Único a disputar todos os Mundiais, o Brasil participa de sua 23ª Despensa do Mundo neste ano. O montão da Folha conta a história da seleção brasileira no torneio desde 1954, com fotos que marcaram seis décadas de conquistas e decepções do futebol pátrio.
Confira aquém uma secção desse montão.
Nasce a Canarinho
O Maracanazo marcou o Brasil além do futebol. Para superar 1950, a CBD (Confederação Brasileira de Desportos) aposentou a camisa branca e estreou a amarela (canarinho) na Despensa da Suíça, em 1954. Didi e Djalma Santos brilharam.
A primeira vez a gente não esquece
Não há consenso se o melhor Brasil é o de 1958 ou 1970, mas em ambos Pelé brilhou. Na Despensa da Suécia, o Brasil encantou com goleadas na semi e na final.
A hora e vez de Garrincha
Assim uma vez que Maradona foi decisivo para a Argentina em 1986, Garrincha foi o nome do bicampeonato brasílico no Chile em 1962. Pelé se lesionou, e o “criancinha de pernas tortas” garantiu o título.
Time para inglês ver
A Despensa de 1966 foi marcada pelo caos: Feola convocou 44 jogadores. Sem Pelé inteiro —caçado em campo— e com Garrincha prejudicado pelo futebol-força, o Brasil caiu. A dupla, invicta quando junta, só venceu a Bulgária.
A taça do mundo é nossa
A ditadura capitalizou o tri ao som de “Pra frente, Brasil” para encobrir repressão e increpação, embalando lemas uma vez que “Ame-o ou deixe-o”. O Brasil ganhou a Jules Rimet em definitivo —taça que anos depois seria roubada e derretida no Rio.
Sem milagre
Em 1974, Zagallo dissera: “A Holanda é muito tico-tico no fubá”. Nos campos sua seleção sucumbiu ao futebol totalidade da Laranja Mecânica. Mostrou-se espelho do país do “milagre econômico” em declínio.
Anos de chumbo
Na Argentina, em 1978, os hermanos eliminaram o Brasil e avançaram depois uma goleada suspeita de 6 a 0 sobre o Peru. O Brasil saiu invicto e “vencedor moral”. Um lance bizarro marcou a Despensa. Aos 45 do 2º tempo, na estreia contra a Suécia, Nelinho cobrou escanteio e Zico anotou de cabeça. O perito Clive Thomas anulou o gol alegando ter apitado o término com a globo ainda no ar.
Dez de frustrações
Ao contrário de 1994 e 2002, o Brasil de 1982 embarcou para a Espanha uma vez que predilecto. Precisava de um empate contra a Itália, mas o “hat-trick” de Paolo Rossi enterrou o sonho do tetra —e a tristeza nas ruas logo cedeu lugar ao sonho das Diretas.
Novidade chance, novidade desilusão
No Brasil da hiperinflação Sarney, o sonho do Tetra voltou com Telê, mas a seleção caiu antes das semifinais. A geração de 1982 e 1986 ficou marcada pelo futebol bonito —e pela falta de títulos.
Era Maradona
Com esquema inédito de três zagueiros, o Brasil de Lazaroni foi à Itália com Careca, Müller, Bebeto, Romário e Renato Gaúcho. O tetra acabou num lance de Maradona, que lançou Caniggia na rostro de Taffarel.
Volta ao topo
Desconceituado, o Brasil de Parreira foi aos EUA com futebol pragmático e defensivo. Romário decidiu na originalidade, e o tetra veio. O grupo contava ainda com o jovem Ronaldo, que viria a ser o maior nome do futebol brasílico na dez seguinte.
Vice e teoria da conspiração na França
Na França, em 1998, o Brasil de Zagallo chegou predilecto à final, mas Zidane liderou uma goleada francesa. A roteiro foi agravada pelo colapso misterioso de Ronaldo horas antes —incidente que até hoje alimenta teorias conspiratórias.
A última dança
A roteiro em Paris abalou o futebol pátrio. Assim uma vez que em 1994, o Brasil foi ao Mundial desconceituado, mas Felipão conduziu Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho, Cafu e Roberto Carlos ao pentacampeonato —o último título brasílico.
Desperdício
Para muitos, 2006 foi o maior desperdício: além dos campeões de 2002, o Brasil tinha Kaká, Adriano e Juninho Pernambucano. O quadrilátero mágico de Parreira nunca funcionou, e a fileira pelo hexa começou.
Em procura do tempo perdido
Posteriormente o caos de 2006, Dunga trouxe disciplina. Mas nas quartas contra a Holanda —numa das melhores partidas do Brasil no torneio— o cartão vermelho de Felipe Melo ajudou a fechar o sonho do hexa na África.
O eterno 7 a 1
O 7 a 1 no Mineirão criou um novo traumatismo no futebol brasileira depois o Maracanazo. A humilhação de 2014 ficou marcada na história do futebol.
Tite comandou o Brasil na Rússia e no Qatar com Neymar uma vez que protagonista, mas o futebol insosso rendeu somente quartas de final. A Bélgica de De Bruyne e a Croácia de Modric foram os algozes.





