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Brasil 2 x 1 Japão: técnicos analisam vitória na Copa
Esporte

Brasil 2 x 1 Japão: técnicos analisam vitória na Copa 2026 – 29/06/2026 – Esporte

O Brasil precisou de uma viradela para vencer o Japão por 2 a 1, nesta segunda-feira (29), no estádio de Houston, e proceder às oitavas de final da Despensa do Mundo.

Para dois brasileiros que acompanharam de perto a evolução do futebol nipónico nas últimas décadas, o resultado refletiu menos a diferença técnica entre as seleções do que a maneira porquê a equipe asiática encarou a partida.

“O Japão respeitou demais o Brasil. E que bom que fez isso. Eles tinham exigência de fazer um pouco mais”, afirmou Zé Ricardo, que comandou o Shimizu S-Pulse em 2022 e 2023, à Folha.

Luis Flávio Buongermino conhece um Japão muito dissemelhante daquele encontrado por Zé Ricardo.

Preparador físico da seleção japonesa que conquistou a primeira classificação do país para uma Despensa do Mundo, em 1998, ele também trabalhou com Hajime Moriyasu quando o atual treinador nipónico ainda era volante.

“A filosofia do Moriyasu é: se não puder lucrar, empata. Eles procuraram jogar por uma esfera. Nos outros jogos não foi assim. Tocaram mais a esfera, jogaram com mais crédito. Mas eu tinha plena crédito de que o Brasil ia passar”, disse.

Para ambos, a geração da J-League, em 1992, mudou definitivamente o futebol do país. A intervalo para o Brasil diminuiu, mas não desapareceu.

“Há mais de duas décadas o futebol nipónico vem evoluindo bastante. Existe um planejamento muito bacana, feito em 1992, quando foi criada a J-League. É um projecto de desenvolvimento que tem muitas etapas e vai até 2050. O Japão não está crescendo à toa. Depois que passou a disputar Despensa do Mundo, nunca mais ficou fora. A diferença entre Brasil e Japão nunca foi tão pequena”, analisou Zé Ricardo.

Buongermino acompanhou secção dessa transformação dentro da seleção japonesa. Para ele, a principal mudança aconteceu na formação dos atletas.

“Antigamente, era muito difícil um jogador nipónico trespassar para atuar na Europa. Hoje eles ganharam experiência. Houve também uma mudança muito grande na preparação física. Eles passaram a entender que um melhor preparo físico traz um melhor desempenho técnico”, comentou.

Mesmo assim, Zé Ricardo disse que nunca acreditou em uma eliminação brasileira.

“Vejo o Brasil num desenvolvimento muito permitido nesta Despensa do Mundo, apesar de todo o ciclo conturbado que nós tivemos. Eles ainda respeitam muito a nossa camisa, a nossa história. A vitória foi muito merecida.”

Buongermino afirmou que a partida teve um roteiro que ele já imaginava.

“O Japão começou com uma risco de cinco e, muitas vezes, fez duas linhas de cinco. Dificultou a ingresso do Brasil. O Brasil teve mais posse de esfera, mas pouca objetividade porque eles não deixavam fabricar. Estavam jogando por uma esfera, esperando um erro do Brasil.”

Brasil equilibrado

A atuação brasileira agradou mormente a Zé Ricardo. Para ele, foi a melhor da equipe de Carlo Ancelotti desde o início da Despensa.

“Conceitualmente, acho que foi o melhor jogo do Brasil. Entendi e aprovei as poucas trocas que o Ancelotti fez. Casemiro é um faceta de estabilidade, principalmente na distribuição do jogo. O brasílico tem essa propriedade de procurar herói ou bandido. Mas o Brasil ficou equilibrado o jogo todo.”

O treinador resume esse tipo de partida em uma frase que costuma usar com seus jogadores.

“Jogos porquê esse precisam dos três ‘P’: paciência, posse de esfera e bom passe. O Brasil teve isso. Equilibrou muito muito os seus momentos, sofreu muito pouco em contra-ataque. Merecia ter feito o gol antes”, analisa.

Nem a decisão de Carlo Ancelotti de deixar Neymar no banco o incomodou.

“Isso mostra todo o estabilidade e o planejamento que a percentagem técnica teve. Certamente, se fosse para a prorrogação, ele entraria. Naquele momento, era importante manter o estabilidade e a posse de esfera.”

Buongermino, mas, fez uma salvaguarda sobre o funcionamento do ataque brasílico.

“O juntura entre meio de campo e ataque pode ser mais rápido. Os jogadores da frente precisam se movimentar mais para dar opção. O Vinicius [Junior] tinha sempre um na sobra. O Rayan, no primeiro tempo, jogou muitas bolas para trás. No segundo, melhorou.”

A próxima partida da seleção será no domingo (5), às 17h. O rival sai do duelo entre Costa do Marfim e Noruega, nesta terça-feira (30).

Zé Ricardo prefere enfrentar a Costa do Marfim.

“Tem muito a ver com juntura. A Noruega tem jogadores interessantíssimos, porquê Odegaard, Sorloth e Haaland. É um time muito possante fisicamente e com uma esfera paragem muito possante. Acho que seria um confronto mais complicado para o Brasil.”

Buongermino, por outro lado, acredita que a única seleção que pode desafiar o Brasil é a vizinha Argentina, atual vencedor mundial e liderada por Lionel Messi.

“O único time que pode fazer frente ao Brasil é a Argentina. O Ancelotti é tranquilo, sabe o que faz. Eu acredito que nós vamos chegar [ao título].”

Folha

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