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Bolha de IA é boa, dizem investidores do Vale do
Tecnologia

Bolha de IA é boa, dizem investidores do Vale do Silício – 31/07/2026 – Tec

Michael Burry, o investidor que ficou famoso em “A Grande Aposta”, alertou sobre uma bolha de lucidez sintético. O mesmo fez Dean Baker, economista que identificou a bolha imobiliária nos Estados Unidos antes da crise financeira de 2008. Até Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase, expressou cautela.

Mas no Vale do Silício, algumas pessoas estão menos preocupadas. Na verdade, dizem elas, uma bolha pode ser um pouco bom.

Em privado, investidores de capital de risco, os otimistas que assumem riscos e fornecem moeda para startups, veem a efervescência porquê uma secção necessária da máquina de inovação. A empolgação criada por uma bolha pode impulsionar novas descobertas, segundo essa risco de pensamento.

“Bolhas fazem secção da tecnologia e da inovação”, disse Tomasz Tunguz, investidor da firma de capital de risco Theory Ventures. Esses frenis são importantes para permitir que infraestruturas cruciais sejam construídas, mesmo que levem a alguma “ruína de capital” no caminho, acrescentou.

É um refrão generalidade na capital tecnológica do país. De que outra forma empresas arriscadas e de ponta podem atrair o moeda, o talento e a empolgação de que precisam para erigir o porvir?

“Se você dependesse de uma forma puramente orgânica e racional de financiar grandes mudanças de plataformas tecnológicas, elas provavelmente nunca aconteceriam”, disse Samir Kumar, investidor da Touring Capital, uma firma de capital de risco. Uma vez superada a exuberância excessiva, acrescentou, “há benefícios de longo prazo”.

Esse pensamento contraintuitivo contrasta com as crescentes preocupações sobre uma potencial mania de IA, com negociações que parecem nunca parar. Só nesta semana, OpenAI e Nvidia estavam perto de fechar um elaborado pacto de US$ 500 bilhões para um data center em Ohio. Amazon, Google, Meta e Microsoft disseram ter gasto um totalidade combinado de US$ 170 bilhões em despesas de capital no segundo trimestre, um aumento de 72% em relação ao ano pretérito.

O financiamento de capital de risco no primeiro semestre do ano também atingiu US$ 413 bilhões, mais do que todo o ano de 2025, segundo a PitchBook, que monitora investimentos privados. Empresas jovens que não lançaram um resultado ou ganharam um dólar de receita estão alcançando avaliações que soam absurdas, em um caso chegando a US$ 32 bilhões. E há tanto moeda circulando no Vale do Silício que a vizinha São Francisco enfrenta escassez de mansões.

A filosofia de que a bolha é boa revela o quanto a indústria de tecnologia ainda está acelerando a fundo, quatro anos depois o início do boom de lucidez sintético. Muitos investidores disseram que o comportamento de financiamento era justificado porque as empresas estavam usando a tecnologia para atingir níveis de incremento inimagináveis.

A OpenAI, avaliada em US$ 730 bilhões, está gerando US$ 2 bilhões em receita por mês. A Anthropic, avaliada em US$ 900 bilhões, está produzindo quase US$ 4 bilhões por mês. Google e Meta se gabaram de ter quase um bilhão de pessoas usando seus modelos de IA. A demanda por IA, disseram os investidores, parece ser ilimitada.

“Os VCs só realmente ganham moeda quando há grandes mudanças tecnológicas para investir”, disse Pratyush Buddiga, investidor da Susa Ventures.

(O New York Times processou a OpenAI e a Microsoft, alegando violação de direitos autorais de teor jornalístico relacionado a sistemas de IA. As duas empresas negaram essas alegações.)

William Quinn, professor associado da Queen’s University Belfast e coautor de “Boom and Bust: A Global History of Financial Bubbles”, disse que bolhas passadas, e o moeda fácil que veio com elas, tiveram elementos positivos óbvios: impulsionaram a inovação e o incremento econômico de longo prazo.

“No Vale do Silício, há coisas em que todos parecem confiar que parecem loucura para o resto do mundo, e em muitas dessas coisas, parece que o Vale do Silício estava evidente e o resto do mundo estava falso”, disse ele.

Bolhas também tendem a persistir muito mais do que as pessoas pensam, disse Quinn. Pessimistas que veem comportamento irracional e ficam de fora podem perder anos de ganhos antes de qualquer correção ou colapso. Quando a queda acontece, ninguém mais está ouvindo seus alertas sobre bolhas.

“Sempre há a piada de que eles previram dez dos últimos três colapsos”, disse ele.

A LIÇÃO DA BOLHA DAS PONTOCOM

Veteranos da indústria de tecnologia ainda carregam cicatrizes do colapso das pontocom em 2000 e suas dolorosas consequências. Por vários anos depois, foi quase impossível para startups levantar moeda.

O punhado de empresas que conseguiu cruzar para o outro lado —Amazon, PayPal, eBay— se tornaram gigantes. E com o tempo, a rede de fibrilha óptica que investidores exuberantes construíram em excesso naquele boom ajudou mais pessoas a ficarem online, alimentando o incremento de novas empresas de tecnologia porquê o Facebook.

Investidores que testemunharam o colapso das pontocom permaneceram cautelosos com a possibilidade de a história se repetir. No início dos anos 2010, alertaram sobre uma bolha entre aplicativos móveis sem receita. Depois vieram os temores sobre startups “unicórnio” avaliadas em US$ 1 bilhão ou mais, seguidos por projetos de criptomoedas sem sentido e, eventualmente, as manias de investimento sobrepostas de 2021.

Mas nenhum desses momentos levou a um grande colapso.

Os investidores reconhecem que muitos fatores podem desencadear um colapso: conflitos geopolíticos, ameaças competitivas de modelos de IA de código lhano mais baratos, reações sociais contra data centers ou mais problemas de segurança porquê a invasão não autorizada da OpenAI a uma empresa parceira. Até mesmo a desengano com o tempo que os investimentos levam para dar retorno pode esvaziar o mercado.

“Você não quer permanecer delirante”, disse Kumar.

Darian Shirazi, investidor da firma de capital de risco Gradient Ventures, disse que sua profissão se tornou mais estressante porque a estratégia típica de assestar um negócio de grande sucesso para gerar lucros se tornou muito mais extrema. Firmas de capital de risco antes esperavam que alguns de seus investimentos fossem vendidos por US$ 1 bilhão ou US$ 2 bilhões. No boom de IA, esse resultado potencial aumentou para US$ 50 bilhões.

“Seu vencedor pode ser absurdamente desproporcional”, disse ele. “Se funcionar, funciona muito melhor do que qualquer coisa que já vimos na história do capital de risco.”

Folha

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