Aos 68 anos, Madonna voltou ao palco do Video Music Awards, o VMA, 23 anos depois de sua última apresentação na premiação.
Além de penetrar a cerimônia deste domingo, em Los Angeles, a cantora ocupou boa segmento da noite. Apresentou músicas de seu novo álbum, “Confessions II”, venceu sete dos 13 prêmios aos quais concorria e foi eleita artista do ano, derrotando nomes porquê Taylor Swift, Sabrina Carpenter, Ariana Grande, Bruno Mars e Morgan Wallen.
A volta teve o peso de uma curso construída em paralelo à própria história do VMA. Madonna participou da primeira edição da premiação, em 1984, quando uma nequice no figurino durante “Like a Virgin” —que deixou segmento de seu corpo à mostra— fez seu empresário manifestar que sua curso havia feito. Quarenta e dois anos depois, ela recuperou a história no exposição de reconhecimento. “Acho que a maioria de vocês provavelmente ainda nem tinha nascido”, disse, antes de lembrar o incidente e explicar porquê precisou improvisar para continuar a apresentação.
O VMA deste ano recorreu à memória da própria MTV, em uma cerimônia que olhou para as décadas de 1980, 1990 e 2000, período em que o meio funcionava porquê um dos principais agentes de formação de carreiras na música pop. Madonna foi uma das figuras que ajudaram a transformar o VMA no evento que ele se tornou. O ósculo que a cantora deu em Britney Spears e Christina Aguilera em 2003, por exemplo, está intrínseco à história da premiação.
A cantora convidou ao palco Sabrina Carpenter, em “Bring Your Love”, e depois dividiu o show com Charli XCX em “Danceteria Afterhours”, remix de uma das faixas de “Confessions II”. A apresentação reproduziu o universo visual do álbum, com um cenário inspirado em um banheiro de boate e participações, entre elas a atriz Julia Garner —que havia sido escolhida para interpretá-la em um filme biográfico cancelado—, além de Sombr e Seth Rogen. Ao receber o prêmio de melhor colaboração, ao lado de Carpenter, fez uma piada de duplo sentido antes de voltar às histórias de bastidores.
Em outro momento, reclamou do equipamento recluso a seu corpo e do microfone inferior demais e se recusou a se inclinar para alcançá-lo em seu exposição. “Eu só quero tirar isso da minha bunda”, disse, em referência ao laser que carregava para uma performance.
Mas foi no exposição de artista do ano que a cantora deu um sentido mais explícito à sua volta. Ao falar sobre “Confessions II”, afirmou ter pretérito os últimos 18 meses se descobrindo, acreditando em si mesma e realmente fazendo a música que gostaria de fazer. Foi uma enunciação de autonomia e o manifesto de uma artista que há quatro décadas constrói sua curso em torno da capacidade de se reinventar.
Sua presença foi tão permanente que, em determinados momentos, pareceu ocupar mais tempo de palco que o rapper Snoop Dogg, o apresentador da noite.
A cantora Taylor Swift também representou o presente da indústria dentro de uma premiação voltada ao pretérito. Com três vitórias, incluindo o troféu de vídeo do ano pelo clipe de “The Fate of Ophelia”, ela agora tem 33 estatuetas do VMA e se tornou a artista mais laureada da história do evento. Antes, estava empatada com Beyoncé.
Swift aproveitou ainda a cerimônia para estrear o clipe de “Patient Zero”, estrelado pelos atores Dakota Johnson e Colin Farrell.
A predominância de artistas veteranos não ficou restrita a Madonna. O Nirvana recebeu o Video Vanguard, prêmio honorário pelo impacto de seus videoclipes e de sua obra na cultura pop. Dave Grohl, Krist Novoselic e Pat Smear subiram ao palco, e Novoselic lembrou Kurt Cobain, morto em 1994, ao falar sobre a permanência do grupo. Segundo ele, o Nirvana continua a repercutir porque as pessoas ainda procuram “autenticidade” e alguma coisa “real” e “sem concessões”.
George Michael também foi lembrado, dez anos depois de sua morte, em uma apresentação que reuniu Sombr, Raye, Teddy Swims e Adam Lambert. Já Dolly Parton, morta em agosto aos 80 anos, recebeu uma homenagem de Kacey Musgraves, que cantou “I Will Always Love You”. Mais tarde, ao receber o principal prêmio da noite, Swift dedicou o troféu à cantora country, a quem chamou de “a showgirl definitiva”, em menção ao seu disco “The Life of a Showgirl”.
A cerimônia foi dominada por mulheres, com vitórias de Lisa, na categoria pop, e Sienna Spiro, porquê artista revelação. BTS venceu melhor grupo, melhor k-pop e música do ano; Bad Bunny ganhou em música latina; Cardi B e Kehlani venceram em hip-hop; Olivia Rodrigo levou melhor opção e Ella Langley, melhor country. Ariana Grande também saiu premiada com dois troféus para “Hate that I Made You Love Me”, que ganhou em melhores efeitos visuais e música do verão.





