Na semana que marca a buraco da temporada de escalada aos picos mais altos do Himalaia, no Nepal, diversos grupos aguardam ansiosamente para se guiar ao cume do mundo. Vá lá que esta temporada já começou tumultuada, e não só pelos boatos de fraudes em resgates e intoxicação de montanhistas, que já foram devidamente esclarecidos e estão sendo apurados pelas autoridades nepalenses. Um novo problema surgiu justamente no principal engodo do país, o monte Everest: os doutores do gelo, porquê são chamados os trabalhadores que instalam cordas e escadas sobre fendas de uma instável categoria de gelo que se move sempre, tiveram que interromper os trabalhos por justificação de um serac, um imenso conjunto de gelo da profundeza de um pequeno prédio, que ameaço despencar sobre a extensão mais próxima do Acampamento Base, por onde devem passar os escaladores rumo aos acampamentos superiores e, de lá, ao topo.
A prudência dos trabalhadores que viabilizam a subida aos acampamentos superiores da serra se justifica pela memória do mais grave acidente ocorrido no Everest, no dia 18 de abril de 2014, quando seracs se soltaram em uma violenta avalanche de gelo que matou 16 sherpas justamente na cascata de gelo de Khumbu. A cascata é o primeiro e um dos mais perigosos desafios para quem enfrenta a escalada, pela mobilidade de seus blocos que não vasqueiro derruba as escadas metálicas ali instaladas sobre enormes fendas. Até a publicação deste texto, os doutores ainda aguardavam os humores do grande serac.
Mas, enquanto o conjunto de gelo não decide se fica ou vai, dezenas de grupos já estão em temporada de aclimatação às grandes altitudes. Eles estão buscando as montanhas mais próximas da vizinhança do Everest, subindo e descendo porquê manda o figurino de preparação para a empreitada. Em torno deles, centenas de trabalhadores se esfalfam para certificar a melhor experiência com o supremo de segurança e conforto possíveis. Entre os que estão se preparando para a temporada, está o mineiro de Belo Horizonte Murilo Vargas, 45, que vem desenvolvendo uma tarefa diferenciada: ele participa porquê cinegrafista das expedições, com a experiência de quem já acompanhou grupos na Antártica, na Rússia, na Argentina e no Alasca, entre outros destinos. São imagens porquê as do vídeo que criou mormente para a poste, contando porquê é a preparação de quem tem a missão de captar as melhores imagens nos ambientes mais hostis da face da Terreno.
Enquanto cuidava dos últimos preparativos para embarcar rumo ao Nepal, no proximo dia 25, Vargas conversou longamente com a poste. E, além do vídeo, enviou um generoso material com detalhes que permitiriam uns bons pares de metros de teor valedoiro que, infelizmente, não cabem numa única edição. Vamos, logo, aos melhores momentos.
Uma vez que você começou a escalar?
Eu escalo desde 2001. Sou mineiro, comecei na Serra do Cipó, provavelmenteo melhor sítio de escalada em rocha do Brasil e um dos melhores da América Latina. Mas fiz minha introdução à subida serra em 2005, na Bolívia, onde fiz meu primeiro curso de escalada em gelo, subindo ao Huayna Potosi, ao Condoriri e ao Pequeno Alpamayo.
E quando começou a trabalhar com o registro das escaladas?
Abri minha produtora audiovisual focada em filmes de escaladas em 2019, e desde logo acompanho clientes em diversas montanhas do mundo. Mas a maioria de meus clientes tem sempre um grande objetivo, que é subir o próprio Everest.
Você ainda não subiu ao cume do Everest?
Não, ainda não. Tive minha primeira investida com um cliente em 2023, não deu visível, ele tentou no ano pretérito novamente e também não deu. O mais superior que cheguei foi a 8.200 metros de altitude, mas o sherpa que estava comigo teve edema pulmonar e eu não deixaria ninguém para seguir, era uma decisão moral de estar sempre ao lado de quem está ali para te ajudar. Mas eu tenho o sonho de escalar o Everest desde pequeno, quando nem escalava ainda em rocha.
E porquê é o mercado para um cinegrafista de subida serra?
Eu não diria que é um grande mercado, porque é muito especializado. Uma vez que eu escalo há 26 anos, trago essa bagagem de diversas expedições de escalada em rocha, em big wall, mas o meio tem pouca concorrência de vestuário. Tem, obviamente, o risco, são poucos os que querem trabalhar nesse envolvente a sério. O risco está incluso no preço, mas pode ser mitigado quando você tem a devida preparação técnica, física e, principalmente, fisiológica. Eu me preparo muito. E, além de tudo, é minha paixão também. Quando comecei, eu falava assim, olha, eu trabalharia de perdão pra subir o Everest. Hoje, obviamente, sou remunerado por isso, mas é, sem incerteza, um trabalho que me traz uma conexão muito importante e um conhecimento de mim mesmo. Quem trabalha na serra é uma pessoa que se conecta muito com aquele envolvente, ele não está única e exclusivamente pelo quantia, mas também pela relação pessoal, pela conexão com aquele habitat, com aquelas pessoas. O Nepal, principalmente, é um lugar que tem uma vigor de outro planeta.
Quem são seus clientes?
A maior segmento são CEOs de grandes empresas que, além de poderem remunerar os altos custos de uma expedição com o supremo conforto e segurança, têm pouco tempo para a expedição que normalmente, duraria até 50 dias, mas que hoje, graças às novidades tecnológicas, da preparação com equipamentos de hipoxia que reproduzem o tempo necessário para aclimatação, e a adoção de gás xenônio, que aumenta a hemoglobina do organização, reduzem drasticamente o tempo de exposição necessário na serra. Porque ninguém costuma permanecer 50 dias longe da empresa, logo essas expedições chamadas flash atraem esse perfil de público.
E qual é o projeto desta temporada?
Desta vez vou para o Himalaia com um olhar dissemelhante, sobre as condições dos trabalhadores nas montanhas. Minha teoria é recontar a história dos trabalhadores de altitude, que a maior segmento das pessoas chamam de sherpas, mas nem todos são sherpas, às vezes são de outras etnias. O nome do meu projeto é Heróis Invisíveis porque a maioria dos montanhistas, principalmente os ocidentais, vão lá, chegam ao cume, na maior segmento das vezes muito ajudados pelos trabalhadores e eles ficam invisíveis, nunca aparecem em nenhum vídeo. Portanto, meu projeto é justamente o contrário, é recontar a história deles e sua influência dentro desse mundo de desejo de quem quer chegar no topo do mundo.
