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Brasil perde até para Curaçao no anúncio dos convocados
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Brasil perde até para Curaçao no anúncio dos convocados – 26/05/2026 – Esporte

Com pouco mais de 150 milénio habitantes, Curaçao estará pela primeira vez em uma Despensa do Mundo. Não fosse a decisão da Fifa de aumentar de 32 para 48 o número de participantes do Mundial, muito provavelmente a seleção caribenha não teria se classificado.

Com uma população mais de milénio vezes maior que a de Curaçao, o Brasil é o único país cuja seleção masculina esteve em todas as 22 edições do Mundial. Já fomos campeões cinco vezes, e a ilhota de influência holandesa terá um dia glorioso se conseguir lucrar uma das suas partidas da primeira período.

Curaçao, porém, goleou o Brasil na maneira uma vez que apresentou os seus convocados para a competição. Ao longo de mais de uma hora, o espetáculo montado pela CBF teve uma apresentação de teatro constrangedora e discursos anódinos, quando não de um ufanismo irritante.

Salvaram-se unicamente as homenagens a Pelé, que morreu em 2022, e Zagallo, dois anos depois.

O país do Caribe resolveu muito em um vídeo de menos de dois minutos. Um dos mais populares cantores das ilhas da região, Jeon aparece durante uma gravação quando um garoto bate na porta do estúdio. O menino leva um envelope, com os nomes dos escolhidos pelo técnico Dick Advocaat. Jeon volta a trovar, mas agora a melodia é acompanhada pelos nomes dos jogadores, um a um.

O recurso resulta simples e envolvente.

Embora a solução encontrada por Curaçao seja uma boa surpresa, o vídeo dos caribenhos não está no topo do ranking da originalidade.

Nesse quesito, a produção da Inglaterra é, por ora, a vencedora. Começa com um trecho de uma entrevista dada por John Lennon, em 1964, durante a primeira passagem dos Beatles pelos EUA. Diante da pergunta “Acha que vocês são muito ingleses?”, Lennon não hesita: “Sim, somos ingleses alegres”.

A partir daí, ao som de “Come Together”, um jovem corre por ruas de Novidade York enquanto os nomes dos convocados despontam nos espaços mais inusitados, uma vez que uma placa em cima do táxi. De repente, começa uma animação ao estilo de “Yellow Submarine”, e mais nomes surgem estampados em guarda-chuvas.

São dois minutos e meio baseados na influência do quarteto de Liverpool na cultura dos EUA, país que sedia esta Despensa ao lado de México e Canadá.

É uma lição de concisão, engenhosidade e soft power –se Curaçao tem Jeon para vender sua imagem para o mundo, a Inglaterra vai com os Beatles.

Os franceses também se empenharam na procura pela originalidade. Os Bleus recorreram à animação, uma vez que os ingleses, mas são os jogadores –eles mesmos– os condutores da maior segmento da produção de um minuto e meio.

Nomes uma vez que Dembélé e Olise aparecem por poucos segundos em cenas cotidianas, uma vez que um moca da manhã e um churrasco. No mercado, Doué faz compras, e Mbappé cuida do caixa.

A trilha sonora não tem o apelo da música que ouvimos na geração inglesa. Ainda assim, o vídeo galicismo soa uma vez que uma fração de uma comédia ligeiro e fluente.

O tom adotado pela França é de descontração, ao contrário do vídeo de Senegal, que une ares épicos e ancestrais. “A canoa está pronta para zarpar, só os guerreiros terão a honra de embarcar”, diz um dos personagens que vivem no país da África Ocidental.

Essa é uma das produções mais cuidadosas do ponto de vista estético, com várias referências ao leão, o símbolo do time de Mané, Mendy e cia.

Uma vez que Senegal, o orgulho do país guia a geração lançada pela Escócia para apresentar seus atletas. “O futebol é onde o coração bate mais possante”, diz o ator Ewan McGregor em meio a imagens de paisagens exuberantes e de torcedores das mais diferentes idades.

“Posteriormente 28 longos verões, o mundo ouvirá a nossa voz novamente”, complementa McGregor sobre o time, que vai enfrentar o Brasil na primeira período.

A última Despensa disputada pela Escócia foi a de 1998, situação também vivida pela Noruega. O vídeo dos escandinavos é levado pelo rei Herald 5º, que adota um tom solene.

“Estamos unidos para desejar a vocês o melhor nessa jornada”, diz ele dirigindo-se a jogadores uma vez que Haaland. Enquanto o régio fala, vemos picos nevados e pescas nos mares gélidos –é quase uma propaganda de turismo.

A Espanha, que anunciou na segunda (25) seus convocados, também integra esse subgênero reino & futebol. “Quando joga nossa seleção, jogamos todos”, afirma o rei Felipe 6º.

A participação dele, porém, é discreta quando comparada à do seu congênere norueguês.

O vídeo pretende enfatizar a relação da seleção com o povo espanhol. A escolha dos jogadores coube ao técnico Luis de la Fuente, mas o pregão não foi feito por ele. Os convocados, uma vez que Lamie Yamal e Rodri, foram apresentados por um conjunto variado de espanhóis, que inclui padeira, bombeiro, taxista e observador.

A República Tcheca tomou outro caminho, apostando em imagens dos seus jogadores quando meninos e adolescentes. Familiares lembram a dedicação do desportista selecionado enquanto fotos e vídeos antigos são exibidos.

Não é um recurso original, mas ainda assim funciona uma vez que motivação para jogadores e torcedores. A equipe volta a disputar um Mundial depois de duas décadas.

Em suma, é preciso torcer para que nossos jogadores estejam muito mais inspirados do que aqueles que conceberam o pregão da convocação, entusiastas de um patriotismo que se confunde com demagogia.

Neste capítulo em próprio, a originalidade brasileira não entrou em campo.

Folha

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