Os clubes de futebol se articularam para esvaziar a reunião com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tratar da proibição das bets, e o Executivo decidiu cancelar o encontro.
A agenda estava prevista para ocorrer nesta terça-feira (29), com possibilidade de ocorrer no Palácio do Planalto, e os dirigentes de todos os times das séries A, B, C e D do Campeonato Brasílico foram convidados.
Segundo cinco pessoas, dos dois lados do balcão, afirmaram à Folha sob suplente, houve um movimento dos clubes para esvaziar o encontro, que logo acabou enfim posposto oficialmente.
O governo Lula anunciou oficialmente o veto às apostas de quota fixa —o que inclui as apostas esportivas e os jogos online, porquê cassinos e o tigrinho —na última sexta-feira (25).
A decisão foi liderada por uma flanco da campanha eleitoral petista que procura impulsionar o candidato às vésperas do primeiro vez, marcado para o próximo domingo (4), e na iminência de um segundo que deve ser apertado contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Estudos apontam as bets porquê um dos motivos para o elevado endividamento das famílias brasileiras, fator por sua vez que tem piorado a avaliação do terceiro governo Lula. Também focando as dívidas, o governo lançou uma novidade período do Desenrola, programa de renegociação.
O veto foi criticado por entidades representantes do setor de apostas e por secção dos clubes de futebol, que têm nas bets secção importante de suas respectivas fontes de renda, principalmente por meio de patrocínios.
Na própria sexta, o governo anunciou que faria uma reunião com os clubes de futebol. A teoria de secção do Executivo é oferecer formas de renegociação de dívidas —que é outro problema crônico das equipes futebolísticas.
Um invitação foi feito a todos os clubes das quatro divisões nacionais e ao presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Samir Xaud.
Segundo as pessoas ouvidas pela reportagem, sob anonimato, o movimento para esvaziar o encontro com o governo foi capitaneado pelos dirigentes de Palmeiras e Flamengo —respectivamente, Leila Pereira e Luiz Eduardo Baptista, sabido porquê BAP.
De contrato com relatos, os presidentes das equipes foram pressionados pelas empresas de bets, ao mesmo tempo que não queriam comparecer em fotos com o governo às vésperas do primeiro vez das eleições.
Também se sentiram desrespeitados pela forma porquê a campanha petista tratou o matéria, sem conversar com as equipes antes de tomar a decisão de vetar as bets.
Ao mesmo tempo, há um entendimento majoritário entre as equipes que a troca do patrocínio das bets pela renegociação das dívidas não vale a pena, uma vez que o primeiro rende numerário em caixa hoje, enquanto o segundo gera um empréstimo e a possibilidade de uma saúde financeira melhor no horizonte.
Esses ingredientes criaram o envolvente para um provável boicote ao encontro, que logo acabou posposto pelo próprio governo.
Palmeiras e Flamengo, que têm sido os mais ativos dentre os clubes nesta mobilização, são as equipes do primeiro escalão do futebol brasiliano que menos sofrem com dívidas.
O governo enviou nesta segunda um expedido solene para “informar que a reunião com os clubes participantes das Séries A, B, C e D do Campeonato Brasílico e as Federações Estaduais de Futebol, prevista para 29 de setembro de 2026, às 15h, será remarcada”.
“A diferença se faz necessária em razão da proximidade da data inicialmente proposta e dos horários dos voos disponíveis para o deslocamento dos participantes, a término de proporcionar uma ampla participação no encontro”, completa o expedido. O novo encontro não tem data marcada.
Para o lugar da reunião com clubes, que agora não tem data para ocorrer, foi previsto um encontro de um grupo de trabalho sobre o matéria.
Um integrante do governo e um das bets, ambos ouvidos pela reportagem sob anonimato, se surpreenderam ao ouvir a informação: não sabiam sequer da existência deste grupo.
Dentro do governo, pelo menos por enquanto, não há uma proposta concreta de porquê funcionaria nascente programa de renegociação de dívidas do futebol. Segmento do Executivo também entende que a medida não é urgente.
As apostas foram liberadas no governo de Michel Temer (MDB), mas acabaram nunca regulamentadas pela gestão de Jair Bolsonaro (PL), o que fez com que a atividade explodisse no Brasil em meio a um vácuo lítico, que contribuiu para a proliferação de empresas irregulares e clandestinas.
O governo Lula, sob expectativa de ampliar a arrecadação, decidiu regulamentar o setor e, junto com o Congresso, acrescentou ao escopo da espaço os jogos online, porquê cassinos e o tigrinho.





