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Como bibliotecas apostam em eventos para atrair público 23/07/2026
Celebridades Cultura

Como bibliotecas apostam em eventos para atrair público – 23/07/2026 – Passeios


São Paulo


Neste término de semana, a Federação Paulista de Esgrima Histórica realiza um torneio da modalidade armas mistas na Livraria de São Paulo, em Santana. O espaço também recebe a guerra de rimas Carandirap. No sábado (25), a Livraria Mário de Andrade sedia mais uma edição de sua feira de trocas de livros e recebe ainda um concerto de música chinesa.

Ter um cardápio variado de eventos se tornou geral para bibliotecas públicas e privadas da cidade, que encontram na oferta dessas atividades e de serviços uma boa forma de atrair público. A estratégia é adotada por instituições de todos os portes, das que têm acervos especializados às que são verdadeiros centros culturais.


Biblioteca Parque Villa-Lobos, em Alto de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo


Rafaela Araújo/Folhapress

Funciona. Em seguida a queda de público decorrente da pandemia, o número de frequentadores de bibliotecas na cidade vem aumentando, segundo Juliana Lazarim, coordenadora do Sistema Municipal de Bibliotecas de São Paulo da Secretaria de Cultura e Economia Criativa. “Muito se dizia que as bibliotecas iriam completar, e a gente é prova viva de que não. São espaços cada vez mais procurados”, diz. O município tem mais de século bibliotecas, segmento delas dedicadas a temas específicos, porquê trova e música.

De concórdia com Lazarim, o planejamento da agenda segmento de um estudo sobre o que é buscado pelo público da região. “A programação é muito importante, assim porquê o envolvente ser de protecção e as pessoas sentirem que pertencem ao território”, diz. Ainda assim, os eventos são opções adicionais para atrair o público —o foco é a leitura, afirma. Além dos eventos propostos pela secretaria, frequentadores e organizações sem fins lucrativos podem sugerir atividades.

Luiza Thesin, diretora da Livraria Mário de Andrade, diz que a oferta de programação aumentou bastante por lá nos últimos anos. “Fazíamos eventos duas vezes por semana. Começamos a ter dois por dia, e atividades que eram mensais passaram a sobrevir semanalmente”, afirma.

Também defende a ênfase em eventos Wellington Custodio, coordenador de atendimento ao público da SP Leituras, organização que administra as duas maiores bibliotecas estaduais da cidade, a do parque Villa-Lobos e a Livraria de São Paulo, além de cuidar do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo (Siseb) e do Biblion, livraria gratuita de livros digitais.

“A livraria já não é mais aquela tradicional, com um monte de livros e onde não pode fazer estrondo”, diz. “É um espaço hospitaleiro, onde o foco são as pessoas. Quando construímos a programação cultural, partimos da urgência do público.”

Quietas ou agitadas, públicas ou privadas, veja seleção de bibliotecas para saber na cidade.

Livraria da Faculdade de Recta da USP
Mais velha do que a própria instituição que a abriga, é a livraria pública mais antiga da cidade, com 200 anos completados no ano pretérito. O ror tem mais de 300 milénio livros, em próprio obras ligadas ao recta. A livraria não empresta livros, salvo sob condições especiais, mas grande segmento dos títulos pode ser consultada dentro do espaço —é preciso pedir a um bibliotecário para pegá-los. O espaço justifica a visitante pelo apelo histórico do prédio, idoso convento xabregano. Também vale ir detrás: a rede de bibliotecas da USP tem diversos acervos especializados, em universal, abertos ao público para consulta. Há as que focam teatro e saúde.
Lgo. São Francisco, 95, Vila São Francisco, região meão. Seg. a sex., das 8h às 20h. Ror em dedalus.usp.br. @biblioteca_fdusp

Livraria de Retrato do IMS Paulista
Com mais de 20 milénio itens, é dedicada a obras de e sobre retrato, disponíveis exclusivamente para consulta. Há coleções especiais de nomes porquê Stefania Bril, pioneira da sátira de retrato, e Thomaz Farkas, um dos primeiros fotógrafos modernos do país. Ponto disputado para estudo e trabalho, tem mesas com tomadas, sem wi-fi ou computadores. É permitido acessar o espaço com bolsas pequenas e abertas —pertences maiores devem permanecer no guarda-volumes. De quebra, dá para ver a exposição “O que Elas Viram”, com fotolivros de fotógrafas mulheres.
IMS – av. Paulista, 2.424, Bela Vista, região meão. Ter. a dom. e feriados, das 10h às 20h. Ror em acervos.ims.com.br. @bibliotecadefotografiaims

Livraria de São Paulo
Está desde 2010 no parque da Juventude, onde funcionava a Lar de Detenção de São Paulo, o Carandiru. Além do vasto ror de livros para empréstimo, disponibiliza DVDs, jogos físicos e eletrônicos, brinquedos, jornais e revistas. Sua estrutura foi pensada para a acessibilidade, com mesas de
tamanho ajustável para cadeirantes e aparelhos que facilitam a leitura de deficientes visuais, além de livros falados e em braille. Também tem computadores, mesas e wi-fi gratuito. Há armários com tranca para vigilar pertences. É preciso ter um cartão da livraria, que pode ser feito de perdão online (bsp.org.br) ou na recepção do espaço com um documento e foto. A agenda por lá é variada. Neste mês, além de clubes de leitura, filmes e palestras, também recebe a Despensa SP de Esgrima neste sábado (25), às 10h.
Av. Cruzeiro do Sul, 2.630, Santana, região setentrião. Ter. a dom., das 9h30 às 18h30. @bspbiblioteca. Ror em ror.bibliotecadesaopaulo.org.br

Livraria do Parque Villa-Lobos

É gerida pela mesma organização que cuida da Livraria de São Paulo, a SP Leituras, e compartilha várias características da coirmã —em próprio, uma certa vocação de núcleo cultural, abrindo mão da especialização de ror para hospedar diversos usos do espaço. A programação gratuita inclui contação de histórias, clubes de leitura (inclusive um 60+), apresentações musicais, peças de teatro e exibições de filmes. Seu ror possui mais de 30 milénio itens, entre livros, revistas, jornais, livros eletrônicos, audiolivros, HQs, DVDs e CDs, livros em braille e falados. Há um vasto espaço para crianças na livraria, além de mesas, computadores e wi-fi gratuito. Porquê sua unidade mana, também está equipada com vários recursos de acessibilidade. A carteirinha da livraria pode ser feita online ou presencialmente.

Av. Queiroz Rebento, 1.205, Cima de Pinheiros, região oeste. Ter. a dom., das 9h30 às 18h30. Ror em ror.bvl.org.br. @bvlbiblioteca. contato@spleituras.org

Livraria Latino-Americana Victor Civita

Tem ror especializado em conteúdos sobre a América Latina e começou a ser montado sob supervisão de Darcy Ribeiro, intelectual dos mais importantes do país. Hoje, supera 40 milénio itens, em grande segmento materiais de ciências sociais, literatura, artes, história, economia e cultura popular, que podem ser consultados no sítio. Tem também uma coleção de filmes de países da região. Os eventos que acontecem lá costumam seguir a temática da livraria. É o caso da mostra em papeleta “O Sertão É o Mundo”, que celebra a obra de Guimarães Rosa a partir de livros do ror. Tem wi-fi gratuito.

Memorial da América Latina – av. Mário de Andrade, 664, Barra Fundíbulo, região oeste. Seg. a sex., das 10h às 17h. Sáb., das 10h às 15h. Ror em livraria.sophia.com.br/6350. livraria@memorial.org.br. @memorialdaamericalatina

Livraria Mário de Andrade

É a principal livraria da rede municipal, e não à toa: nasceu porquê Livraria Municipal de São Paulo há 101 anos. Hoje, procura atender a um público diverso com o ror porquê maior atrativo. Os livros mais buscados são os que caem em vestibulares, mas a instituição também procura autores que fazem qualquer sucesso mercantil (caso de Édouard Louis, Chimamanda Ngozi Adichie e Annie Ernaux). Para retirar livros, é preciso fazer um cartão de leitor com um documento de identificação. No salão onde ficam os livros disponíveis para empréstimo ou consulta, passou-se a ter alguma tolerância ao estrondo. Mesmo assim, trata-se do melhor lugar para estudar ou ler na morada, com cadeiras confortáveis e mesas amplas, mas é preciso vigilar a bolsa para entrar. Existe ainda uma Sala Silenciosa para quem não quiser se separar da mochila. Oferece wi-fi gratuito.

R. da Consolação, 94, República, região meão. Seg. a sex., das 9h às 21h. Sáb. e dom., das 9h às 18h. @ bibliotecamariodeandrade. Ror em bibliotecacircula.prefeitura. sp.gov.br/pesquisa/índice.xhtml

Livraria Paulo Emílio Sales Gomes

Localizada na Cinemateca Brasileira, tem ror especializado sobre o audiovisual brasílico, com livros, periódicos, catálogos, roteiros e filmes. Há ainda materiais sobre outros temas, porquê cinema mundial, televisão e retrato. O ror está disponível exclusivamente para consulta no sítio, e alguns materiais mais exclusivos só podem ser acessados com visitante agendada por email. O espaço tem rede de wi-fi e computadores à disposição.

Lgo. Sen. Raul Cardoso, 207, Vila Clementino, região sul. Seg. a sex., das 10h às 17h. Ror em cinemateca.org.br/ror/livraria. livraria@cinemateca.org.br

Bibliotecas do Sesc

O Sesc tem 11 bibliotecas na capital e Grande São Paulo, todas com wi-fi gratuito (é preciso fazer um cadastro). Mesmo quem não tem recta à credencial consegue acessar o serviço se levar um documento com foto para fazer uma carteirinha. A melhor abastecida é a do Núcleo de Pesquisa e Formação, nos andares supra do Sesc 14 Bis. São 9.000 títulos e uma intensa programação ligada à literatura. A do Sesc Paulista é um pequeno salão com ror mais sucinto, com bela vista de São Paulo e boa oferta de cadeiras e sofás. Essas e outras unidades costumam receber uma série de eventos, incluindo lançamentos de livros. Sesc 14 Bis – r. Dr. Plínio Barreto, 285, 4º andejar, Bela Vista, região meão. Ter. a sex., das 10h às 20h.

Sáb., das 10h às 18h. @cpfsesc Sesc Paulista – av. Paulista, 119, 15º andejar, Bela Vista, região meão. Ter. a sex., das 10h às 21h30. Sáb. e dom., das 10h às 18h30. @sescavpaulista. Acervos em sesc.com. br/bibliotecas

Núcleo Cultural São Paulo

O espaço comporta três bibliotecas que dividem o mesmo piso, onde há mesas para estudo Prosseguimento da pág. C7 e wi-fi gratuito, um envolvente de trabalho compartilhado e uma discoteca. A maior das três é a Sérgio Milliet, que tem o segundo maior ror público de São Paulo: são mais de 110 milénio títulos de gêneros variados. Fazem segmento dela a Coleção de Artes Alfredo Volpi, de artes plásticas, e a Sala de Leitura Infantojuvenil, espaço de convívio para os menores. A Livraria Henfil, por sua vez, é completamente dedicada aos quadrinhos. Por lá, é verosímil encontrar clássicos, porquê “Little Nemo”, e novidades do gênero. Louis Braille, a terceira, é planejada para atender pessoas com deficiência visual e tem mais de 5.000 títulos, entre livros em braille e audiolivros, além de ser equipada com ferramentas de acessibilidade. No momento, o guarda-volumes do espaço não está funcionando e está liberado entrar com mochilas.

R. Vergueiro, 1.000, Liberdade, região meão. Sérgio Millet – Ter. a sex., das 10h às 20h. Sáb. e dom., das 10h às 18h. Henfil – Ter. a sex., das 10h às 20h. Sáb. e dom., das 10h às 18h. Louis Braille – Ter. a sex., das 10h às 19h. Sáb., das 10h às 18h. bibliotecaccsp@ prefeitura.sp.gov.br. Ror em bibliotecacircula.prefeitura.sp.gov.br

Instauração Japão

Em funcionamento desde 1994, a livraria do espaço vinculado ao Ministério das Relações Exteriores do Japão oferece materiais relacionados à história, à cultura e à literatura japonesa, além de livros sobre o ensino do linguagem, revistas, jornais e materiais audiovisuais. Para levar itens para morada, é preciso produzir uma carteirinha com um documento de identidade com foto e um comprovante de residência que ateste que o usuário mora na capital ou em outra cidade da Grande São Paulo. São liberados até sete empréstimos por vez, com algumas restrições.

Av. Paulista, 52, Bela Vista, região meão. Ter. a sex., das 10h30 às 19h30. Sáb. (alternados), das 9h às 14h. Ror em bibliotecafjsp.org.br.

Instituto Goethe

É especializada na cultura da Alemanha, e o ror está, em grande segmento, no linguagem do país. Inclui livros de filosofia, literatura, história e artes, além de periódicos, vídeos, CDs, jogos e materiais para o estudo do germânico. Os itens podem ser retirados.

R. Lisboa, 974, Pinheiros, região oeste. Seg. a sáb., das 9h às 18h. @goetheinstitut_saopaulo

PUC Consolação

A livraria fica no campus da Pontifícia Universidade Católica, onde funcionam os cursos de exatas e tecnologia, e o ror é especializado nesses temas. O espaço de estudos tem jeitão de escola: mesas móveis pouco confortáveis, ao lado de uma pequena quadra esportiva. Durante o ano letivo, pode permanecer barulhento nos intervalos de lição. Melhor é a sede. O imóvel que divide o muro com o parque Augusta é um prédio do primícias dos anos 1940, com projeto do Rino Levi e paisagismo de Burle Marx. Antes, funcionou lá uma faculdade da Sedes Sapientiae, que passou a integrar a PUC nos anos 1970.

R. Marquês de Paranaguá, 111, Consolação, região meão. Seg. a sex., das 8h às 22h. Sáb., das 8h às 13h. Ror em buscaintegrada.pucsp.br



Folha

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