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Clássico centenário mexe com rivalidade Portugal x Espanha no Brasil
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Clássico centenário mexe com rivalidade Portugal x Espanha no Brasil

Quando Portugal e Espanha se enfrentaram pela primeira vez no futebol, em 19 de dezembro de 1921, a rivalidade entre os vizinhos da Península Ibérica já existia a quilômetros dali. Mais precisamente em Santos, no litoral sul de São Paulo. Há exatos 107 anos, ocorria o jogo pioneiro do chamado “Clássico das Colônias”, entre Portuguesa Santista e Jabaquara.

Sim, o primeiro encontro entre os clubes que ostentam, nas respectivas histórias, as origens de seus fundadores, foi disputado em um 6 de julho. O mesmo dia em que, nesta segunda-feira de 2026, as duas seleções estarão frente a frente por um lugar nas quartas de final da Despensa do Mundo, às 16h (horário de Brasília), em Dallas (Estados Unidos).

Naquele jogo de 6 de julho de 1919, o Jabaquara venceu por 1 a 0. Ou melhor, o Hespanha Foot Ball Club, nome de batismo da instituição, fundada em 15 de novembro de 1914 por jornaleiros espanhóis que viviam em Santos e se reuniram, justamente, no bairro do Jabaquara.

O “H” não é por possibilidade. A ortografia “Hespanha”, além de relacionada a Hispania (porquê os romanos chamavam a Península Ibérica), representa uma asserção de identidade cultural da Galícia, comunidade autônoma que fica no noroeste da Espanha. Murado de 80% dos integrantes da comunidade espanhola em Santos são nativos ou de família galega.

“Essa comunidade tem porquê missão manter viva a cultura espanhola, principalmente falando dos descendentes que migraram para cá e seus próprios simpatizantes. Podemos expressar que ela se constitui de três instituições. Uma é o Núcleo Espanhol de Santos, que tem diversas atividades, desde tênis de mesa, dança, curso de linguagem, futebol de botão, entre outros. Há a Sociedade Beneficente Rosália de Castro, voltada à assistência social. E uma clube esportiva, que é o Jabaquara”, descreveu José Dominguez Fernandez, o Pepe, presidente do Jabuca, à Escritório Brasil.

Três anos posteriormente o surgimento do Hespanha, um grupo de portugueses que se reunia em um salão de barbearia de Santos, inspirado pela geração do atual Jabaquara, decidiram fundar uma clube para simbolizar a comunidade lusitana. No dia 20 de novembro de 1917, nasceu a Associação Atlética Portuguesa.

“Muitas das pessoas que frequentam o clube fazem segmento das instituições da comunidade portuguesa, porquê a Lar da Madeira, o Núcleo Cultural Português e o consulado também. Tudo faz segmento de um grande grupo, de várias entidades que estão sempre unidas, porque compartilham da mesma história”, contou o presidente da Briosa (sobrenome do clube santista), Frederico Barreiros, à Escritório Brasil.


Brasília (DF), 05/07/2026 – Clássico centenário mexe com rivalidade Portugal x Espanha no Brasil.
Foto: Douglas Teixeira/Agência Briosa
Brasília (DF), 05/07/2026 – Clássico centenário mexe com rivalidade Portugal x Espanha no Brasil.
Foto: Douglas Teixeira/Agência Briosa

Clássico centenário mexe com rivalidade Portugal x Espanha no Brasil. – Douglas Teixeira/Escritório Briosa

Marcados na história

A trajetória dos clubes se cruza, em vários momentos, com a do esporte brasílico e do país. Ambos, por exemplo, estão entre os fundadores, em 1941, da Federação Paulista de Futebol (FPF) – assim porquê o Santos, vizinho mais “famoso”.

Por um lado, a Briosa já teve um jogador – o meia Argemiro – convocado para simbolizar o Brasil em uma Despensa do Mundo, em 1938. Por outro, o Jabuca se orgulha de ter revelado um dos maiores goleiros da história: Gylmar dos Santos Neves, bicampeão mundial em 1958 e 1962.

A mudança de Hespanha para Jabaquara, por sua vez, tem relação com a Segunda Guerra Mundial. O decreto 4.166, de 11 de março de 1942, no governo de Getúlio Vargas, determinou que bens de pessoas físicas e jurídicas de países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão) poderiam ser confiscados para indemnizar prejuízos causados ao Brasil pelo conflito.

O movimento fez instituições relacionadas às nações alterarem os respectivos nomes. Casos do Palestra Itália de São Paulo (Palmeiras) e o de Minas Gerais (Cruzeiro), ou do Germânia (atual Esporte Clube Pinheiros, da capital paulista). O Hespanha adotou a epíteto do bairro onde nasceu. Curiosamente, a sede da clube não fica mais no Jabaquara, mas sim na Caneleira, na zona noroeste de Santos.

A Portuguesa Santista também tem, na história, um marco extracampo. Em 1959, o time fez uma excursão ao continente africano e esteve na África do Sul em meio ao regime de segregação racial que ficou divulgado porquê Apartheid. Antes de um amistoso contra um combinado da Cidade do Cabo, três atletas da equipe brasileira – Nenê, Bota e Guilherme – foram impedidos de ir a campo por serem negros.

A Briosa não aceitou e o jogo não ocorreu. A recusa recebeu pedestal do portanto presidente Juscelino Kubitschek, na primeira sintoma solene do Brasil contra o Apartheid. Na sequência da viagem pela África, foram 15 jogos e 15 vitórias, o que rendeu à Portuguesa Santista a chamada “fita azul”, um reconhecimento outorgado entre as décadas de 1950 e 1970 a clubes que retornavam invictos de excursões ao exterior.

Tradição centenária

O retrospecto entre as seleções de Espanha e Portugal é favorável aos espanhóis, com 17 vitórias, 18 empates e seis triunfos lusitanos. Na versão “brasileira” do clássico, quem leva vantagem é a Portuguesa Santista, que ganhou 76 em 174 partidas. O Jabaquara levou a melhor 53 vezes, com 45 igualdades.

Na maior segmento dos jogos (48), os times estavam na escol do Campeonato Paulista. No último duelo, porém, ambos jogavam a quarta – à quadra, última – separação do Estadual, em 2016.

Fora da escol do Paulistão desde 2006, três anos posteriormente um histórico terceiro lugar, a Briosa esteve próxima de voltar em 2024, mas perdeu o aproximação nos pênaltis para o Noroeste em vivenda, no Estádio Ulrico Mursa, pela semifinal da Série A2. Na temporada seguinte, acabou rebaixada, mas deu a volta por cima oriente ano, com o título da Série A3, retornando à segunda separação de São Paulo para 2027.

“No momento, o futebol está parado e volta no ano que vem. A gente optou por não disputar a Despensa Paulista [torneio estadual do segundo semestre, que dá vaga à Copa do Brasil e à Série D do Campeonato Brasileiro] justamente porque não era financeiramente viável e também por entender que era uma oportunidade de tentar reformar algumas áreas do clube”, explicou Barreiros.

Vice-campeão paulista em 1927 e 1934 posteriormente reconhecimento, pela FPF, de competições organizadas pelas extintas Liga de Amadores de Futebol e Federação Paulista de Football, o Jabuca está remoto da escol desde a queda em 1964. Hoje, o Leão da Caneleira – sobrenome do clube – está na Série A4, quarta separação e, atualmente, o penúltimo nível do futebol do estado. Em 2026, a equipe ficou em 12º lugar (entre 16 times).

“Administrativamente falando, nosso grande orgulho é que nós não temos nenhuma dívida. Na sua segmento forçoso, que é o futebol, podemos expressar que participamos de todas as categorias masculinas da FPF, da base ao profissional. Evidente que essa requisito existe com parcerias. Hoje, estamos partindo para novos investimentos, dando início à construção de um meio de treinamento”, disse Pepe.

Quem leva o clássico?

Escritório Brasil perguntou aos presidentes de Portuguesa Santista e Jabaquara para quem iria a torcida deles no clássico desta segunda. E porquê era de esperar, os sangues luso e hispânico, respectivamente, falaram mais cimalha.

“A gente já teve ano pretérito, na Liga das Nações [torneio entre seleções europeias], Portugal saindo vencedor [em cima da Espanha]. Será outro jogaço. Francamente, espero que Portugal vença de novo e saia classificado. Espero que meu companheiro Pepe fique chateado com a eliminação da Espanha e não a gente cá”, brincou Barreiros, dirigente da Briosa.

“São duas seleções que se equiparam, de mesmo nível, duas potências, mas eu vou permanecer com o histórico, evidentemente, trazendo para a Espanha. Estou considerando ótimo um placar de 2 a 1 em prol da Espanha. Espero que computemos mais uma vitória para a Espanha”, finalizou Pepe, mandatário do Jabuca.


Fonte EBC

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