Notícias Favoritas

O seu portal favorito de notícias na Internet

Como Paulinho da Costa virou percussionista das estrelas 25/03/2026
Celebridades Cultura

Como Paulinho da Costa virou percussionista das estrelas – 25/03/2026 – Ilustrada

Quando alguém ortografar a história da música pop dos últimos 50 anos, um lugar de destaque precisará ser guardado para um carioca nascido há 77 anos em Irajá, na zona setentrião do Rio de Janeiro, chamado Paulinho da Costa. Para muitos, um dos maiores percussionistas da história.

O currículo é inigualável. Desde 1972, quando se mudou para Los Angeles para integrar a orquestra do logo fenômeno pop Sergio Mendes, ele tocou em quase 7.000 músicas de mais de 900 artistas. E que artistas —de Michael Jackson a Burt Bacharach, de Madonna a Earth, Wind & Fire, de Elton John a Herb Albert, os nomes mais importantes da música pop usaram o talento de Da Costa para brunir suas canções.

Paulinho da Costa participou de gravações históricas uma vez que os discos “Off the Wall” e “Thriller”, de Michael Jackson, “Purple Rain”, de Prince, tocou em hits uma vez que “All Night Long”, de Lionel Ritchie, “La Isla Formosa”, de Madonna —a cantora gostou tanto dele que o incluiu até no videoclipe da música, já na primeira cena.

Além de sucessos de Chaka Khan, Celine Dion, Barry White, B.B. King, Aretha Franklin, Ray Charles e Tracy Chapman. Esteve presente também na gravação da icônica música “We Are the World”, produzida pelo parceiro de tantos anos, Quincy Jones.

Essa longeva e luzente trajetória é contada no documentário “The Groove Under the Groove”, dirigido por Oscar Rodrigues Alves e disponível na Netflix.

A lista de entrevistados dá uma teoria da valor do músico brasílico: Quincy Jones, Lalo Schifrin, Herb Alpert, George Benson, will.i.am. —do Black Eyed Peas—, Verdine White —do Earth, Wind & Fire—, o produtor Humberto Gatica, Bill Withers e muitos outros fazem fileira para elogiar Da Costa e seu talento. Grandes nomes da música brasileira, uma vez que Roberto Carlos, Ivete Sangalo e Carlinhos Brown, também dão depoimentos emocionados.

Nas últimas cinco décadas, Paulinho da Costa excursionou por todo o mundo fazendo shows com grandes nomes do pop, rock e jazz, mas é divulgado mesmo pelo trabalho em estúdio, e por isso são raras as imagens do músico durante sessões de gravação.

Uma das sequências mais impactantes do filme é uma cena em que Da Costa deixa George Benson perplexo durante a gravação do sucesso “Give Me the Night”. “Paulinho tinha vários instrumentos no pavimento, e ele ficava pegando os instrumentos e tocando um depois do outro, com uma velocidade impressionante. Eu só conseguia sorrir e admirá-lo”, diz Benson, no filme.

Outra cena linda mostra o percussionista recriando os sons que gravou em “Don’t Stop ‘Til You Get Enough”, de Michael Jackson, batucando até numa garrafa de refrigerante.

O famoso produtor Humberto Gatica, vencedor de 17 Grammys, diz: “Não considero Paulinho exclusivamente um percussionista. Ele é um artista completo, com um talento instintivo inigualável para saber uma vez que ajudar uma música a permanecer ainda melhor. Sua noção de ritmo é alguma coisa de outro planeta”.

O filme conta toda a vida de Paulinho da Costa, da puerícia pobre em Irajá, passando pelas primeiras experiências com percussão, quando integrou a lado jovem da bateria de sua namorada escola de samba Portela, ao himeneu com o paixão de sua vida, Arice, e a invenção de seus talentos por Sergio Mendes.

Em meados dos anos 1970, o músico se destacou na poderosa cena dos estúdios de gravação de Los Angeles e logo virou um nome muito requisitado para discos de todos os tipos. “A gente lia os encartes dos discos internacionais e via um nome muito brasílico, Paulinho da Costa”, lembra Ivete Sangalo.

Verdine White, do Earth, Wind & Fire, diz que a orquestra nem orientava o percussionista sobre o que deveria tocar: “Paulinho simplesmente ouvia a música e instintivamente sabia o que deveria fazer. Era assombroso”.

O filme mostra Paulinho da Costa retornando ao Brasil depois de mais de meio século em Los Angeles. Cá, ele visitante pela primeira vez a Bahia e explora a percussão de terreiros de umbanda e recebe uma formosa homenagem na quadra da Portela, com a bateria saudando o menino que aprendeu tudo na escola de Madureira e levou seu conhecimento para o mundo.

O lançamento do filme marca também outro grande reconhecimento. Neste ano, Paulinho da Costa será o primeiro brasílico nato a lucrar uma estrela na Lajedo da Glória de Hollywood. A outra artista brasileira eternizada na lajedo é Carmen Miranda —nascida em Portugal, mas naturalizada no Brasil ainda na puerícia.

Folha

LEAVE A RESPONSE

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *