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Meta e Google são condenados a indenizar usuária em US$
Tecnologia

Meta e Google são condenados a indenizar usuária em US$ 3 milhões por viciá-la em redes sociais – 25/03/2026 – Tec

Meta e Google foram consideradas culpadas da delação de serem projetadas para viciar crianças, expondo as gigantes de tecnologia a possíveis penalidades em milhares de casos semelhantes movidos nos Estados Unidos.

As empresas terão de remunerar um totalidade de US$ 3 milhões (R$ 15,72 milhões) em indenização compensatória à autora da ação, que alegou que o vício em redes sociais durante a puerícia prejudicou sua saúde mental, causando impaciência, depressão e dismorfia corporal. A vítima tem 20 anos de idade atualmente e foi identificada porquê KGM no julgamento.

O veredicto encerrou um julgamento de Los Angeles que durou nove dias e concluiu que as plataformas da Meta, porquê Instagram e Facebook, e o YouTube do Google foram negligentes e, portanto, responsáveis por danos causados a crianças.

O caso abrirá precedente para uma enxurrada de processos semelhantes e tem sido comparado à repressão contra as grandes empresas de tabaco nos anos 1990. Milhares de indivíduos, distritos escolares e procuradores-gerais estaduais entraram com ações semelhantes contra plataformas de redes sociais buscando indenizações e mudanças no design.

A Meta, liderada pelo CEO Mark Zuckerberg, foi considerada responsável por 70% dos danos e terá de remunerar US$ 2,1 milhões. Já o Google foi responsabilizado por 30% e indenizará a usuária em US$ 900 milénio. A indenização pode ser ainda maior, pois o júri afirmou que danos punitivos também são justificados, mas a quantia será determinada em seguida procedimentos jurídicos adicionais.

A mesma usuária também havia processado Snap e TikTok, mas as duas empresas fizeram acordos por valores não divulgados antes do julgamento.

A dona do Facebook e WhatsApp contestou a sentença. “Respeitosamente discordamos do veredito e estamos avaliando nossas opções legais”, afirmou. A Alphabet, controladora do Google, não respondeu imediatamente a um pedido de glosa.

O veredicto é mais um golpe para a Meta depois que um júri no Novo México, na terça-feira (24), a considerou responsável por não proteger crianças de teor sexualmente explícito, aliciamento e tráfico de pessoas.

A empresa foi condenada a remunerar US$ 375 milhões em penalidades civis, mas também disse que recorreria da decisão.

A vaga de processos nos EUA faz secção de uma reação global contra as big Techs que levou Espanha e Austrália a proibirem o entrada às redes sociais para menores de 16 anos. Reino Unificado e França também estão considerando medidas semelhantes.

A União Europeia está investigando se as redes sociais prejudicam o bem-estar físico e mental dos usuários ao utilizar recursos viciantes, porquê feeds de rolagem infinita, para aumentar o engajamento e, assim, exibir mais anúncios.

Mark Zuckerberg, dirigente da Meta, foi o executivo de maior destaque a testemunhar no caso de Los Angeles. Ele reconheceu que anulou uma proibição de filtros de venustidade no Instagram —apesar de pareceres de especialistas de que eles incentivam a dismorfia corporal— porque estava mais preocupado com a “liberdade de frase”.

Ele também disse que a Meta não define mais metas internas para o tempo que os usuários passam na plataforma. O júri teve entrada a documentos internos de 2013 e 2022 nos quais ele e outros funcionários declararam explicitamente que aumentar o tempo gasto era uma meta ou marco, inclusive entre usuários adolescentes.

Outros e-mails mostram funcionários reconhecendo o potencial viciante da plataforma social. “O IG [Instagram] é uma droga… Somos basicamente traficantes”, escreveu um pesquisador em um e-mail. Ele acrescentou que Adam Mosseri, dirigente do Instagram, “surtou” quando levantaram o tema das doses de dopamina provenientes do uso das redes sociais.

Meta e Google esperavam que a Seção 230 da Lei de Respeitabilidade nas Comunicações dos EUA as protegesse. A disposição lítico estabelece que plataformas sociais não são responsáveis por teor gerado por usuários.

No entanto, os advogados dos autores argumentaram com sucesso que o caso não era sobre teor, mas sim sobre porquê as plataformas são projetadas com recursos viciantes, porquê “curtidas” que incentivam a conferência social, “rolagem infinita” e notificações push.

Folha

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