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Brasil encara Escócia, mas rival oculto em Miami é Messi
Esporte

Brasil encara Escócia, mas rival oculto em Miami é Messi – 23/06/2026 – Esporte

A presença de Lionel Messi é visível em praticamente todos os cantos de Miami. Em lojas esportivas ou de departamentos, as camisas da Argentina e do Inter Miami com o nome do jogador dividem espaço nas vitrines, com mais evidência do que qualquer outra seleção que disputa a Despensa do Mundo.

Nas ruas, murais e intervenções artísticas transformaram o rosto do prateado em segmento da paisagem da cidade. Em outdoors e campanhas publicitárias, seu rosto é quase onipresente, assim uma vez que também não é incomum encontrar torcedores com camisas do 10 nas ruas e em pontos turísticos.

Miami, que nesta quarta-feira (24) será palco do duelo entre Brasil e Escócia pela última rodada da temporada de grupos da Despensa, vive um cenário curioso, em que o planeta prateado está mais presente na cena urbana do que qualquer desportista brasílio ou escocês.

O efeito Messi se mistura ao dia a dia da cidade e ajuda a mudar a forma uma vez que o futebol aparece no espaço público. Ao mesmo tempo, Miami segue sendo uma das principais portas de ingresso de brasileiros nos Estados Unidos, um contraste que, nas ruas, não aparece com a mesma nitidez dos números.

Segundo informações fornecidas pelo Itamaraty a pedido da reportagem, muro de 590 milénio brasileiros vivem na Flórida, com concentração principal no sul do estado, mormente na região metropolitana de Miami, onde estão entre 300 milénio e 400 milénio residentes. A presença se espalha ainda por condados uma vez que Broward e Palm Beach, além da região de Orlando, que concentra muro de 200 milénio brasileiros.

Mesmo com diferenças entre levantamentos locais e estimativas oficiais, o consulado afirmou que seus números refletem melhor a veras ao cruzar registros consulares e a demanda de atendimento da comunidade brasileira no exterior.

Segundo o consulado, o perfil desse brasílio também mudou nos últimos anos. Embora o turismo siga relevante, cresce a participação de empresários, executivos, estudantes e profissionais qualificados que utilizam o sul da Flórida uma vez que plataforma de negócios e internacionalização.

Esse peso também aparece nos dados da SelectFlorida, organização solene de transacção internacional e atração de investimentos do estado da Flórida. O Brasil é hoje o principal parceiro mercantil da Flórida, com um intercâmbio de US$ 27,5 bilhões (R$ 143 bilhões) em 2025. No turismo, mais de 1,3 milhão de brasileiros visitaram o estado no mesmo período, mantendo o país entre os principais emissores internacionais para a região.

A Argentina também aparece entre os principais mercados sul-americanos, mas em patamar subordinado ao brasílio em volume totalidade de visitantes. Ainda assim, é um dos países que mais crescem em presença simbólica no sul da Flórida, impulsionado pela centralidade de Messi no imaginário esportivo da cidade.

A reportagem solicitou dados ao Ministério das Relações Exteriores da Argentina sobre o eventual aumento do fluxo de argentinos para os EUA impulsionado por esse movimento, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.

Ainda assim, na leitura de quem acompanha de perto a transformação da cidade, não são somente os números que explicam o momento. “O que mudou é a graduação de atenção internacional. Miami deixou de ser só uma cidade com conexão global. Ela virou um palco global”, diz Suzanne Amaducci, presidente da superfície de recta imobiliário da Bilzin Sumberg e assessora jurídica externa do Comitê Organizador da Despensa do Mundo em Miami.

“Miami sempre foi uma cidade internacional, com conexões fortes com a América Latina e a Europa. Mas agora todos os olhos estão voltados para cá”, afirmou. Para ela, o esporte acelerou um processo que já estava em curso: “O esporte em universal elevou a cidade. Miami virou sorte global de tudo, F1, futebol, basquete universitário, grandes eventos. O Mundial só amplifica isso”.

Mas o impacto de Messi em Miami não aparece somente na paisagem urbana ou no oração institucional. Ele também se mede nas arquibancadas.

Dados da MLS (Major League Soccer) mostram que o Inter Miami vem registrando prolongamento metódico de público desde a chegada do prateado. A média em jogos em morada passou de muro de 12,6 milénio torcedores em 2022 para mais de 26,5 milénio em 2026, praticamente o duplo em quatro anos.

Fora de morada, o efeito se repete. Partidas do Inter Miami passaram a ter estádios lotados em diferentes cidades dos Estados Unidos, com públicos que ultrapassam 70 milénio pessoas contra equipes uma vez que Atlanta United, Chicago Fire e DC United —números que, em alguns casos, superam a capacidade média de arenas da NFL.

Esse movimento ajuda a explicar o que o The Wall Street Journal descreveu uma vez que um “motor econômico” acionado pela chegada de Messi a Miami. Segundo reportagem do jornal, o impacto do jogador vai além do esporte e já se reflete no mercado imobiliário, no turismo e na valorização de empreendimentos ligados ao novo estádio do clube, estimado em muro de US$ 1 bilhão (R$ 5,2 bilhões).

O WSJ também destaca que o Inter Miami se tornou a franquia mais valiosa da MLS posteriormente a chegada do prateado, com prolongamento rápido de receita, valorização de mercado e atração de público internacional, sobretudo de argentinos, que transformou Miami em um cenário de uma disputa simbólica entre brasileiros e argentinos para saber quem é mais evidente.

Folha

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