Quando Nick Rappolt desembarcou em São Paulo pela primeira vez, em novembro de 2023, ele não tinha zero a ver com o futebol brasílio, esporte que agora, dois anos e meio depois, virou quase uma preocupação em sua vida.
Mas o empresário não quer saber do resultado dos jogos, da escalação dos times, e sim uma vez que arrumar posições em clubes profissionais para jogadores que não passam pelas tenebrosas peneiras, e acabam desistindo do sonho de uma vida inteira porque um time, ou uma pessoa, não as escolhe .
Rappolt tem um sonho improvável, mas não por isso impossível: usar a perceptibilidade sintético para gerar empregos, especificamente empregos uma vez que jogadores de futebol profissionais para jovens que tenham talento e garra para enfrentar os treinos, disciplina e vontade de vencer, mas que, por uma dessas coisas da vida, ficam de fora da lista dos olheiros ou das peneiras, métodos usados pelos clubes para selecionar jogadores e montar seus elencos.
O britânico de 50 anos, formado em filosofia e economia, se rebelou cedo contra os empregos formais que apareciam em seu caminho. “Eu não queria usar terno e gravata e passar o dia inteiro em um escritório”, contou ele em uma conversa na Soho House de São Paulo, um clube privado para pessoas que querem saber gente e ter um lugar aprazível para trabalhar, fazer exercícios, nadar, manducar muito e passar o dia.
A Soho House foi criada em Londres, em 1995, com o objetivo de juntar pessoas em trabalhos criativos, uma vez que jornalistas, gente da voga, do cinema, das artes e da publicidade. Além de Londres, há Soho Houses em Novidade York, Los Angeles, Miami, Berlim, Istambul, Mumbai, Cidade do México e São Paulo. A unidade paulistana fica grudada dentro do multíplice Cidade Matarazzo, ao lado do hotel Rosewood.
É no hotel de luxo que o empresário se hospeda em São Paulo, e é na Soho House que marca seus compromissos de trabalho.
Rappolt tem um currículo e uma história de vida impressionantes. Ele ajudou a lançar o Facebook no Reino Uno, trabalhou com as empresas de tecnologia Apple, Google e YouTube. Já criou e vendeu várias empresas – a primeira, aos 24 anos, foi comercializada três anos depois e deixou o empresário confortável financeiramente para o resto da vida.
Em novembro de 2023, com 48 anos e 25 anos de muito sucesso profissional, o empresário desembarcou em São Paulo tentando entender se fazia sentido investir tempo e numerário em uma startup de futebol criada no Brasil.
A startup é a Footbao, e seu projeto é audacioso: democratizar e ampliar o alcance de jogadores e de times, reféns dos sistemas tradicionais de scouting, que prospectam, avaliam e desenvolvem jogadores quase sempre com regras não muito claras, e fazer a relação entre atletas e times contratantes, mesmo que estejam em outras cidades ou países.
“Tem muito jogador bom que se frustra nos processos de peneiras e acaba desistindo do esporte. E há times no mundo inteiro procurando essas pessoas”, diz Rappolt. “Nem todo mundo vai ser craque da seleção, mas há times europeus e no resto do planeta com carência de jogadores. Times de segunda ou terceira ramificação podem ser uma ótima opção para quem não se qualifica nos principais, mas quer ter uma curso no esporte”.
A teoria parecia simples, mas, na prática, se revelou dificílima. Quando chegou ao Footbao, no interno do estado de São Paulo, Rappolt encontrou um aplicativo com muitas falhas técnicas, e um mercado subjugado por gigantes uma vez que TikTok, Instagram e YouTube.
“Eu dei meu diagnóstico: a teoria é muito boa, mas o resultado atual não funciona. A tecnologia não é boa o suficiente e o protótipo de negócio não vai gerar numerário.” Mas talvez por ter tantas promessas e tantas falhas, um tanto na proposta chamou a atenção dele. “Não era para fazer unicamente uma rede social do futebol. O que me encantou foi a teoria de poder popularizar o talento”, diz Rappolt.
A sinceridade instigou os investidores, que dobraram a aposta. Entre eles estava Boris Collardi, ex-CEO do banco Julius Baer e investidor em diferentes projetos ligados ao esporte. Ele deu uma resposta direta: “Nós acreditamos nisso e acreditamos em você. Fique no Brasil e escale esse Everest.”
“Competir nesse mercado é extremamente difícil. Mormente no Brasil, onde o uso de redes sociais é enorme. O futebol já está no TikTok, já está no Instagram. E conheço essas empresas, sei que para funcionarem elas precisam de bilhões de usuários”, disse Rappolt.
A troca de frases fortes marcou o início de uma reconstrução radical da Footbao —e da tentativa de transformar o Brasil no principal laboratório dessa tecnologia aplicada ao futebol do mundo. “Levante país é o maior celeiro de talentos do esporte no mundo. Se a gente conseguir se firmar cá, podemos replicar o protótipo em qualquer lugar, em qualquer esporte”, disse o empresário.
O Footbao é um app uma vez que outro qualquer, você baixa no seu celular e tem uma navegação fácil e intuitiva. Logo na primeira página, o invitação é explícito: “Seja a próxima estrela do futebol”. Tudo muito, propaganda vende sonho, a gente já sabe. Mas o app deixa simples quantas demandas ele conhece no momento (eram 38, em 10 clubes diferentes, até o fechamento desta edição).
Os jogadores, meninos ou meninas, sem limite de idade, criam seus perfis uma vez que atletas e postam cenas com suas jogadas uma vez que se faz no Instagram, e a IA analisa tudo o que pode indagar. Coisas uma vez que rapidez em campo, capacidade de antecipar os movimentos, revérbero, técnica de jogo. “A secção emocional de cada jogador, a IA não tem condições de indagar. E ainda muito, assim sobra uma margem de humanidade no processo.
O algoritmo, portanto, faz o que ele sabe fazer: começa a mostrar suas jogadas, gera visualização, interações, e assim o desportista pode invocar a atenção dos times e dos analistas que procuram talentos específicos. Os clubes também publicam suas demandas, uma vez que “buscando lateral esquerdo sub-17” ou “analisando atacante rápido”. Aí os interessados se candidatam enviando seu perfil. Se der match, tudo pode suceder.
Até agora, oito jogadores foram contratados por meio do aplicativo, entre eles Léo Veiga, um meio-campista recém-colocado no time italiano Spezia Calcio, e a zagueira Glória Gasparini, de 18 anos, que entrou no Corinthians. O time italiano U.S. Lecce também selecionou jogadores por meio do Footbao para uma experiência na Europa, que está em curso.
O app já tem mais de 500 milénio downloads, mais de 120 milénio atletas registrados e 40 times parceiros, entre eles o Santos. Há clubes parceiros também no Uruguai, na Colômbia, na Argentina e na Itália.
“A tecnologia vai mudar o futebol uma vez que mudou os bancos”, acredita o CEO.
com DIEGO ALEJANDRO, JULLIA GOUVEIA e KARINA MATIAS





