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Brasil continua fora do Mapa da Fome, aponta relatório da
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Brasil continua fora do Mapa da Fome, aponta relatório da ONU

O Brasil permanece fora do Planta da Lazeira, segundo o relatório O Estado da Segurança Cevar e Nutricional no Mundo 2026 (na {sigla} em inglês, SOFI). De pacto com o planta interativo criado pela Organização das Nações Unidas para a Alimento e a Lavra (FAO-ONU), no triênio 2023-2025, o país manteve a proporção de população subnutrida inferior do limite de 2,5%. Esse é percentual supremo adotado pela FAO porquê parâmetro mundial para considerar que um país está fora do Planta da Lazeira.

Em 2025, pela segunda vez, o país conseguiu transpor do Planta da Lazeira (com base nos dados do triênio 2022-2024 do relatório SOFI). A primeira vez foi em 2013.

Porém, indicadores do planta mostravam que 3,5% da população brasileira estava em situação de lazeira no período de 2020 a 2022.

Os dados do SOFI 2026 foram divulgados nessa terça-feira (21), na sede da FAO, em Roma, durante a 30ª Sessão do Comitê de Lavra da organização.

Em oração na sessão, a ministra do Desenvolvimento Agrário e Lavra Familiar (MDA), Fernanda Machiaveli, comentou o resultado brasílio. “Esses resultados nos lembram que a lazeira não é inevitável. Quando os governos priorizam o combate à lazeira, à pobreza e à desigualdade, é verosímil depreender avanços concretos”, disse.
 


21 July 2026. Rome, Italy. Fernanda Machiaveli Morão De Oliveira, Minister for Agrarian Development and Family Agriculture, Federative Republic of Brazil,, speaks during the launch of The State of Food Security and Nutrition in the World (SOFI) 2026. FAO headquarters, (Red room).
Foto: ©️FAO/Giuseppe Carotenuto.
21 July 2026. Rome, Italy. Fernanda Machiaveli Morão De Oliveira, Minister for Agrarian Development and Family Agriculture, Federative Republic of Brazil,, speaks during the launch of The State of Food Security and Nutrition in the World (SOFI) 2026. FAO headquarters, (Red room).
Foto: ©️FAO/Giuseppe Carotenuto.

 A ministra do Desenvolvimento Agrário e Lavra Familiar (MDA), Fernanda Machiaveli, discursa durante o lançamento do relatório O Estado da Segurança Cevar e Nutricional no Mundo, na sede da FAO, em Roma – Foto: FAO/Giuseppe Carotenuto

O fundador do Instituto Lazeira Zero (IFZ) e ex-diretor-geral da FAO (de 2012 a 2019), José Graziano da Silva, comemorou o roupa de o país ter avançado na redução da subnutrição e de continuar fora deste quadro. “O relatório da FAO traz muito boas notícias para o Brasil. Pelo indicador utilizado, de prevalência da subnutrição, nós temos menos de 2,5% da população [passando fome]”, disse em entrevista à Escritório Brasil.

Há mais de 50 anos, o índice solene usado pela FAO para monitorar a lazeira no mundo se baseia no indicador de Prevalência de Subnutrição (PoU, na {sigla} em inglês). O PoU apresenta uma estimativa da população de um país que, dada a distribuição da renda e a quantidade de vitualhas disponíveis, não teria entrada ao totalidade suficiente de calorias diárias para uma vida saudável.

Relatório SOFI-2026

O relatório foi elaborado por cinco instituições: a própria FAO, o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Programa Mundial de Provisões (PMA) e o Fundo das Nações Unidas para a Puerícia (Unicef).

Fundamentado no relatório global, o diretor do Instituto Lazeira Zero estima que o Brasil tem, atualmente, números melhores na superação da lazeira. “Quando olhamos os outros dados do relatório, dá para manifestar que o Brasil tem menos de 1% de subnutrição hoje. Provavelmente, um pouco em torno de 0,6%, 0,7%”, calculou José Graziano.

Instabilidade cevar severa

O relatório mundial também apontou que o percentual de instabilidade cevar severa no Brasil segue uma trajetória de queda registrada pela organização. Segundo os dados, 0,6% da população ou 1,2 milhão de pessoas no país estão nesta requisito, o menor patamar da série histórica.

O representante do Instituto Lazeira Zero destaca que, apesar dos avanços, o Brasil precisa agir para tirar leste público da vulnerabilidade causada pela falta de vitualhas. “Mais de 1 milhão de pessoas ainda têm uma instabilidade cevar severa no Brasil, segundo os próprios dados do relatório. É muita gente”, alertou José Graziano.

Na Graduação de Experiência de Instabilidade Cevar (FIES, na {sigla} em inglês), aqueles que enfrentam a instabilidade cevar severa provavelmente, ficaram sem vitualhas, passaram lazeira e, na situação mais extrema, ficaram um dia inteiro (ou mais) sem consumir, colocando assim a sua saúde e bem-estar em grave risco.
 


Brasília – DF – 22/07/2026  José Graziano da Silva, diretor-Geral do Instituto Fome Zero (IFZ), organização dedicada ao desenvolvimento rural, segurança alimentar e erradicação da fome. Foto Arquivo pessoal
Brasília – DF – 22/07/2026  José Graziano da Silva, diretor-Geral do Instituto Fome Zero (IFZ), organização dedicada ao desenvolvimento rural, segurança alimentar e erradicação da fome. Foto Arquivo pessoal

José Graziano da Silva, fundador do Instituto Lazeira Zero e ex-diretor-geral da FAO – Foto: Registro pessoal

Instabilidade cevar moderada ou grave

Quando considerada a prevalência da instabilidade cevar moderada ou grave na população totalidade do Brasil, o registro é de 9,6% (2023-2025), muro de 20,3 milhões de pessoas. Nos três triênios anteriores, a prevalência foi de 22,1% da população brasileira (2020-2022); 18,4% (2021-2023); e 13,3% (2022-2024).

“Segundo o relatório, nós conseguimos também reduzir substancialmente o número de pessoas com instabilidade cevar moderada e grave”, frisou Graziano.

A titular do MDA destacou os avanços nacionais que permitiram que milhões de brasileiros passassem a consumir melhor. Para ela, o combate à lazeira exige uma abordagem conjunta que associa o aumento da renda da população; o fortalecimento da segurança cevar, com a ampliação da oferta e do entrada a vitualhas saudáveis; além da substituição de vitualhas ultraprocessados por produtos frescos e diversificados e saudáveis.

“Essa abordagem integrada reconhece que o entrada à alimento saudável depende não exclusivamente da disponibilidade de vitualhas, mas também da capacidade das pessoas de adquiri-los, dos incentivos oferecidos aos produtores e da forma porquê os sistemas alimentares são organizados”, reforçou Fernanda Machiaveli.

A Graduação de Experiência de Instabilidade Cevar (FIES) define que as pessoas que vivenciam a instabilidade cevar moderada enfrentam incertezas quanto a sua capacidade de obter vitualhas e reduziram, por vezes durante o ano, a qualidade e/ou a quantidade dos vitualhas que consomem devido à falta de moeda ou outros recursos.

Dispêndio da alimento saudável

A proporção de pessoas que não podem remunerar por uma alimento saudável também apresentou queda no Brasil, ficando em 21,1% da população, em 2025, o que equivale a 44,8 milhões de pessoas.

Considerando a série histórica do relatório (entre 2017 e 2025), a maior proporção da população que não tinha condições de arcar com uma alimento saudável foi registrada em 2021: 31,1% (65,3 milhões de pessoas). Os números revelam que 20,5 milhões de pessoas passaram a ter condições de condições de bancar uma dieta saudável.

“O Brasil melhora as condições de entrada da população a uma dieta saudável. Isso é muito importante num país que está aumentando de maneira assustadora a obesidade, principalmente entre crianças e adolescentes”, destacou Graziano.

O estudo demonstra que o dispêndio da dieta saudável no Brasil foi de US$ PPC 4,89 (dólares em Paridade do Poder de Compra) por pessoa ao dia, em 2025. Dispêndio mais cocuruto que o registrado em 2024: US$ PPC 4,69 por pessoa ao dia.

A média brasileira de 2025 ficou inferior do mesmo dispêndio da América do Sul (US$ 4,94) e da América Latina e Caribe (US$ 4,91).

Para calcular leste número, a FAO-ONU adota a Paridade do Poder de Compra (PPC) – em inglês, purchasing power parity (PPP). Esta metodologia converte as moedas locais para o dólar ajustando as diferenças de dispêndio de vida e ainda considera variáveis porquê tamanho da população, perfil de renda e dispêndio médio de uma cesta de vitualhas saudável. Desta forma, a unidade de medida usada consegue confrontar o poder aquisitivo entre países.

A ministra brasileira enfatizou que a instabilidade dos preços dos vitualhas continua sendo uma das maiores ameaças ao entrada à alimento saudável, principalmente para as populações mais vulneráveis.

Ela citou mecanismos para estabilizar os mercados e prometer o entrada a vitualhas essenciais porquê forma de proteger tanto produtores quanto consumidores, porquê investimentos em armazenagem e estoques públicos de vitualhas. “A disponibilização de estoques [de alimentos não perecíveis] em períodos de interrupção da oferta ou de inflação excessiva dos vitualhas contribui para estabilizar os mercados e manter os vitualhas básicos acessíveis, principalmente para a população mais vulnerável.”

Ritmo dos avanços

O relatório destaca globalmente que os avanços na nutrição de mães e crianças são lentos e marginais, o que prenúncio o cumprimento das metas internacionais estipuladas para 2030.

Enquanto a média dos países analisados é que 30,8% das crianças entre 6 e 23 meses no mundo consumiam uma alimento minimamente diversificada, em 2024, especificamente no Brasil, o percentual de crianças nessa mesma tira etária que atingem a heterogeneidade cevar mínima chegou a 63,3% ou 2,4 milhões de crianças.

Os principais indicadores de alerta do relatório relativos ao Brasil, com base nos dados mais recentes, são:

  • 8,7% dos bebês (200 milénio) ainda registraram ordinário peso ao nascer, em 2020;
  • lactação materno individual: menos da metade (45,8%) dos lactentes, muro de 600 milénio bebês de até 5 meses se alimentavam desta forma, em 2024;
  • fome infantil grave: 3,4% das crianças menores de 5 anos tiveram emagrecimento acentuado em 2024, muro de 500 milénio crianças;
  • 8,9% das crianças de até 5 anos (1,2 milhão) ainda sofriam de detença no propagação, em 2024;
  • excesso de peso em crianças: 10,9% (1,4 milhão) do público com menos de 5 anos estavam supra do peso saudável, em 2024;
  • obesidade adulta: 30,1% da população maior de 18 anos, ou 48,7 milhões de pessoas, estavam supra do peso, em 2024;
  • anemia em mulheres: o relatório diz que o quadro de anemia entre mulheres em idade fértil (15 a 49 anos) está piorando globalmente. No Brasil, a prevalência de anemia em mulheres foi de 21,3%, em 2023, ou 11,9 milhões de mulheres desta tira etária.

Lazeira mundial

Na avaliação da lazeira global em 2025, o relatório da FAO retrata também que proporção da população mundial em situação de lazeira diminuiu pelo terceiro ano sucessivo.

O relatório estima que muro de 645 milhões de pessoas sofreram com lazeira em 2025, representando uma redução de quase 14 milhões, em verificação com 2024, e de 43 milhões, em relação a 2022.

A edição de 2026 da estudo global calcula que 8,6% da população mundial sofreu de lazeira em 2022. Percentual que caiu para 8,1%, em 2024, e 7,8%, em 2025.

Apesar da redução contínua nos níveis da lazeira, a recuperação é desigual entre os continentes. Enquanto a Ásia, a América Latina e o Caribe apresentam melhorias graduais nos últimos três anos, a África é, atualmente, o continente com o maior número inteiro de pessoas famintas, em um contexto de rápido propagação populacional, diz a FAO.

São muro de 309 milhões de pessoas famintas na África, o que corresponde à proporção de 20,0% da população regional que passa lazeira. Em 2024, esse índice foi ligeiramente maior: 20,3% da população.

Fonte EBC

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