Notícias Favoritas

O seu portal favorito de notícias na Internet

Copa: 25% dos jogos serão disputados sob calor insalubre
Esporte

Copa: 25% dos jogos serão disputados sob calor insalubre – 14/05/2026 – Esporte

Em 1994, a pragmática seleção de Carlos Alberto Parreira conquistou o tetra sob um calor de 38°C. No mês que vem, quando os EUA dividirão sua segunda Despensa do Mundo com os vizinhos México e Canadá, deve ser ainda pior, com 25% dos jogos disputados sob condições insalubres para atletas e torcedores, mostra estudo publicado nesta quinta-feira (14).

Oferecimento do aquecimento global gerado pela atividade humana, sobretudo a queima de combustíveis fósseis.

Uma vez que em 1994, nem a final escapa. A possibilidade de uma decisão prejudicada pelo calor, porém, só aumentou nestes 32 anos: 50% segundo estudo do World Weather Attribution (WWA), grupo de cientistas liderado pelo Imperial College, de Londres.

Habituado a confrontar eventos climáticos extremos com padrões da era pré-industrial, justamente para verificar a responsabilidade que pode ser atribuída às mudanças climáticas, o WWA desta vez usou seus modelos de maneira dissemelhante: para verificar as condições dos 104 jogos programados para oriente ano e simular o que teria realizado com a mesma tábua em 1994, que teve originalmente a metade das partidas.

“Eu me lembro muito daqueles jogos. Meus coautores, provavelmente não”, afirmou Friederike Otto, professora de Ciência do Clima, no Imperial College. Na apresentação do estudo, a líder do WWA brincou com os jovens do grupo, que não presenciaram partidas começando ao meio-dia, para atender às TVs europeias, e o massacre perpetrado pelo verão americano.

Em Dallas, Alemanha e Coreia do Sul jogaram com termômetros batendo nos 46°C, recorde não solene de partida mais quente da história das Copas. Favoritos, os alemães abriram 3 a 0, mas ficaram esgotados no segundo tempo, permitindo dois gols dos adversários.

“Mais da metade do aquecimento global até cá registrado se deu a partir de 1994, o que aumenta o risco de jogos sob calor perigoso”, disse Otto, ilustrando porquê o problema deu um salto nas últimas décadas.

Para realizar o estudo, o WWA verificou o clima daquele ano nas sedes, datas e horários dos 104 jogos programados para junho e julho próximos usando uma variável mais precisa, o Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Orbe (IBUTG), amplamente divulgada pela {sigla} em inglês (WBGT). É um índice que incorpora, além da temperatura, uma mensuração de umidade, refletindo de maneira melhor o estresse térmico ao qual o corpo humano é submetido durante as atividades físicas.

Dessa maneira, 28°C IBUTG equivalem a aproximadamente 38°C em condições secas e 30°C sob subida umidade. Para o FIFPRO, sindicato global de jogadores profissionais, essa é a marca que, se atingida, deveria parar uma partida. A Fifa (Federação Internacional de Futebol), assim porquê outras federações esportivas, trabalha com um limite muito mais tolerante, de 32°C IBUTG.

“Quando o IBUTG ultrapassa os 26°C, o desempenho dos jogadores pode ser prejudicado”, declarou Chris Mullington, médico do Imperial College e do NHS, o sistema público de saúde do Reino Unificado. “Supra dos 28°C IBUTG, o risco de doenças graves relacionadas ao calor torna-se mais preocupante, não somente para os jogadores, mas também para as centenas de milhares de torcedores nos estádios e nas fanfests.”

Segundo a estudo do WWA, 26 dos 104 jogos de 2026 têm potencial de atingir o limiar dos 26°C IBUTG; outros cinco devem ultrapassar os 28°C IBUTG, a marca sátira na visão do sindicato e da maioria dos especialistas.

A reparo da tábua deste ano levada para 1994 atesta a legado da mudança climática sobre o esporte: seriam 21 dos 104 jogos alcançando ou batendo o limite de 26°C IBUTG e 3 no patamar de 28°C IBUTG.

A terceira partida da seleção brasileira no Mundial, contra a Escócia, em Miami, no dia 24 de junho, está classificada porquê “quase certa” de entender os 26°C IBUTG. Para o FIFPRO, atingida essa quesito, o jogo deveria ser suspenso para proteger os atletas.

A cidade da Flórida, com estádio desimpedido, é uma das sedes que mais abrigarão jogos de “basta risco”, porquê o estudo os denomina, inclusive uma partida das quartas de final, em 11 de julho. Em Dallas e Houston, com arenas climatizadas, o risco restará aos torcedores, que terão que chegar e transpor dos estádios em condições de calor. “Seria interessante a Fifa e as autoridades americanas distribuírem chuva de perdão, por exemplo”, disse Mullington.

Para Theodore Keeping, um dos autores do estudo, a estudo, submetida ao rigor científico, é conservadora. “Por exemplo, calculamos a temperatura IBUTG em condições de sombra e abrigo. Nos estádios sem cobertura, a luz solar direta será um fator suplementar.”

Uma vez que em Pasadena, na Califórnia, que consagrou a geração de Romário e Bebeto em 1994, o estádio da final deste ano, o MetLife Stadium, em Novidade Jersey, é desimpedido.

No ano pretérito, no Mundial de Clubes, também disputado nos EUA, mais da metade dos jogos atingiu ou superou o patamar de 28°C IBUTG, segundo outra pesquisa. Houve pausas para hidratação, mas nenhuma partida foi suspensa devido ao calor; várias foram interrompidas por risco de temporal, seguindo um protocolo americano.

A Fifa promete repetir os intervalos de hidratação na Despensa, mas a medida não é vista porquê suficiente. “De concordância com estudos de fisiologia, essas paradas não são capazes de mitigar o estresse térmico em algumas circunstâncias. Seria necessário um pausa entre o primeiro e o segundo tempo mais prolongado”, afirmou Mullington. Por outro lado, um evento mais prolongado exporia ainda mais os torcedores nas arquibancadas.

“Do ponto de vista de saúde pública, seria melhor ter a Despensa mais cedo ou mais tarde no ano”, disse Otto, lembrando que a Despensa do Qatar ocorreu no término de 2022. “Clima é um fator que cada vez mais terá que ser levado em consideração.”

Folha

LEAVE A RESPONSE

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *