Notícias Favoritas

O seu portal favorito de notícias na Internet

Cannes tem Javier Bardem e filme sobre crianças com IA
Celebridades Cultura

Cannes tem Javier Bardem e filme sobre crianças com IA – 16/05/2026 – Ilustrada

Espargido porquê um rabi em fabricar dramas familiares delicados e dedicados a examinar, até com manifesto humor, as dores da vida, o nipónico Hirokazu Kore-eda surpreendeu com a sinopse de seu novo filme, “Sheep in the Box”, exibido neste sábado (16) no Festival de Cannes. A história se passa em um porvir, segundo ele, não muito distante, e envolve humanóides movidos por lucidez sintético.

Mas a núcleo do diretor está presente mesmo na narrativa com nuances de sci-fi. Ao examinar outra faceta da introdução da IA no cotidiano, Kore-eda faz uma reflexão existencialista sobre as falhas humanas e seu propósito.

Na história, Otone e Kensuko perderam seu fruto, Kakeru, em um trágico acidente há dois anos. Logo percebemos que a trama se passa no porvir, quando um drone faz a entrega de uma caixa à Otone. Dentro dela, um dispositivo que projeta um holograma é o novo panfleto de propaganda. O objeto anuncia um resultado imperdível, humanóides idênticos a pessoas falecidas, criados a partir de uma modelo de seu DNA. O objetivo é ajudar parentes a mourejar com o luto.

Otone e Kensuko decidem testar. A empresa oferece alguns exemplares de perdão, em troca dos dados recolhidos pelo robô durante a convívio, usados para a melhoria de próximos produtos. São termos comuns em vários “termos de uso e consentimento” de aplicativos e ferramentas de IA oferecidas por megaempresas de tecnologia hoje em dia.

Pela reação dos país, fica óbvio que o novo Kakeru é fisicamente igual ao primeiro, com a diferença que o sintético faz perguntas e observa incessantemente o envolvente para, aos poucos, entender porquê é esperado que ele se comporte. A convívio traz à tona questões mais profundas, porquê uma relação difícil entre Otone e sua mãe ou a culpa pela morte do fruto de Kensuko, tocando em temas porquê luto, morte, traumatismo, o poder das conexões humanas e a venustidade da existência, assuntos que Kore-eda têm se devotado a explorar insistentemente em sua curso.

Dessa vez, há ainda a sátira a uma sociedade que, movida pelo consumo, cria a falsa sensação de que é provável escolher sempre o que se quer —e desacostuma as pessoas a aceitarem sentimentos porquê frustração e fracasso. Todo esse teor emocional é misturado a um visual deleitável e minimalista, a chamada estética “cozy”, ou confortável, em inglês.

Outra exibição potente do dia na corrida pela Palma de Ouro, láurea máxima do festival, foi “The Beloved”, do espanhol Rodrigo Sorogoyen, estrelado por Javier Bardem e Victoria Luengo. No longa, Bardem interpreta um diretor de cinema que mora em Novidade York e retorna à Espanha para gravar um filme.

Ele decide escalar a filha para o papel principal, Emilia, com quem não fala há 13 anos. “The Beloved” começa com um diálogo bastante desconfortável entre os dois, no qual fica evidente que, apesar de ser uma mulher adulta, Emilia ainda sofre a falta do pai.

E presença também. Ela só tem memórias ruins dos poucos anos de convívio entre os dois. Esteban, o personagem de Bardem, é egocêntrico e ofensivo quando obrigado, mas sente culpa por não ter sido presente na vida da filha.

Enquanto explora a relação íntima dos dois não só em diálogos, mas também em sutilezas expressivas —a câmera fica muito próxima ao rosto de Bardem e Luengo em vários momentos chave— “The Beloved” também tomada a desigualdade de gênero que ainda habita detrás das câmeras na indústria cinematográfica.

É uma assimetria às vezes menos evidente, porque não abarca casos escabrosos de assédio sexual porquê aqueles denunciados na idade do movimento MeToo. Uma vez que, por exemplo, gritar com atrizes no set ou fazer comentários desmoralizantes porquê se fossem dicas.

Em manifesto momento do filme, Emilia revela a uma colega que sua mãe era uma atriz em um dos filmes de Esteban, e quando engravidou dele, largou a curso para cuidar da filha, enquanto ele se tornou um diretor renomado.

A presença de Bardem é também uma das mais quentes desta edição. O ator espanhol, divulgado por vários papéis marcantes em Hollywood, porquê o Stilgar em “Duna”, tem sido uma das celebridades mais vocais em resguardo da Palestina —ele foi um dos poucos a usar o palco do Oscar para política, em março, ao manifestar “Palestina livre” no microfone. Em entrevista dada no início do mês à revista americana Variety, ele chegou a manifestar que perdeu propostas de trabalho nos Estados Unidos por falar publicamente sobre o conflito no Oriente Médio.

Folha

LEAVE A RESPONSE

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *