em 2029, considerando publicidade em televisão, influenciadores e patrocínios esportivos.
O manifesto dos clubes se apoia justamente nessa estimativa. As entidades afirmam que a publicidade de empresas autorizadas ajuda a diferenciar o mercado regulado de plataformas clandestinas e argumentam que uma restrição poderia fortalecer operadores ilegais.





